*/ Senador de Bras?lia:É preciso mais políticas públicas para beneficiar as mães
 
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Atualizado em :10/05/2013
É preciso mais políticas públicas para beneficiar as mães
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Muito obrigado, Senadora Ana Amélia, que preside esta sessão, Senador Mozarildo Cavalcanti, eu não poderia deixar, nesta sexta-feira que antecede o Dia das Mães, de trazer a minha homenagem a todas as mães de Brasília, a todas as mães brasileiras e, por que não dizer, a todas as mães desse nosso querido Planeta Terra.

Não poderia deixar de iniciar, Senador Mozarildo, Senadora Ana Amélia, reconhecendo-me como um ser privilegiado pela mãe que tenho. Sou filho de uma mãe que teve 15 filhos, criou os 15 filhos, tem, hoje, 42 – às vezes, até perco a conta – ou 43 netos e 16 bisnetos. O certo é que a minha neta, que nascerá em julho, a minha primeira neta, Senador Mozarildo, será a centésima pessoa da família. Mulher extremamente moderna, atuante e generosa, é uma pessoa que, aos 82 anos, se renova a cada dia.
 
Não poderia, também, deixar de registrar a mãe com quem convivo, é a mãe dos meus filhos, querida Márcia, companheira, que divide as tarefas profissionais, de excelente profissional que é, com a tarefa, também, de mãe, sempre muito carinhosa, muito generosa, muito atenta. Ficamos muito felizes em ver os nossos três filhos bem encaminhados na vida.
 
E a terceira mãe, de uma relação familiar mais próxima, é a futura mãe da minha neta, casada com o meu filho, o Ícaro, a Loiane, que deverá dar à luz, em julho, a essa figurinha preciosa, tão aguardada por todos nós.
 
Mas eu gostaria, nesse momento, depois de fazer esse registro muito pessoal, de cumprimentar todas as mães brasileiras, dizendo do enorme desafio que temos, no Senado Federal, todos nós, no Congresso Nacional, de propiciar, por meio de políticas públicas, por meio do avanço da legislação brasileira, de ações concretas do Poder Público, seja o Poder Executivo, seja o Poder Legislativo, seja o Poder Judiciário, não apenas o reconhecimento de direitos, mas a ampliação desses direitos por intermédio de políticas públicas bem sucedidas.
Ainda vivemos num País que, embora registre muitos avanços nos últimos anos, com políticas de inclusão social, fazendo com que pessoas tenham deixado a condição de pobreza para ingressar na classe média, ainda temos pessoas vivendo em muita dificuldade e em um grau de muita desigualdade no nosso País.
 
Ainda vivemos, infelizmente, num país em que as mulheres recebem menos do que os homens por uma mesma tarefa, por um mesmo serviço, por uma mesma atividade profissional. Temos um número enorme de mulheres que são chefes de família, que lideram as suas famílias e que detêm uma responsabilidade cada vez maior. Ainda temos, num país de cultura machista, muitas mulheres que desempenham a segunda, a terceira jornada de trabalho. Portanto, precisamos também avançar, evoluir nos nossos costumes – e estamos fazendo isso, mas precisamos fazer de forma muito mais profunda.
 
Precisamos também cobrar a implementação de políticas de governo que possam dotar as nossas cidades, o nosso País de creches de boa qualidade, de creches que possam receber essas crianças e possam acolhê-las com carinho, com atenção, com dedicação, para que as mães possam ter tranquilidade para desempenhar as suas atividades profissionais.
 
Aqui, no Distrito Federal, nesse sentido, vivemos um completo desrespeito à condição das mulheres, à condição das mães e à condição das crianças, porque temos um governo que, até aqui, não investiu praticamente nada na construção de creches.
 
Eu tive a informação, Senadora Ana Amélia, de que o FNDE fará, ele próprio, a licitação para a construção de creches no Distrito Federal dada a incompetência do Governo do Distrito Federal em fazê-lo. No ano passado, o governo tinha disponíveis R$9 milhões no seu orçamento, uma quantia pequena, e, ainda assim, foi incapaz de utilizar esses valores para a construção de creches.
 
Sabemos que o Ministério da Educação, por meio do FNDE, disponibiliza uma quantia grande de recursos para os Estados construírem as suas creches, mas a incompetência do Governo do Distrito Federal não tem permitido a utilização desses recursos para a construção de creches, o que levou a essa informação de que o próprio governo licitará as creches no âmbito do Distrito Federal.
 
