*/ Senador de Bras?lia:A importância da Embrapa nesses 40 anos
 
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Atualizado em :22/04/2013
A importância da Embrapa nesses 40 anos
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF. Pronuncia o seguinte discurso sem revisão do orador.) – Prezada Senadora Ana Amélia, que preside esta sessão, quero cumprimentá-la pela iniciativa de fazer esta homenagem merecida pelo transcurso dos 40 anos da Embrapa; prezado amigo, Senador Jorge Viana; prezado Maurício Antônio Lopes, Presidente da Embrapa, em nome de quem cumprimento todos os pesquisadores, todos os trabalhadores, todos os servidores dessa instituição que é orgulho nacional; prezado amigo Eliseu Alves, Presidente da Embrapa durante seis anos e fundador dessa empresa, uma referência para todos nós; prezado amigo, Ministro, mestre Alysson Paulinelli; prezado Embaixador Eduardo dos Santos; prezado Carlos Augusto Klink, Secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente; prezadas Senadoras e Senadores. Cumprimento o amigo Wilmar Lacerda, Secretário de Administração do Governo do Distrito Federal, funcionário da Embrapa; cumprimento também a combativa Deputada Distrital Celina Leão, filha de um servidor da Embrapa, defensora da Embrapa aqui no Distrito Federal; cumprimento todos os chefes da Embrapa aqui presentes, na figura do Peres, Chefe da Embrapa Cerrados, aqui presente.

Quero registrar, inicialmente, minha emoção de, neste momento, assomar à tribuna, em nome do Partido Socialista Brasileiro. para homenagear essa empresa que, como disse, orgulho e patrimônio de todos os brasileiros, demonstra a capacidade de realização do nosso povo. Toda vez que o Estado brasileiro resolveu investir em ciência, tecnologia e inovação, os resultados foram extremamente positivos. Estão aí a Embrapa, a Embraer, a Petrobras como exemplos disso. 
 
Quero cumprimentar todos os servidores, todos os dirigentes, todos os pesquisadores que construíram a história da Embrapa nestes 40 anos, desde o Ministro Cirne Lima ao Ministro Alysson Paulinelli, que implantou, efetivamente, a Embrapa, como todos os outros que vieram depois deles. E, aqui, na figura do amigo Eliseu Alves, quero cumprimentar todos os chefes, todos os presidentes da Embrapa.
Cumprimento também a Vânia, o Ladislau e o Waldyr, Diretores da Embrapa.
 
Aqui todos já se referiram à importância da Embrapa, ao que significou a Embrapa para o Brasil nesses 40 anos. Reconhecendo esse papel transformador da realidade brasileira, eu gostaria de ousar aqui e colocar alguns temas que entendo estratégicos para o País e que terão, na Embrapa, sem dúvida, um dos instrumentos de superação desses desafios.
 
Nós temos a previsão de termos uma população, no nosso País, de 248 milhões de habitantes, no ano de 2040, e uma previsão de termos uma população de 9 bilhões de pessoas, em 2050, em todo o mundo. O Brasil cumpre e cumprirá, cada vez mais, um papel estratégico na produção de alimentos para a população brasileira e para a população mundial.
 
O dado trazido aqui pela Senadora Ana Amélia, no seu discurso inicial, mostrando que, por meio da ciência, da tecnologia e da inovação, para um aumento de algo em torno de 48% da área plantada no Brasil, nós tivemos um aumento da produção em torno de 250%, demonstra claramente que o caminho a ser seguido é o da inovação tecnológica, é o da busca e pelo conhecimento e a sua ampliação.
 
Há pouco, eu visitava a página do Ministério da Agricultura, e, lá, há a informação, Senador Jorge Viana, de que a estimativa, alguns anos atrás, para atingirmos uma safra de 185 milhões de toneladas de grãos no País, seria o ano de 2022. No entanto, como foi dito aqui, a previsão é que tenhamos uma safra de 183 milhões de toneladas já no ano de 2013.
 
Mas alguns desafios estão presentes, como o da engenharia genética, que foi fundamental para ultrapassarmos todas as previsões de produtividade. Agora, aliado aos desafios de aumento da produtividade, também o da completa segurança em relação a todas as técnicas de engenharia genética utilizadas que permitam, ao mesmo tempo, o aumento exponencial da produção e, cada vez mais, segurança por parte dos consumidores.
 
A agenda dos alimentos funcionais e da nutracêutica, sem dúvida colocada, também, como uma agenda importante, agregadora de valor para a Embrapa dos próximos anos, como também a agenda da agroenergia.
 
