*/ Senador de Bras?lia:Brasil brilha na conferência de Roma
 
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Atualizado em :12/06/2008
Brasil brilha na conferência de Roma
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG - Sr. Presidente, para usar a palavra como Líder do Bloco.

O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) - Para uma Comunicação de Liderança, pela Liderança do Bloco PSB/PDT/PCdoB/PMN/PRB, concedo a palavra ao ilustre Líder Rodrigo Rollemberg. S.Exa. dispõe de 8 minutos na tribuna.

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB. como Líder. Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, tive a honra de fazer parte da missão oficial brasileira que, a convite do Itamaraty, acompanhou o Presidente Lula à conferência, promovida pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), sobre segurança alimentar, mudanças climáticas e bioenergia, realizada em Roma, nos dias 3, 4 e 5 de junho.

Quero, em primeiro lugar, agradecer o convite do Itamaraty, nas pessoas do Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim e do Ministro-Conselheiro Milton Rondó. Agradeço também ao Embaixador do Brasil na Itália, Ademar Bahadian, e, por seu intermédio, agradeço a toda a equipe da Embaixada Brasileira pelo apoio prestado à delegação do Brasil. 

De forma muito especial, Sr. Presidente, cumprimento o Embaixador do Brasil junto à FAO, José Marcondes de Carvalho, o Ministro André Corrêa do Lago, o Secretário Mário Motim e equipe, pela brilhante participação nas reuniões que definiram a declaração final da Conferência, que solicito seja anexada a este discurso e dada como lida.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Brasil brilhou na Conferência de Roma. O pronunciamento do Presidente Lula, sem dúvida o momento mais esperado daquela conferência, prendeu a atenção de Chefes de Estado, Chefes de Governo e representantes de delegações de 180 países e da União Européia, provocando aplausos calorosos por várias vezes.

De forma corajosa e altiva, o Presidente Lula foi claro ao apontar as principais causas do aumento do preço dos alimentos: o aumento do consumo de alimentos pela população dos países em desenvolvimento (China, Índia e Brasil), sendo essa uma grande notícia; a alta dos preços do petróleo, que sobrecarrega o preço dos insumos e do frete; os subsídios agrícolas e o protecionismo comercial dos países ricos, que distorcem o mercado, tolhem a renda e desorganizam a produção de alimentos nos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

O Presidente Lula também foi contundente ao rechaçar as acusações de que os biocombustíveis são responsáveis pela alta dos preços dos alimentos, afirmando de forma categórica que muitos dos dedos que apontam contra os biocombustíveis estão sujos de óleo e carvão. E aproveitou para comparar o etanol brasileiro, produzido da cana-de-açúcar, com o etanol americano, produzido do milho. Disse o Presidente, arrancando aplausos: Existe o etanol bom e o etanol ruim, como existe o colesterol bom e o colesterol ruim. O etanol bom é produzido da cana, sem subsídios, e o etanol ruim é produzido através do milho com gorduras e maus subsídios .

Ficou claro para mim, no final da conferência, que o Brasil já ocupa lugar de destaque no cenário mundial, despertando respeito e interesse das nações de todo o mundo interessadas em aprofundar relações comerciais e políticas com nosso País. 

O Brasil perdeu o complexo de inferioridade a que se referia o escritor Nelson Rodrigues. Não é para menos. Sem dúvida alguma, o Brasil é parte significativa no enfrentamento dos quatro principais desafios que enfrenta a humanidade neste momento: a alta do preço dos alimentos; a necessidade de água; o desafio energético; e o enfrentamento das mudanças climáticas.

Do ponto de vista da produção de alimentos, temos a melhor agricultura tropical do planeta. Sob a liderança da EMBRAPA, estamos recuperando nosso sistema nacional de pesquisa agropecuária. Já desenvolvemos tecnologia de plantio direto e de integração lavoura/pecuária, o que nos permite aumentar muito nossa produção e nossa produtividade sem avançar em novas áreas de cerrado ou de floresta amazônica. Precisamos seguir com inteligência e rigor esse caminho. Para isso, precisamos investir recursos significativos e regulares em financiamento, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, especialmente nas áreas de insumos agrícolas e recursos genéticos.

Do ponto de vista energético, além de já sermos auto-suficientes em petróleo e das recentes descobertas de grandes reservas, como a do campo de Tupi, somos o País mais avançado em conhecimentos voltados para a produção de biocombustívieis. Basta dizer que o nosso etanol, oriundo da cana-de-açúcar, tem uma eficiência energética oito vezes superior ao etanol americano produzido a partir do milho. Em relação ao biodiesel, temos de perseguir rotas tecnológicas para sua produção a partir de oleaginosas não-alimentícias, sempre assentadas no tripé ambiental, econômico e social.

No entanto, o fato de liderarmos o conhecimento na área de biocombustíveis não deve ser motivo para acomodação. Ao contrário, devemos investir muito em pesquisas a partir dessa base para não perdermos a disputa pela produção de biocombustíveis de segunda geração. Nesse sentido, devemos, além de investir em tecnologias voltadas para o aumento da produtividade da cana-de-açúcar, da melhoria da conversão energética e da co-geração, priorizar a busca de conhecimento para a produção de etanol a partir da celulose e o desenvolvimento de células combustível de hidrogênio.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, Deus foi generoso com a terra Brasil. Além do sol, do solo e desse povo maravilhoso, ainda temos água em abundância, 12% da água doce superficial do planeta. Água que deve ser tratada com carinho especial, como bem estratégico maior, como fonte de vida. Temos uma legislação ambiental moderna que precisa ser implementada com todo o rigor, a começar pela implantação dos comitês de bacias hidrográficas. Temos também de desenvolver conhecimentos para o uso eficiente e eficaz da água, reduzindo perdas no meio urbano e rural.

Para a agricultura irrigada, grande consumidora de água, devemos desenvolver tecnologias de altíssima precisão que permitam a utilização da água estritamente necessária para a produção do alimento, utilizando conhecimentos em nanotecnologia.

Todo o conhecimento produzido e acumulado pela comunidade científica brasileira e pelo setor produtivo, agregado às condições naturais do País, nos permite contribuir significativamente para o enfrentamento das mudanças climáticas, seja através da preservação do cerrado e da Amazônia — e aqui faço um parênteses para defender a aprovação da PEC do Cerrado, de autoria do Deputado Pedro Wilson — , reduzindo as emissões e seqüestrando carbono, seja pela produção de biocombustíveis como solução energética.

Estou convencido de que, além de possível, isso é estrategicamente fundamental para o País. Deixemos qualquer diferença política ou partidária de lado, para que possamos convergir — governos, setor produtivo, comunidade cientifica e sociedade civil — para aproveitar deste momento de que o Brasil desfruta no cenário internacional, transformando essas vantagens comparativas em melhorias concretas e significativas para aqualidade de vida do nosso povo. 

É este o chamamento que faço ao Congresso Nacional Brasileiro.
Fonte:
 
 
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