Hoje, também temos um problema que aflige, profundamente, as mães de todo o Brasil, que é o problema das drogas, especialmente do crack. Precisamos enfrentar essa questão com toda profundidade, com toda a importância que ela tem,
 
Percebemos, nas conversas que temos quando andamos pela cidade, a aflição das mães, a impotência delas em função da pouca eficiência do Estado no combate ao uso de drogas. 
 
Outro dia, Senadora Ana Amélia, eu estava participando de uma reunião do Conselho Comunitário de Segurança de Sobradinho e fiquei chocado, absolutamente chocado, com o depoimento de uma mãe, que revela o estado em que estamos vivendo, a situação precária de abandono que estamos vivendo no Distrito Federal.
 
Em primeiro lugar, o representante da Polícia Militar que estava participando daquela reunião do Conselho Comunitário se referiu a Sobradinho como uma cidade que tem 74 escolas públicas ou particulares, mas disse que o Batalhão Escolar só tinha condições de atender a quatro escolas da Região Administrativa de Sobradinho. Fiquei impressionado com aquele dado: 74 escolas e apenas 4 atendidas pelo Batalhão Escolar. 
 
Em seguida, uma mãe se levantou e fez um depoimento chocante. Ela disse que, há algum tempo, morar perto da escola era uma característica que valorizava a casa, que valorizava aquele bem, porque facilitava a ida da criança à escola, seu acompanhamento, levá-la e buscá-la. Ela disse – e vejam a gravidade disto! – que, agora, morar perto da escola era um suplício, porque a porta da escola tinha se transformado em ponto de tráfico de drogas. Imaginem que cenário degradante de um futuro que é esse relatado por essa mãe da cidade de Sobradinho: a preocupação de morar perto da escola em função do assédio que as crianças sofrem em relação às drogas.
 
Portanto, neste momento de homenagem às mães brasileiras, às mães que passam por cima de todos os sacrifícios, que mostram imensa dedicação, imenso amor, imensa doação e que, superando todas as dificuldades, todos os obstáculos, conseguem garantir aos filhos acolhimento e uma perspectiva de novos horizontes, pois amor de mãe é um amor infinito, nós aqui, neste momento, também temos de nos cobrar e cobrar de todas as autoridades, do Poder Legislativo, do Poder Executivo, dos governos estaduais, do Governo Federal, dos governos municipais, a efetivação de políticas públicas que de fato venham a contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas em nossas cidades e que possam garantir tranquilidade às mães de todo o Brasil para trabalhar sabendo que, ao se deslocarem para o trabalho, seus filhos estarão seguros numa creche, sendo bem tratados, tranquilidade para as mães saberem que seus filhos já terão, desde cedo, acesso a uma educação infantil de boa qualidade e, posteriormente, a uma educação básica de qualidade e que seus filhos poderão ingressar nas universidades ou no ensino técnico e tecnológico e crescer na vida, tranquilidade para as mães, quando seus filhos adolescentes, jovens, saírem à noite para se divertir, saberem que poderão voltar em segurança depois de se divertirem com os amigos, não correndo os riscos que hoje correm em praticamente todas as grandes cidades brasileiras. 

Vivemos num país em que os jovens são os maiores protagonistas e as maiores vítimas da violência, e a implementação de uma cultura de paz, uma cultura de paz nas escolas, uma cultura de paz nas cidades, uma cultura de paz no País, certamente contribuiria para a tranquilidade das mães.
 
Este, certamente, será o melhor presente que o País pode dar às suas mães: a implementação de políticas públicas efetivas, eficientes, que possam contribuir para melhorar a qualidade de vida de todos.
 
Portanto, neste momento, homenageio todas as mães: as mães do Distrito Federal, as mães brasileiras, as mães de todo o Planeta, as mães que, certamente, contribuem para construir cidades melhores, países melhores e também, sobretudo, uma vida melhor, as mães que nos transmitem os primeiros sentimentos de amizade, de segurança, de amor, de conforto, de solidariedade. Portanto, são sentimentos que, mais do que nunca, precisamos não apenas preservar, mas difundir, promover, na nossa convivência no dia a dia com todas as pessoas.
 
Este é o registro, prezada Senadora Ana Amélia, que eu gostaria de fazer no dia de hoje.
 
Muito obrigado.
Fonte:
 
 
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