*/ Senador de Bras?lia:Homenagem a Brasília
 
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Atualizado em :18/04/2008
Homenagem a Brasília
 

O SR. PRESIDENTE (Mauro Benevides) - Neste momento, convido o nobre Deputado Rodrigo Rollemberg, autor do requerimento de convocação desta sessão solene, para que ocupe a tribuna em primeiro lugar e possa fazê-lo interpretando os seus sentimentos e, naturalmente, dos 512 Deputados Federais que, não estando presentes na Capital da República, terão, na sua manifestação e nas dos demais companheiros, exatamente a expressão de respeito e de identidade com o povo de Brasília.

Com a palavra, portanto, o nobre Deputado Rodrigo Rollemberg. (Palmas.)

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Sem revisão do orador.) - Obrigado.

Quero saudar V.Exa., Sr. Presidente, Deputado Mauro Benevides, grande Parlamentar que adotou Brasília e que também foi adotado pela nossa querida cidade, não como um simples cidadão, mas como um cidadão honorário; o meu prezado Vice-Governador, Paulo Octávio, a quem agradeço a presença nesta sessão; o prezado companheiro Secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social, Joe Valle; o prezado Prefeito José Valdécio, de Valparaíso de Goiás, que representa aqui os demais prefeitos das cidades do Entorno do Distrito Federal, cidades-irmãs de Brasília; o prezado amigo Saulo Santiago, que representa aqui os cidadãos honorários de Brasília; a prezada amiga Rosane Stuckert, que representa aqui a Fundação Oscar Niemeyer, esse nome tão importante na história de Brasília e que nos honra tanto. Quero agradecer a presença do Dr. Carlos Galvão, Diretor da Escola de Música; a participação da Sra. Maria de Barros, cantora, e da Sra. Maria Francisca Aquino, pianista, professoras da Escola de Música de Brasília, pelas brilhantes apresentações aqui. 

Cumprimentar de forma muito carinhosa e muito especial a minha mãe, Teresa Rollemberg, e a minha companheira, Márcia Rollemberg, que também me honram muito com suas presenças. Cumprimentar de forma especial os colegas Deputados da bancada do Distrito Federal presentes. Cumprimentar também o nosso querido Deputado, ex-Deputado constituinte, uma referência para todos nós aqui na cidade, Geraldo Campos. Cumprimentar todos os estudantes, de várias escolas do Distrito Federal, que também nos honram muito com as suas presenças.Minhas senhoras e meus senhores, é sempre uma honra, uma alegria e uma emoção muito grande poder falar de Brasília,poder falar de Brasília num momento em que esta cidade já se consolidou e completa 48 anos.

Sr. Presidente, já tive a oportunidade de reiteradas vezes dizer que Brasília é a maior prova da capacidade de realização do povo brasileiro. É a maior prova do que a união entre políticos, intelectuais, empresários e trabalhadores pôde fazer neste País, sem dúvida alguma, uma obra que modificou completamente o Brasil.
Mas, neste momento em que se aproximam os 50 anos de inauguração de Brasília, 2 sentimentos me ocupam neste momento: primeiro, um sentimento de orgulho; segundo, um sentimento de preocupação.

Orgulho-me por sermos esta cidade que somos hoje, uma cidade reconhecida não apenas nacionalmente, mas mundialmente, declarada patrimônio cultural da humanidade no mesmo século em que foi construída. Uma cidade absolutamente singular, única, bela, que detém os melhores índices de desenvolvimento humano e de qualidade de vida do País, cuja população possui alta escolaridade, alta renda per capitae alta expectativa de vida. Uma cidade que vem cumprindo, apesar de todas as dificuldades, o seu destino e é hoje um pólo de desenvolvimento econômico, de produção de conhecimento e de alta tecnologia.

Orgulhamo-nos de ter aqui a UnB, uma das melhores universidades públicas do País. Todos que tiveram, como eu, a oportunidade de passar por ela viveram ali momentos inesquecíveis, seja na produção do conhecimento, sejanos relacionamentos humanos — e foi ali que, há 30 anos, conheci a minha esposa, minha companheira — , seja na participação política, em diferentes fases do processo político da nossa cidade.

Essa universidade que hoje passa por uma crise e que, tenho convicção, saberá superá-la, porque a instituição é muito maior do que a crise, instituição essa que, com apoio da bancada federal, dos Deputados e Senadores do Distrito Federal, estará presente em breve nas cidades de Ceilândia e Gama e já estápresente na cidade de Planaltina.

