*/ Senador de Bras?lia:Aniversário da Embrapa e do CNPq
 
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Atualizado em :03/05/2011
Aniversário da Embrapa e do CNPq
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador) -  Sr. Presidente, Srªs e Srs Senadores, quero registrar, com muita alegria, o aniversário na semana passada de duas grandes instituições científicas e tecnológicas. São instituições fundamentais, estratégicas para o Brasil e orgulho do povo brasileiro.

Refiro-me à Embrapa, que completou 38 anos no momento em que dava posse a sua nova diretoria, e ao CNPQ, que comemorou 60 anos também na última semana em uma grande solenidade, com a participação de diversos cientistas, 

O Presidente da SBPC, da Academia Brasileira de Ciências, do Ministro da Ciência e Tecnologia. O Brasil é o país mais avançado em agricultura tropical do mundo, vem transformando a nossa agricultura numa agricultura extremamente produtiva, que foi responsável, nos últimos anos, por sucessivos saldos positivos da nossa balança comercial, contribuindo sobremaneira para o desenvolvimento do País, especialmente para o desenvolvimento do Centro-Oeste. Quando vemos um milho, uma soja, um sorgo produzido pela Embrapa, temos que compreender que ali, naquele grão, existem alguns nanogramas de conhecimento produzido por esse corpo formidável de servidores que a Embrapa tem. 

E quero dizer, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, que o que mais me impressionou nos debates sobre o Código Florestal até este momento que a Comissão de Meio Ambiente, que tenho a honra de presidir, decidiu antecipar em conjunto com a Comissão de Agricultura para fazer esse debate num ambiente distensionado, foi a informação trazida pelo presidente da Embrapa Dr. Pedro Arraes, de que, embora a nossa área plantada no Brasil nos últimos trinta anos tenha crescido apenas em torno de 45%, nós aumentamos a nossa produção em 250%, mostrando um grande ganho de produtividade em função do avanço do conhecimento científico e tecnológico e das inovações produzidas no setor. 

A Embrapa a cada ano oferece uma série de novas cultivares, uma série de novas tecnologias para os produtores rurais brasileiros. Uma das mais recentes, a tecnologia de integração lavoura-pecuária-silvicultura, permite um aumento expressivo da produção e da produtividade num mesmo local, com atividades consorciadas de agricultura, de pecuária e de floresta, sem precisar avançar em novos biomas. 

É importante ressaltar que o nosso País tem milhões de hectares de pastagens degradadas. Isso não pode ser esquecido num momento em que se discute o Código Florestal, porque, através do avanço científico e tecnológico, nós devemos ocupar esta fronteira das pastagens degradadas com o avanço da agricultura, da agroenergia, poupando o avanço sobre novas áreas de cerrado e de outros biomas. 

E neste momento é importante ressaltar que estamos falando do cerrado, que é um bioma responsável por 70% do abastecimento das águas do rio São Francisco, da bacia do São Francisco, do Paraná, do Tocantins e de um bioma com imensa biodiversidade. Estima-se em torno de 14 mil plantas em todo o cerrado, sendo que 4.400 plantas são endêmicas, ou seja, são plantas que só existem no cerrado.

Outro dado fantástico diz respeito ao benefício social produzido pela Embrapa ao longo dos anos. Estima-se que hoje a cada real investido pela Embrapa nós temos um retorno de R$’10, ou seja, dez vezes mais, o que demonstra de forma clara que devemos avançar na inovação tecnológica, no conhecimento científico e tecnológico, demonstrando de forma clara que a forma mais inteligente, mais barata e mais sustentável de promover o investimento é através do investimento em inovação tecnológica. 

Para mim ficou claro, ao longo dessas poucas semanas aqui no Senado, nesses debates que promovemos com a comunidade científica, com a Embrapa, com o Subsecretário-geral da ONU, Dr. Achim Steiner, que só existe uma forma de desenvolvimento possível, que é o desenvolvimento possível, que é o desenvolvimento sustentável e que para ser sustentável precisa utilizar o capital natural, transformando através de inovações tecnológicas esse capital natural, através do conhecimento, em riqueza, e distribuindo essa riqueza, acabando com a pobreza em nosso País. 

Portanto, eu quero neste momento me congratular e cumprimentar todos os servidores da Embrapa, em nome de seu presidente, Pedro Arraes, pelos magníficos serviços prestados ao Brasil e ao povo brasileiro ao longo desses 38 anos de existência.

E não posso deixar também, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, de cumprimentar a todos os servidores do CNPq, na figura do seu presidente, Prof. Dr. Gláucius Oliva, pela comemoração dos seus 60 anos. 

E vou aqui pedir, solicitar à Mesa do Senado que conste nos Anais desta Casa um pronunciamento feito pelo presidente do CNPq, no dia 27 de abril, na solenidade de comemoração dos 60 anos dessa prestigiosa e fundamental instituição brasileira. 

Registro aqui
 
A Srª Ana Amelia (Bloco/PP – RS) – Senador, V. Exª me concede um aparte?

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF) – E registro aqui parte de seu pronunciamento, quando ele diz:
"Como imaginar o desenvolvimento extraordinário do agronegócio brasileiro sem os avanços tecnológicos resultantes de pesquisas apoiadas pelo CNPq e outras agências nacionais, e mais ainda, sem os mestres e doutores formados nas melhores escolas de agricultura deste país e no exterior com o apoio das bolsas do CNPq? Seria possível alcançar a liderança mundial na exploração de petróleo em águas profundas sem os laboratórios de pesquisa estabelecidos em grandes universidades brasileiras, como USP e COPPE na UFRJ,[UnB], todos com o apoio decisivo do CNPq? 
 
