Atualizado em :13/05/2008
Rollemberg destaca nova política industrial para o Brasil
 

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, assomo à tribuna na tarde de hoje para registrar com muita alegria o lançamento da Política Industrial pelo Presidente Lula, ontem, no Rio de Janeiro, na Sede do BNDES.

Em 2005, tivemos o início de uma política industrial, quando o Governo definiu alguns setores prioritários — bens de capital, software, microeletrônica e fármacos — , identificando também aqueles setores que têm futuro — biotecnologia, nanotecnologia e biomassa. Aquela iniciativa possibilitou ao Ministério da Ciência e Tecnologia direcionar seus recursos prioritariamente para essas áreas, tanto do ponto de vista da formação de recursos humanos quanto por meio da subvenção direta às empresas, como prevê a Lei de Inovação.

Sem dúvida, com esses novos instrumentos criados pelo Governo Federal, instrumentos creditícios e fiscais, e com a agregação de vários outros setores da economia às prioridades da política industrial, teremos resultados muito mais expressivos que contribuirão para que o Brasil possa crescer a índices mais elevados e de forma sustentável.

Quero registrar 3 metas dessa política industrial que considero da maior importância: ampliação da taxa de investimento da economia de 17,6% do PIB, em 2007, para 21%, em 2011, ou seja, um aumento de 450 bilhões para 620 bilhões; ampliação da participação das exportações brasileiras no mercado internacional; elevação do gasto privado em pesquisa e desenvolvimento de 11,5 bilhões para 18,2 bilhões.

Infelizmente, diferentemente dos países desenvolvidos, ainda temos grande parte dos nossos gastos em pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico financiados pelo setor público. Em todos os países desenvolvidos há uma relação maior dos investimentos em pesquisa com o setor privado.

Ao incentivar esses investimentos em pesquisa, o Governo estará contribuindo para uma maior competitividade da indústria brasileira e também de incentivo às micro e pequenas empresas dos setores exportadores. Esse éo segmento que mais emprega e que mais distribui renda. Se ele tiver aporte de conhecimento científico e tecnológico, poderá agregar mais valor aos seus produtos e, sem dúvida, com isso, tornarem-se mais competitivos.

Portanto, Sr. Presidente, quero, aqui, cumprimentar o Presidente Lula e toda a equipe econômica. Essa é mais uma ação do Governo Federal que mostra preocupação com o futuro e com políticas de Estado e que este Governo não está pensando na próxima eleição, está pensando nas próximas gerações e no futuro da população e da Nação brasileira.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

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