Aqui, abro um parêntese para revelar um dos dias que considero dos mais felizes da minha vida, quando, colocado numa função de extrema responsabilidade pelo então Ministro Eduardo Campos, a de presidente do Fundo Setorial do Agronegócio, tive o privilégio de ter como companheiros, naquele momento, o Ministro Alysson Paulinelli, representando o setor produtivo, e o Silvio Crestana, representando a comunidade científica, antes mesmo de ser presidente da Embrapa.
 
Num dia, antes de iniciarmos uma reunião do Fundo do Agronegócio, lembro-me de que nós três estávamos sentados quando o amigo Silvio Crestana se levantou e, num quadro onde havia um mapa do Brasil, ele fez um círculo na região central do País e disse que essa seria a região que mais se desenvolveria nos próximos anos, em função da agroenergia, e que o sonho da Embrapa era construir um centro de agroenergia.
 
Naquela ocasião, eu fiz uma pergunta muito simples: "E o que falta para isso?” Ele falou: "Faltam recursos para iniciar o projeto”. "E quanto seria isso inicialmente?” – perguntei. "Algo em torno de R$20 milhões, para começar”. Então, eu disse, naquela ocasião – e estavam o Silvio e o Alysson: "Por que nós não fazemos isso agora? Nós vamos para uma reunião do Fundo Setorial do Agronegócio e propomos que o fundo aprove esses recursos em dois anos, para a implantação do centro da Embrapa Agroenergia”.
 
Assim foi feito e, como não poderia deixar de ser, a proposta, apresentada por mim, foi aprovada por unanimidade pelo conselho composto por nove membros: três representantes do Governo, um da Finep, um do CNPq, dois do setor produtivo e dois da comunidade científica.
Ali, nós aprovamos os primeiros recursos, os primeiros R$20 milhões para, em dois anos, implantarmos o centro da Embrapa Agroenergia, projeto este que foi adotado, posteriormente, pela Bancada do Distrito Federal, que colocou recursos – R$14 milhões –, no ano seguinte, para a implantação dos laboratórios.
 
Hoje nós temos a grande alegria de ter a Embrapa Agroenergia como um dos dez centros da Embrapa aqui, no Distrito Federal, junto com a Embrapa Café, Recursos Genéticos, Estudos e Capacitação, Quarentena, Cerrados, Hortaliças, Informação Tecnológica, Serviços, Produtos e Mercado, além da Embrapa Sede.
 
Entendo que a ampliação expressiva da produtividade da nossa pecuária também é um desafio econômico e ambiental. Nós temos um rebanho de 210 milhões de cabeças que ocupam uma grande área no País, uma grande área de pastagens degradadas, e o aumento da produtividade do rebanho brasileiro significa poder ampliar o rebanho, desocupando áreas para o avanço da agricultura, para o avanço da agroenergia, sem precisar pressionar novos biomas preservados. 
 
Também entendo que deva ser uma agenda estratégica para os próximos anos, para o País, a redução da nossa dependência dos fertilizantes. Nós somos um país agrícola que, em grande parte, depende do nitrogênio, do fósforo e do potássio comprados de multinacionais, comprados do exterior. E nós podemos reduzir a nossa dependência, como também devemos desenvolver, através do conhecimento, outras alternativas para a redução dessa dependência. 
 
Nesse sentido, eu quero homenagear todos os pesquisadores da Embrapa na figura da Joana Dobereiner, que, através do desenvolvimento de uma bactéria fixadora de nitrogênio, hoje, amplamente utilizada na soja, no feijão, conseguiu reduzir em R$7 bilhões a utilização de nitrogênio. Isso demonstra o que o conhecimento é capaz de fazer para a questão econômica e para a questão ambiental.
 
Entendo também que é dever de todos nós trabalhar no sentido de fortalecer o sistema nacional de pesquisa agropecuária, onde as universidades desempenham papel importante na pesquisa básica, a Embrapa, no desenvolvimento de novas tecnologias, mas precisamos também fortalecer as organizações estaduais de pesquisa e todo o sistema de assistência técnica e extensão rural, muito bem lembrado aqui pelo ex-Ministro e querido Senador Pedro Simon.
 
São vários os desafios. Entendo que 40 anos é a idade da maturidade e tenho convicção absoluta de que, se a Embrapa foi capaz de fazer tanto pelo País nesses 40 anos em que foi formada e estava formando nesse processo os primeiros recursos humanos, ela poderá fazer muito mais nos próximos 40 anos. E a nós, Senadores, Parlamentares desta Casa, cabe garantir todas as condições, as melhores condições para que a Embrapa possa desempenhar o papel estratégico de que o País precisa e espera dela.
 
Muito obrigado. (Palmas.)
Fonte:
 
 
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