Reflexões sobre o Brasil e Brasília
Discurso realizado no dia 4/9/2008
O SR. PRESIDENTE (Deputado Luiz Couto) - Para uma Comunicação de Liderança pelo Bloco PSB, PDT, PCdoB, PMN E PRB, concedo a palavra ao Deputado Rodrigo Rollemberg, que dispõe de até 8 minutos.
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Como Líder. Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, no momento que o Brasil se aproxima de comemorar o Dia da Independência, não poderia deixar de dirigir, em nome do Bloco, algumas palavras à Nação. Faço uma reflexão sobre o momento em que vivem o Brasil e Brasília.
O Brasil vive um momento especial. Depois de anos de estagnação econômica e de concentração de renda, o País começa a mudar, e muda de forma significativa. Quinze milhões de pessoas saíram da condição de miséria. Cerca de 20 milhões de pessoas deixaram de ser pobres para ingressar na classe média. O País nunca investiu tanto em educação. Doze novas universidades estão sendo criadas e 88 extensões universitárias implementadas.
No Distrito Federal, a Universidade de Brasília, UnB, já está em Planaltina, Gama e Ceilândia. Duzentas e quatorze Escolas Técnicas estão sendo implantadas no Brasil, sendo 5 no Distrito Federal. A de Planaltina já estáfuncionando no Colégio Agrícola e, em breve, Samambaia, Taguatinga, Gama e Plano Piloto serão contemplados.
Precisamos agora aprovar o projeto de lei que destina 50% das vagas das universidades públicas para alunos oriundos das escolas públicas. Vamos nos mobilizar para isso. O salário mínimo é o maior da história brasileira. No último ano de Governo Fernando Henrique Cardoso, o salário mínimo era equivalente a 54 dólares; hoje equivale a 250 dólares. O trabalhador ganha mais. Precisamos continuar avançando e retirar todos os impostos que incidem sobre os produtos da cesta básica. Essa medida aumenta o poder aquisitivo dos mais pobres, daqueles que gastam mais do seu salário para comprar alimentos. Essa medida amplia uma conquista histórica do Governo do Presidente Lula: a redução da desigualdade social e regional.
Vamos mobilizar a população para isso. Acreditamos na força do povo. O Brasil também cresceu em empregos, e cresceu bem: milhão e 800 mil novas carteiras assinadas no último ano. Recorde sobre recorde. Geração de renda e democratização de oportunidades.
Ratificamos, com status constitucional, a Convenção da ONU sobre os direitos das pessoas com deficiência. Novos paradigmas foram criados, o que exigirá dos governos e da sociedade civil novas posturas em relação a esse segmento da população.
O esforço da inteligência nacional produz resultados animadores. Contamos com novas e enormes reservas de petróleo. Temos de garantir que os recursos oriundos dessa riqueza sejam destinados à educação, à inovação e a novas formas de energia. O Brasil precisa usar com sabedoria sua condição privilegiada em relação à água, energia e produção de alimentos. Nossos olhos deverão estar sempre voltados para as futuras gerações.
Precisamos aprovar a PEC do Cerrado. O cerrado é patrimônio nacional de fato. Precisa ser de direito. Somos berço das águas. Grande parte das águas que vertem para o São Francisco, Paraná e Tocantins saem dessa região. Temos uma das maiores biodiversidades do planeta, desconhecida, inexplorada e regularmente destruída. Não há dúvida: essa bandeira é de todos. Cerrado, Patrimônio Nacional.
O Governo do Presidente Lula, com o nosso apoio, tem investido muito no Distrito Federal. Além da UnB em Planaltina, Gama, Ceilândia e das escolas técnicas que deverão ser implantadas, estamos urbanizando, com os recursos conseguidos pela bancada de Deputados do Distrito Federal, o Arapoanga, Itapoã, Pôr do Sol, Sol Nascente, Mestre DArmas e Estrutural. Estamos duplicando a BR-020, que liga Sobradinho e Planaltina a Formosa, e melhorando a EPIA, que liga o balão do Torto ao viaduto do Parkshopping. Conseguimos os recursos para concluir o metrô na Ceilândia, ajudamos a reformar o Estádio do Bezerrão e destinamos recursos para os campi da UnB na Ceilândia, Gama e Planaltina.
Inauguramos nova forma de fazer política no Distrito Federal. Não participamos do Governo do Distrito Federal nem fazemos oposição sistemática. Temos procurado construir consensos e somar energias em favor de Brasília e de seu povo. Tenho consciência de que o mandato de um Deputado Federal só tem sentido como instrumento de melhoria da qualidade de vida de nossa população. Sinto-me comprometido com esse povo que, como ninguém, acredita no futuro. Por acreditar nesse povo e na evolução da democracia é que defendo eleições diretas para administradores regionais. Todo poder emana do povo. Quem melhor saberá escolher seus dirigentes?
A eleição direta para administradores é um clamor popular. É justa, legítima e inevitável. Como poderemos admitir que em pleno século XXI cidades centenárias como Planaltina e outras, com dezenas ou centenas de milhares de pessoas, não possam votar para escolher seu administrador? Não queremos e não admitimos a idéia de criar Municípios ou Câmaras de Vereadores. Queremos simplesmente democratizar o processo político e aproximar o povo de sua administração. E queremos pensar junto com a população formas de descentralização de recursos e de gestão participativa.
Queremos também participar plenamente das discussões do Plano Diretor de Ordenamento Territorial. Todos nós temos que estar ligados no tema. É o nosso futuro, o futuro da nossa cidade. Não podemos admitir núcleos habitacionais em áreas de proteção de mananciais nem a construção de cidades só para ricos, como o GDF quer fazer com o Setor Noroeste. Estamos e estaremos vigilantes. O Brasil vive um grande momento, fruto da capacidade de realização de nosso povo e da liderança incontestável do Presidente Lula.
Na qualidade de Deputado Federal do Partido Socialista Brasileiro dedicarei todo o meu esforço para consolidar e ampliar as conquistas do País. É isso o que me anima. Esse é o meu compromisso.
Muito obrigado.