Poderíamos contar com uma indústria aeronáutica competitiva sem a formação de engenheiros qualificados e os investimentos em pesquisa na área, realizados com recursos e bolsas do CNPq? Seria possível imaginar, em 1960, quando a produção científica brasileira era apenas um traço no cenário internacional, que chegaríamos, 60 anos depois, à honrosa posição de 13º país produtor de ciência no mundo? Os exemplos se multiplicam, em todas as áreas do desenvolvimento social e econômico do Brasil.”
 
A Srª Ana Amelia (Bloco/PP – RS) – Senador, V. Exª me concede um aparte?
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF) – Ouço, com muita alegria, o aparte da Senadora Ana Amelia.
 
A Srª Ana Amelia (Bloco/PP – RS) – Caro Senador Rodrigo Rollemberg, eu queria me associar à homenagem que V. Exª presta, da tribuna do Senado, ao funcionários, aos pesquisadores e aos cientistas das duas instituições, mas de modo particular, porque conheço um pouco mais o trabalho da Embrapa, o que está fazendo pelo bem do Brasil e pelo bem dos brasileiros. V. Exª lembrou muito bem que, na audiência pública conjunta realizada pela Comissão do Meio Ambiente e pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, o Presidente da Embrapa Pedro Arraes ressaltou que, nos últimos 35 anos, enquanto a área plantada aumentou 48%, a produção de alimentos, de grãos e carne aumentou 268%. 
 
Isso significa trabalho árduo, obstinado, dedicado, competente, talentoso e qualificado dos nossos pesquisadores da Embrapa. Fico muito feliz que V. Exª use a tribuna para exaltar esse trabalho, que, às vezes, é feito até com limitações orçamentárias e outros tipos de limitação. 
 
Eu queria também salientar o trabalho de expansão de cooperação científica que a Embrapa está fazendo com países africanos e da América do Sul. É louvável o que está acontecendo com essa empresa, que, como disse muito bem V. Exª, é um orgulho para o nosso País. Eu, como representante do Rio Grande do Sul, tenho a alegria de acompanhar o trabalho que a Embrapa faz no nosso Estado, com quatro estações especiais, todas elas com um trabalho reconhecido, pela relevância, na área da fruticultura de clima temperado, na área da triticultura, na área da pecuária e na área da produção da viticultura. Cumprimentos a V. Exª e, sobretudo, cumprimentos a toda a Embrapa, a seu corpo diretivo e de funcionários, caro Senador Rodrigo Rollemberg.

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF) – Agradeço a V. Exª, Senadora Ana Amelia. Quero dizer que para mim é uma honra poder conviver, nesta Casa, com V. Exª, que tem se mostrado uma Senadora brilhante, prestigiando, inclusive, esta Casa na solenidade de comemoração dos 38 anos da Embrapa.

Quero dizer que, apenas em 2010, para termos ideia da dimensão do que significa a Embrapa para este País, os centros de pesquisa da Embrapa disponibilizaram 152 novos cultivares de produtos importantes para o País – como arroz, feijão, milho, mandioca, soja, trigo e hortaliças –, centenas de novas práticas e insumos agropecuários e receitas agroindustriais. A isso somam-se duas dezenas de máquinas e equipamentos, mais de 260 softwares e quase 1.600 mapas de zoneamento e monitoramento das atividades agrícolas no nosso País. 

Hoje temos 135 mil doutores, 240 mil mestres organizados em 27 mil grupos de pesquisas, atuantes nas universidades e instituições de pesquisa no nosso País. E se o nosso País avançou muito na produção científica, precisa avançar muito mais na produção tecnológica, na transformação desses conhecimentos em produtos, em processos inovadores.

Importante ressaltar que o Congresso Nacional deu uma contribuição relevante ao aprovar a Lei de Inovação. Precisamos criar ainda, no nosso País, a cultura da inovação, ampliando os instrumentos de cooperação e de integração entre universidade, institutos de pesquisas e empresas onde efetivamente ocorrem as inovações.
 
Por isso, não podemos concordar com qualquer tipo de corte orçamentário, nos recursos da ciência e tecnologia, à inovação, porque são esses os investimentos que trarão os maiores benefícios para o País, que agregarão maior valor à produção e aos produtos brasileiros.
 
Entendo, neste momento em que estamos discutindo o Código Florestal, que estamos prestes a receber o Código Florestal aqui no Senado, que não podemos dispensar a contribuição da ciência brasileira, especialmente da Embrapa, das diversas instituições de ensino, da SBPC e da Academia Brasileira de Ciências nesse debate, registrando, ainda, que é de fundamental importância, Presidente Senador Pedro Taques, resgatar, recuperar, fortalecer o sistema nacional de pesquisa agropecuária, em que as universidades desempenham um papel fundamental na pesquisa básica e a Embrapa, na construção e no desenvolvimento de novas tecnologias. 
 
As organizações estaduais de pesquisa precisam ser resgatadas e fortalecidas, na adaptação dessas tecnologias, às realidades locais, também fortalecendo todo o sistema de assistência técnica e extensão rural, representado pelas nossas Ematers. Deixo, aqui, o meu abraço caloroso a todos os servidores da Embrapa e do CNPq, cumprimentando-os por tudo que fizeram pelo Brasil ao longo desses anos, e pelo povo brasileiro.
 
Muito obrigado, Sr. Presidente.
Fonte:
 
 
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