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Comentário sobre a redução da desigualdade social e elogios ao presidente Lula

by Tarciso Nascimento last modified 2008-08-28 19:29

Discurso realizado no dia 28/8/2008

O SR. PRESIDENTE (Pedro Wilson) - Concedo a palavra ao nobre Deputado Rodrigo Rollemberg, para uma Comunicação de Liderança, pelo Bloco Parlamentar PSB/PDT/PCdoB/PMN/PRB.

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, tivemos hoje a oportunidade de participar, no Palácio do Planalto, de um momento histórico: reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social em que foram apresentados dados sobre a economia brasileira.  Afirmo com muita tranqüilidade, Sr. Presidente, Srs. Deputados, que já podemos alçar o Presidente Lula à condição de um dos maiores Presidentes, de um dos maiores estadistas que o Brasil já teve, na mesma categoria do Presidente Getúlio Vargas e do Presidente Juscelino Kubitschek.

O Presidente Getúlio Vargas se notabilizou pela legislação trabalhista, que protegeu e deu segurança ao trabalhador num momento em que isso parecia distantedo universo trabalhista brasileiro. O Presidente Juscelino Kubitschek, com sua política desenvolvimentista, com seu plano de desenvolver o Brasil 50 anos em 5, com a defesa da interiorização do País a partir da construção de Brasília, também entrou no rol dos grandes Presidentes brasileiros. O Presidente Lula já ingressa nesse seleto grupo de estadistas brasileiros, graças à redução das desigualdades sociais.

Hoje tivemos a oportunidade de ouvir palestras do Presidente do BNDES, Dr. Luciano Coutinho, do Presidente da PETROBRAS, Dr. Sérgio Gabrielli, e do representante da Fundação Getúlio Vargas Dr. Marcelo Neri. Ficaram muito claros os números da economia brasileira. O que mais me chamou a atenção foram os dados que indicam a redução da desigualdade social e regional em nosso País. E o mais importante, Deputado Chico Lopes, é que essa redução se dá num momento de crescimento econômico. Poderia estar havendo redução da desigualdade social com empobrecimento da elite brasileira, com empobrecimento do País, o que faria com que a média geral baixasse. Mas não, estamos experimentando um período duradouro, um período sustentável de crescimento econômico, em que os índices de qualidade de vida dos segmentos mais pobres da população crescem a taxas muito mais elevadas do que os da elite.

Mas há outros dados também extremamente significativos. Por exemplo, atingimos a marca de 1 milhão e 800 mil carteiras assinadas no último ano, o que demonstra o crescimento dotrabalho formal. Esse número, Sras. e Srs. Parlamentares, é 47% maior do que o do ano anterior, que já tinha sido um recorde na geração de empregos formais.

No que se refere à redução das desigualdades regionais, é importante ressaltar que o Nordeste brasileiro, embora seja um grande produtor de petróleo, nunca havia tido uma refinaria. Hoje, quatro refinarias estão se instalando no Nordeste: uma em Pernambuco, uma no Rio Grande do Norte, uma no Ceará e a outra no Maranhão. Imaginem o que isso não significará para as economias desses Estados.

Por outro lado, o Governo Federal, com apoio da sua base no Congresso, está implantando 214 novas escolas técnicas no País. No Distrito Federal teremos mais cinco: em Planaltina, Samambaia, Plano Piloto, Taguatinga e Gama. Também estão sendo criadas 12 universidades públicas e 88 extensões universitárias, das quais Brasília também se beneficiará. Tiveram início esta semana as aulas da Universidade de Brasília no Gama e na Ceilândia. Há pouco mais de dois anos, já são ministradas aulas no campus de Planaltina.

Agora recebemos, com muita satisfação, após muitas pesquisas desenvolvidas pela PETROBRAS — empresa que orgulha todos os brasileiros — , a notícia da descoberta de um grande campo de petróleo na chamada camada pré-sal, que pode transformar o Brasil num grande exportador de petróleo.

E foi muito bom ouvir o Presidente Lula afirmar que essas reservas são patrimônio de toda a Nação brasileira, que o Brasil não tem a menor intenção de exportar o óleo cru, mas quer, pelo contrário, desenvolver toda a indústria petroquímica no País, agregando valor, gerando empregos e renda. Ao mesmo tempo, afirmou que os recursos da exploração do petróleo devem ser utilizados para fazer uma verdadeira revolução educacional em nosso País. Não há dúvida de que, por intermédio da educação, conseguiremos, de forma ainda mais acelerada, mais sustentável e mais barata, reduzir as desigualdades sociais e regionais em nosso País.

Quero dizer aos meus nobres pares que hoje saí daquela reunião, no Palácio do Planalto, com o mesmo otimismo que a população brasileira, conforme mostrou pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, tem em relação a seu futuro: um futuro de melhor qualidade de vida, de menor desigualdade regional, de menor desigualdade social. E muitos são os responsáveis.

E o Congresso, ao aprovar leis importantes, reconhecidas hoje pelo Presidente, tem o seu papel importante. Mas não podemos deixar de atribuir o mérito maior àquele que vem conduzindo esse processo com muita sabedoria: o Presidente Lula, que, por essa razão, já está inscrito na condição dos grandes estadistas brasileiros, ao lado de Juscelino Kubitscheck e de Getúlio Vargas.

Muito obrigado, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Pedro Wilson) - Deputado Rodrigo Rollemberg, a Mesa se associa ao pronunciamento de V.Exa., na luta de toda a sociedade brasileira pelo seu desenvolvimento e pela distribuição da riqueza do Brasil.


Rodrigo Rollemberg - Deputado Federal
Câmara dos Deputados, anexo 4, gabinete 662
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Escritório político: SCLN 303, bloco C, sala 102/103
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