*/ Senador de Bras?lia:A importância da recriação da Sudeco
 
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Atualizado em :02/05/2011
A importância da recriação da Sudeco
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Muito obrigado, Sr. Presidente, Senador Mozarildo, Srªs Senadoras, Srs. Senadores, gostaria hoje de abordar um assunto de grande interesse para a nossa região Centro-Oeste. 

Refiro-me, Sr. Presidente, à recriação da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste, a Sudeco, determinada pela Lei Complementar nº 129, de 8 de janeiro de 2009, e que dentro em breve, assim esperamos, deverá se concretizar.

Há muito, Srªs Senadoras, Srs. Senadores, o Centro-Oeste vem sendo um dos motores mais dinâmicos de nossa atual fase de prosperidade e desenvolvimento. A exploração da ampla fronteira agrícola que nossa região representa foi decisiva, por exemplo, para a absorção de mão de obra excedente em outras regiões do País e para o crescimento das exportações brasileiras, o que foi fundamental para nossa balança comercial em determinado momento da economia brasileira. E tem sido. 

Como índice inequívoco dessa importância, basta citar o fato de que, no final dos anos 1980, a participação da economia da região no Produto Interno Bruto nacional havia crescido de 2,4%, no início dos anos 60, para 8%.

Esse processo de crescimento, Sr. Presidente, foi todo ele sustentado pela atuação da Sudeco, desde a sua criação, em 1967, até a sua extinção, em 1990. Graças ao planejamento, à articulação de interesses e de ações possibilitada pela perspectiva mais ampla da Superintendência, foi possível aprimorar a infraestrutura básica da região e estimular mais eficazmente a agroindústria regional, cuja importância para a economia brasileira é indiscutivelmente capital. 

A extinção da Sudeco, juntamente com as demais agências de desenvolvimento regional, no início dos anos 1990, coincidiu com um momento de crise – uma crise econômica e política, que teve alcance global, implicando, entre outras coisas, importantes mudanças de paradigmas. Tudo isso teve um reflexo inevitável na economia da região, que viu diminuir sua participação no PIB de 8%, em 1989, para 6,5% em 1995. No entanto, os fluxos migratórios para o Centro-Oeste e dentro da própria região não diminuíram, criando novos problemas em áreas de maior atrativo, como a região do entorno do Distrito Federal, que cresceu de forma vertiginosa e desestruturada, absorvendo uma população crescente sem condições adequadas para tal. 

Felizmente, Srªs Senadoras, Srs. Senadores, o novo ciclo de crescimento que se iniciou em 2003, com ênfase no social, traz alento para a região, que pouco a pouco retoma seu lugar como dínamo da prosperidade nacional. É nesse novo contexto que surge a nova Sudeco. Nesse cenário, Sr. Presidente, o combate às desigualdades regionais é inseparável do combate às desigualdades sociais. Ambos se completam, se complementam e se sustentam mutuamente. Esse é um dos desafios a que a nova Sudeco terá de responder. 

Há outros desafios, porém. O objetivo do desenvolvimento econômico da região não pode ser perseguido e plenamente realizado sem se levar em conta dois imperativos incontornáveis. O primeiro diz respeito à necessidade de combinar desenvolvimento econômico e sustentabilidade ambiental. O Centro-Oeste é uma região privilegiada geográfica e ambientalmente. Geograficamente, a posição central que ocupamos na América do Sul faz da região, literalmente, um divisor de águas. Um desequilíbrio ambiental produzido aqui no Centro-Oeste pode, por exemplo, afetar de modo direto ou indireto as maiores bacias hidrográficas do continente, causando efeitos múltiplos e imprevisíveis em um território que pode ser muito vasto. Ambientalmente, temos aqui três dos maiores e mais ricos biomas do planeta: o cerrado, a Amazônia e o pantanal. Esse tesouro é, ao mesmo tempo, uma riqueza a ser explorada de forma sustentável e um recurso que, por não ser renovável, deve ser zelosamente preservado. A busca desse equilíbrio é difícil, mas se impõe como imperativo.

