Atualizado em :15/04/2011
Corrente de solidariedade pela UnB
Rollemberg acredita que uma corrente de solidariedade entre estudantes, professores e políticos, com a aquisição de recursos adicionais do governo federal, permitirá que a Universidade de Brasília se recupere rapidamente. Instituição de ensino foi atingida por um temporal que provocou estragos enormes
 

Nesse último dia 10, a população do Distrito Federal foi surpreendida com um temporal que provocou estragos enormes na cidade, não apenas no bairro da Asa Norte, mas especialmente na Universidade de Brasília (UnB). As cenas do alagamento da UnB, instituição indispensável ao desenvolvimento da nossa capital e do Brasil, foram chocantes.

As águas invadiram e destruíram, principalmente, o Instituto Central de Ciências (ICC). Tivemos perdas lamentáveis e inestimáveis para área de pesquisa. Segundo estimativas da própria universidade, só para as obras emergenciais serão necessários R$ 11,5 milhões. Os danos materiais são avaliados em torno de R$ 20 milhões. 

Neste momento, precisamos promover um trabalho conjunto e sinérgico entre estudantes, professores e políticos para reestruturar os institutos atingidos e recuperar a memória da universidade.  Nessa semana, a bancada de deputados e senadores do DF no Congresso Nacional, a qual tenho a honra de coordenar, já se mobilizou nesse sentido. 

Esteve reunida com o reitor da UnB, José Geraldo de Sousa, com o vice-reitor da UnB, João Batista de Sousa, com o secretário de Obras do DF, Luiz Pitiman, e com o ministro da Advocacia-Geral da União, Luís Adams, para planejar ações específicas, viabilizar recursos e evitar que novos alagamentos aconteçam. 

O governo federal também está empenhado no projeto de revitalização das áreas atingidas. Isso ficou evidente nos esforços empreendidos pelo secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), Luiz Cláudio Costa, e pelo secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antônio Elias. 

A mobilização está começando, mas no meu entendimento e dos demais parlamentares do DF, neste momento, devemos executar, pelo menos, três iniciativas para minorar os estragos: revitalizar as galerias de águas pluviais da região, criando um sistema de drenagem eficiente; repasse do governo federal de R$ 20 milhões para a reconstrução total dos 10 mil m² interditados do ICC; e um espaço para que a universidade possa desenvolver as atividades acadêmicas. 

Já conseguimos a garantia do ministro Luís Adams, que irá ceder, provisoriamente, o Clube dos Servidores para uso da UnB, e solicitamos audiência com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para viabilizar a liberação dos R$ 20 milhões, que serão utilizados na recuperação das instalações e na compra dos equipamentos danificados. 

Apesar dos prejuízos, o episódio teve um lado positivo: demonstrou o quanto a UnB é querida por todos nós, o quanto o povo do Distrito Federal e a comunidade acadêmica estão unidos para defender a sua universidade. Foram diversas demonstrações de amor explícito. Nos lugares por onde passo, tenho notado que nasce uma verdadeira mobilização em prol da UnB. 

Temos que aproveitar essa energia, esse momento, para fortalecermos a instituição, patrimônio do povo brasileiro.  Precisamos continuar o projeto de expansão da UnB para outras cidades do DF. Tenho certeza, e o cenário tem demonstrado isso, que se fizermos uma corrente de solidariedade e se conseguirmos recursos adicionais do governo federal, em pouco tempo, recuperaremos tudo que foi destruído. Apesar de todos os problemas momentâneos, estou convicto de que o futuro da nossa querida UnB, maior universidade do Centro-Oeste, é alvissareiro, auspicioso.

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