Orgulhamo-nos muito de outras instituições, como a EMBRAPA, com o seu centro de recursos genéticos, com o seu centro especializado em cerrado, com o seu centro de hortaliças e, muito em breve, também com apoio da bancada de Parlamentares do Distrito Federal, com o centro especializado em agroenergia, sem dúvida alguma uma vocação deste País, que modificará a participação do Brasil no cenário mundial.

Uma cidade que tem a Rede Sarah, excelência em neurociências, reconhecida mundialmente, que tem transformado a vida de milhares de pessoas. Uma cidade que receberá em breve um centro de altos estudos de formação de quadros para gestão em saúde de uma outra instituição que orgulha o País, a Fundação Osvaldo Cruz.

Isso tudo reflete um pouco do que é Brasília e, sem dúvida, demonstra toda a visão de futuro dos nossos criadores, de forma muito especial, Juscelino Kubitschek, Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Israel Pinheiro, Athos Bulcão, Bernardo Sayão, Ernesto Silva — , pessoas que foram essenciais para a construção deste sonho da população brasileira.

Mas não posso deixar de dizer que algumas questões também me preocupam em Brasília. E disse há pouco que o que diferencia Brasília das outras cidades do mundo é a sua singularidade. É a sua diferença. E nós não podemos jamais nos tornar uma cidade igual a outra qualquer.

Hoje vivenciamos problemas no Distrito Federal que precisam ser enfrentados com coragem, como as diferenças sociais, como as diferenças regionais, que refletem diferenças sociais e diferenças regionais ainda presentes em nosso País, que estão sendo superadas pelo Governo Lula, mas que precisam ser superadas numa velocidade muito maior.

Vivemos hoje no Distrito Federal problemas idênticos aos dos grandes centros urbanos, como a violência, que atinge sobretudo os nossos jovens, que são os seus maiores protagonistas e as suas maiores vítimas.
Vivemos problemas iguais aos das grandes metrópoles, como o caos que se instalou no trânsito da nossa cidade, tanto pelo aspecto do deslocamento quanto pelo aspecto da poluição, com as emissões de gases de efeito estufa. Muitas vezes vemos carros andando pela cidade sem que sejam feitas inspeções veiculares de forma regular.Vivemos problemas, como o sucateamento da saúde e da educação, sentidos sobretudo pela população mais pobre.

Mas o que me preocupa muito em relação ao futuro de Brasília é que não podemos deixar que os interesses financeiros, da especulação imobiliária e imediatos prevaleçam sobre os interesses das futuras gerações.
Não podemos permitir, como está previsto na revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial, que Áreas de Proteção de Mananciais sejam substituídas por núcleos de adensamento urbano.

Não podemos permitir que isso aconteça porque temos uma condição frágil no que tange à água no Distrito Federal. Hoje a nossa situação só não é pior do que a dos Estados de Pernambuco e da Paraíba.
O cerrado brasileiro é a caixa-dágua deste País. Setenta por cento das águas das bacias dos Rios São Francisco, Paraná e Tocantins nascem na região do cerrado, esse bioma que contém uma das maiores biodiversidades do planeta e que está ameaçado.

Portanto, temos que ter coragem e temos que fazer aquele pacto que Juscelino Kubitschek, no passado, teve coragem e capacidade de fazer, unindo empresários, trabalhadores, políticos e intelectuais em favor do Brasil.
Gostaria de fazer um exercício com os senhores. Imaginem o que será de Brasília e de toda essa região daqui a 50, 100 anos. Temos responsabilidade por esse período de tempo. Devemos manter os olhos voltados para o futuro.

Neste momento de celebração e alegria, quero fazer um convite a esta reflexão: que papel cada um de nós pode desempenhar no sentido de garantir para as próximas gerações todas as condições de qualidade de vida que tivemos a oportunidade de desfrutar nesta cidade?

Encerro o meu pronunciamento com as palavras do querido, saudoso Lúcio Costa, uma das grandes referências intelectuais e humanistas deste País, que, ao conceber Brasília, disse: A cidade foi pensada para o trabalho ordenado e eficiente, mas, ao mesmo tempo, cidade viva e aprazível, própria ao devaneio e à especulação intelectual, capaz de tornar-se com o tempo, além de centro de Governo e administração, um foco de cultura dos mais lúcidos do País.Espero que essa lucidez tome conta de nós e que estejamos à altura das responsabilidades que se impõem em relação ao futuro de Brasília e do Brasil 

Muito obrigado. (Palmas.)

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