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Núcleo no Gama: um projeto promissor (UnB Agência)

by Tarciso Nascimento last modified 2007-10-18 14:19

Em dois meses de funcionamento, unidade já oferece 17 cursos e atende de 1,7 mil alunos. Desses, 40% são de cidades do Entorno

Núcleo no Gama: um projeto promissor (UnB Agência)

Turmas do Gama tiveram de ser duplicadas, pois demanda foi grande. Foto:Cristiane Bonfanti

O Núcleo de Extensão da Universidade de Brasília (UnB) no Gama, região administrativa localizada a 30 quilômetros de Brasília, já demonstrou ser um projeto promissor. Inaugurado em agosto de 2007, a unidade oferece 17 cursos e atende cerca de 1,7 mil pessoas, tanto da comunidade como estudantes de escolas da rede pública de ensino.

Tudo isso é possível graças ao esforço e à dedicação de dois professores e 26 estudantes da universidade, além de dois colaboradores do Núcleo de Promoção da Igualdade Racial do Decanato de Extensão (DEX) da UnB. "É surpreendente a resposta que recebemos da comunidade do Gama. A expectativa era de começar com 300 alunos, mas tivemos de duplicar o número de turmas previsto", afirma a decana de Extensão da UnB, Leila Chalub.

Para Leila, o fato de 40% dos alunos do núcleo serem oriundos de cidades do Entorno demonstra que expandir a universidade para o Gama foi um acerto, pois o espaço pode atender uma grande população. Morador do Jardim Ingá, o estudante do 3º ano do ensino médio Elinctomberg Lourenço Correia, 19 anos, é um exemplo disso.

Todas as terças-feiras, ele vai ao Gama para assistir às aulas de Biologia, do projeto Diálogos Acadêmicos, um tipo de extensão. "O núcleo é bem mais perto e permite que muitas pessoas façam os cursos. Além disso, o investimento em educação é importante para ajudar a desenvolver a região e diminuir até mesmo a violência", destaca Correia.

EXPERIÊNCIA PRÁTICA - Localizado no prédio do antigo Fórum do Gama, o núcleo está situado em um espaço com seis salas. Também estão sendo construídos uma sala de dança e um telecentro, para o qual já foram adquiridos 40 computadores. "Futuramente, essa estrutura poderá ser aproveitada até mesmo para a implementação de cursos a distância", aposta Leila. A previsão é de que o núcleo ofereça, a partir de 2008, programas presenciais de capacitação de professores em áreas da alfabetização e cultura afro-brasileira.

A intenção do decanato também é oferecer aulas de balé às crianças da comunidade, além de ações voltadas para a preservação do meio ambiente. "Queremos transformar o espaço em um centro de excelência em extensão. A comunidade está ávida pela nossa presença e empenharemos todo o esforço necessário para atendê-la", garante a diretora técnica de Extensão da UnB, Fátima Makiuchi.

Na avaliação do reitor da UnB, Timothy Mulholland, a presença do núcleo na região é importante tanto para os participantes atendidos como para os alunos da UnB que atuam nos projetos. "É essencial levar esse trabalho para a comunidade. De um lado, os estudantes conhecem uma nova realidade. De outro, os moradores também têm acesso a novos conhecimentos", ressalta o reitor.

Estudante do 7º semestre de Ciências Biológicas da UnB, Marcela Santos, 21 anos, dá aulas de Biologia no núcleo e afirma que participar das atividades de extensão é uma experiência que não tem preço. "Eu aprendo muita coisa nas aulas. Além de poder contribuir para o ensino, coloco em prática o que aprendo na universidade", conta Marcela.

INTERAÇÃO - A aluna da 8ª série do ensino fundamental Amanda Cristina Rodrigues Sampaio, 14 anos, também comemora a presença dos cursos de extensão da UnB no Gama. Desde setembro, ela assiste às aulas de Biologia e, agora, pretende ingressar no curso de inglês. "Gosto dessas áreas. Depois que entrei no curso de extensão, também passei a ter mais facilidade e comecei a prestar mais atenção nas aulas da escola", conta Amanda.

Os cursos do núcleo são abertos não só para os estudantes de ensino fundamental e médio, mas também para toda a comunidade interessada. Licenciada em Inglês e Português, Luciana Vidal Gomes, 35 anos, aproveita as horas livres para participar das atividades. No núcleo, ela faz aulas de Biologia, Matemática, Inglês e Música. "Essa é uma oportunidade de interação muito importante para a comunidade. Muitos não têm condição de visitar exposições e concertos e, aqui, podem ter acesso à cultura", avalia.

Luciana está na expectativa da chegada do novo campus avançado da UnB no Gama. A obra do novo prédio, com área de 4.850 m² e dois pavimentos, já foi licitada e a previsão é de que seja concluído em maio de 2008. Em agosto do mesmo ano as aulas na nova unidade devem começar. A estrutura, que será construída simultaneamente ao prédio da UnB em Ceilândia, terá capacidade para receber 1,5 mil estudantes por turno (manhã, tarde e noite) e a previsão é que sejam oferecidas, inicialmente, quatro graduações na área de tecnologia.

Fonte: UnB Agência - 18/10/2007


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