Quero fazer um parênteses aqui para afirmar a importância de instituições de excelência em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, como a Embrapa, por exemplo, que já identificou uma quantidade enorme de pastagens degradadas – fala-se em mais de 22 milhões de hectares apenas na região Centro-Oeste –, que poderiam e deveriam ser utilizadas para ampliação da nossa fronteira agrícola e da nossa fronteira agroenergética, poupando a necessidade de avançar sobre novos biomas. 

A Embrapa vem desenvolvendo tecnologias de integração lavoura, pecuária, silvicultura, que permitem o aproveitamento intensivo e concomitante de todas essas áreas, aumentando a produtividade e evitando pressões sobre novos biomas.

Para que isso seja possível, precisamos alcançar um número cada vez maior de produtores rurais. É necessário o País investir em financiamento para essas atividades adequadas do ponto de vista ambiental e, ao mesmo tempo, aprofundar e difundir essas novas tecnologias. É importante ressaltar que o bioma cerrado é responsável por 70% das águas que abastecem as bacias do Paraná, do Tocantins e do São Francisco, sendo um dos biomas de maior biodiversidade. Estima-se a existência de 14 mil espécies de plantas no cerrado, das quais 4.400 são endêmicas, 

Ou seja, são plantas que só existem no bioma cerrado. 

Portanto, é muito mais inteligente, muito mais sustentável investir na ocupação de áreas degradas – sobretudo nas áreas de pastagens degradadas –, na ampliação da fronteira agrícola e da fronteira agroenergética, do que avançar sobre novas áreas do bioma cerrado.

Mas precisamos, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, implantar, na nossa região, a sociedade do conhecimento. Nosso Centro-Oeste pode ser muito mais do que o grande celeiro do Brasil, embora reconheçamos que, nos produtos agrícolas produzidos no Centro-Oeste, haja muitas nanogramas de conhecimento. O Brasil hoje tem a agricultura tropical mais produtiva do mundo, porque investiu em pesquisas, especialmente na Embrapa. Mas precisamos avançar muito mais. 
Precisamos de educação de qualidade, de inclusão e de inovação tecnológica, de modo a agregar valores à produção e a aumentar nossa competitividade internacional. Direcionar e congregar esforços nesse sentido é um papel importante, que caberá à nova Sudeco levar adiante.

Tenho dito também, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, que outro grande desafio da nossa região é promover o desenvolvimento de áreas críticas, como hoje, por exemplo, é a região do entorno do Distrito Federal.

Tive a oportunidade, recentemente, de conversar com o Ministro Fernando Bezerra, Ministro da Integração Nacional, a quem levei duas ideias para serem implantadas na região: primeiro, a de que o FCO, o Fundo Constitucional do Centro-Oeste, possa ter juros ainda mais baixos para as empresas que trabalham com inovação tecnológica; e a de que aquelas regiões de menor potencial econômico também possam ter juros menores, que possam contribuir para promover o desenvolvimento, como, por exemplo, a região do entorno do Distrito Federal, a região metropolitana do Distrito Federal.

Tenho plena convicção de que a recriação da Sudeco, cuja entrada em pleno funcionamento esperamos para breve, será um marco decisivo para o desenvolvimento da região no novo ciclo de crescimento que temos experimentado nos últimos anos. Isso servirá para dar seguimento à expansão econômica que ora vivemos, ao mesmo tempo em que nos permitirá equacionar, de forma planejada, articulada, eficiente e eficaz, os problemas que ainda enfrentamos, sobretudo os grandes gargalos de infraestrutura. 

É importante ressaltar que precisamos continuar crescendo, mas de forma ordenada, sustentável e distribuindo os benefícios desse crescimento para todo o conjunto da população do Centro-Oeste.

Quero aqui cumprimentar o Secretário de Desenvolvimento do Centro-Oeste pelo brilhante trabalho que vem desempenhando à frente daquela Secretaria, nessa nova gestão do Ministro Fernando Bezerra.

Tenho a esperança de que, muito em breve, estaremos colhendo os primeiros frutos que a recriação da Sudeco certamente produzirá, para o benefício de nossa região Centro-Oeste e para maior prosperidade de todo o Brasil.

Muito obrigado, Sr. Presidente.
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