Atualizado em :05/06/2012
Êxito da Rio+20 depende de governança global
Conclusão foi do diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, que também disse ao Senado que  um dos desafios do mundo é aumentar as fontes alternativas na matriz energética de cada país
 
Por Dinêz Costa

Foto: Sheyla LealEm reunião presidida pelo senador Rodrigo Rollemberg(PSB/DF), o Senado recebeu nesta terça-feira(5), Dia Mundial do Meio Ambiente, o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Achim Steiner, que destacou a importância da governança global na implementação de metas a serem perseguidas pelos cerca de 200 países que deverão participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável - Rio+20.

Segundo Steiner, um dos desafios  é o aumento das fontes alternativas na  matriz energética de cada país, visando a construção de uma economia de baixo carbono. Isso porque se de um lado algumas nações apresentam altos índices de fontes renováveis,  de outro em alguns países essas  fontes  que não poluem o meio ambiente são praticamente zero. Ele citou um dos bons exemplos de uso de energia a Alemanha, que tem 1/5 de energia renovável e que bateu um recorde ao produzir,  em apenas um dia, a energia fotovoltaica equivalente à produção de três usinas hidrelétricas.

"Cerca de 200 nações que participarão da conferência têm que ter objetivos compartilhados, não é uma questão de Norte ou Sul . A Rio+20 vai ser uma conferência,  uma cúpula  extremamente importante para o mundo”, assinalou Steiner.

Foto: Sheyla LealA ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, reforçou a fala do representante da ONU, lembrando que no momento o ponto forte do debate é a questão econômica. "A Rio+20 não é espaço para negociar clima ou biodiversidade, mas desenvolvimento sustentável. Temos que ter uma única visão, com um  único pilar integrando as questões  ambientais, econômicas e sociais. Não se pode falar em erradicar a pobreza sem antes falar em economia”, disse.  

Izabella também lembrou o papel de protagonismo do Brasil na Rio+20, pois o país já foi premiado por cumprir as  metas  do milênio, enquanto outros  países,  "que ditam regras sobre desenvolvimento sustentável”, não têm nem 10% de suas fontes de energia renovável.

Na ocasião o senador Rodrigo Rollemberg mostrou-se otimista com a posição que o Brasil vem exercendo na área  ambiental, o que em sua opinião terá reflexos positivos na Rio+20.  O senador elogiou o pacote ambiental anunciado pelo governo federal nesta terça-feira, com medidas como a criação de reservas extrativistas, homologação de terras indígenas  e redução no desmatamento. 

"Os dados mostram que o país está no rumo certo. A Amazônia Legal teve o menor índice de desmatamento dos últimos 23 anos. O Brasil vem aumentando os índices de conservação nos últimos anos e  mais de 80% da Floresta Amazônica continuam preservados. Além disso, 45% da nossa matriz energética é  renovável. Mas não devemos nos acomodar  com essa situação. Precisamos  ser mais ousados nas metas de desenvolvimento sustentável com inclusão social”, afirmou.

Revista da Rio+20 – Antes da audiência pública  no Senado o diretor  da Secretaria de Comunicação do Senado,Fernando César Mesquita, lançou a 11ª edição da revista Em Discussão!, sobre a Rio+20. A publicação mostra  audiências públicas realizadas pelas comissões temáticas da Casa, bem como a participação do Senado na conferência do Rio, onde a revista também será distribuída.
Fonte: Dinêz Costa - Ascom do senador Rodrigo Rollemberg