*/ Senador de Bras?lia:Aniversário de 53 anos de Brasília
 
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Atualizado em :22/04/2013
Aniversário de 53 anos de Brasília
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF. Sem revisão do orador.) – Muito obrigado, Senador Jorge Viana. Realmente, nós tivemos uma sessão memorável hoje pela manhã.

O SR. PRESIDENTE (Jorge Viana. Bloco/PT – AC) – Inclusive, foi uma proposição da Senadora Ana Amélia.
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF) – Foi uma iniciativa brilhante da Senadora Ama Amélia, que tem sido, nesta Casa, grande defensora da Embrapa, como, aliás, nós também. Foi, realmente, um momento bastante expressivo para o Senado Federal.
 
Senador Jorge Viana, hoje, faço o discurso que eu gostaria de ter feito na sexta-feira, quando, infelizmente, não houve sessão.
 
Não posso deixar de me pronunciar sobre o aniversário da nossa querida Brasília. Ao me pronunciar sobre mais um aniversário de Brasília, decidi recorrer a um dos mais comoventes discursos já feitos aqui, na Capital do País, pelo Presidente Juscelino Kubitschek, na véspera da inauguração da nossa cidade, em 20 de abril de 1960.
 
As palavras emocionadas de JK foram dedicadas aos operários candangos da construção. É um discurso ainda pouco citado, mas significativo e extremamente simbólico, por ser o primeiro oficial dedicado aos heróis pioneiros e trabalhadores.
 
Não foi por acaso que Juscelino reverenciou, primeiro, as pessoas do que a cidade, porque tinha plena consciência de que as bases da nova Capital não estavam alicerçadas apenas nas construções e nos Poderes institucionalizados na vida política do País. Ele sabia, mais do que ninguém, que as bases de Brasília eram humanas, edificadas principalmente pela força de seu povo, pelos irmãos de suor e de luta que mantiveram o ritmo intenso da construção, escrevendo a história com as próprias vidas. Mais do que uma nova cidade, mais do que uma nova Capital, estavam ali as bases de uma nova cidadania, as bases de um novo País.
 
São palavras emocionadas, que muito revelam a personalidade do Presidente estadista, inquestionavelmente dotadas de sua grandeza cordial e de sua absoluta capacidade de entrega, sem baixos sentimentos de amargura no serviço do cargo.
 
Ressalto a emoção como a prova eloquente de que, no homem público, conjuga-se competência técnica, liderança, visão de estadista, princípios éticos e habilidade política, mas, na verdade, é o coração que ensina com sabedoria e vincula o trabalho ao prazer de servir.
Essa imensa capacidade de conciliação e de agregação positiva, fundamental no exercício do poder realmente democrático, realizava-se, de forma inseparável, no JK pessoa e no JK político, além de picuinhas, além das vinganças pessoais, além do imediatismo que corrompe a vida pública. E JK agia em diálogo com o sentimento e com a razão, o próprio sentido do "homem cordial” brasileiro, do historiador Sérgio Buarque de Holanda, que remete ao coração como pulso e bússola, sem que isso significasse um ser de dócil passividade imobilizadora ou covarde ante a justa indignação contra injustiças e desmandos.
 
Esses sentimentos oferecem, hoje, a motivação para enfrentar a fase turbulenta por que passa a Capital, 53 anos depois. O quadro de abandono e de desvio das originais missões que legitimam a existência de Brasília nos pede, hoje, respostas diretas sobre problemas herdados e novos, causados pela incompetência política e administrativa da atual equipe do Buriti.
 
Ouçam, Sr Presidente, Srªs e Srs. Senadores, a maneira como JK inicia suas palavras aos candangos:
 
Meus amigos e companheiros de lutas, soldados da epopeia da construção de Brasília, recebo, profundamente emocionado, a chave simbólica da cidade, filha do nosso esforço, da nossa crença, de nosso amor a este País.
 
Fogem ao mero estilo de retórica as palavras que estão incorporadas de vida. Havia um vínculo profundo entre criador e criatura, entre o construtor e os construtores. E JK continua, em seu discurso aos candangos:
 
Sou apenas o guardião desta chave. Ela é tão minha quanto vossa, quanto de todos os brasileiros. Falei em epopeia e retomo a palavra para vos dizer que ela marcará, sem dúvida, uma época, isto é, "o lugar do céu em que um astro atinge o seu apogeu”. Chegamos hoje, realmente, ao ponto alto da nossa obra.

A "chave da cidade é tão minha quanto vossa”, disse Juscelino Kubitschek. Elas nos orientam no sentido maior da continuidade desse sonho concreto que não ficou parado em um tempo histórico. Precisamos, hoje, retomar a cidade como um legado que herdamos, para devolvê-la melhor quando esta hora chegar. Precisamos retomar este "espírito de Brasília”, esta força simbólica e mobilizadora que lançou as bases da nossa Capital e que, hoje, precisa voltar em sua essência, obviamente sob nova linguagem, com outros atores, com outras frentes de revitalização, mas fundada sempre nas bases coletivas que ergueram Brasília, pela decisão de não permitir que o sonho original da nossa
 
Capital seja citado apenas como vaga lembrança de uma utopia abortada.
 
Ouço o Senador José Pimentel, com muita alegria.
 
O Sr. José Pimentel (Bloco/PT – CE) – Senador Rodrigo Rollemberg, Líder do PSB, quero parabenizá-lo pelo pronunciamento sobre o aniversário da nossa querida Capital Brasília e dizer que, neste mês de abril, também recebi o Título de Cidadão de Brasília, com muito orgulho, em face dos 19 anos em que estou aqui, no Congresso Nacional, seja como Deputado Federal, seja, agora, como Senador da República pelo nosso Estado, o Ceará. Quero registrar que Juscelino, além de ser excelente gestor público e excelente político, também tinha muita clareza dos desafios existentes na construção de Brasília e nas suas políticas de metas para todo o Brasil. E, nessa forma de fazer, o Brasil teve, nos anos 50, seja com o nosso primeiro presidente... A primeira fase do governo de Getúlio Vargas não foi tão produtiva para os interesses do Brasil como o foi o seu segundo governo, com a criação do BNB para a nossa Região Nordeste e da Sudene, no governo Juscelino Kubitschek, ao lado de vários outros empreendimentos que foram feitos. Mas eu queria também lembrar a campanha do sucessor desse grande homem brasileiro Juscelino Kubitschek, que foi Jânio Quadros. Ele fez uma campanha com uma vassoura, dizendo que iria varrer a corrupção do governo de Juscelino Kubitschek. Jânio Quadros o considerava, ao lado de Carlos Lacerda e de outros líderes conservadores da época, como o maior corrupto do Brasil. Tenho o cuidado de ler sempre aquela forma de abordar o governo de Juscelino Kubitschek, para me salvaguardar de outros discursos – que não é o de V. Exª – a que tenho assistido no Brasil, nos últimos tempos. Aquela forma de agir nos levou para o período mais crítico da história política brasileira, que foi o Golpe de Estado de 1964, que eliminou muitos líderes brasileiros, muitos jovens, e que frustrou a nossa juventude. Felizmente, as Diretas Já e muitas outras lutas dos patriotas brasileiros recuperaram não só a imagem de Juscelino Kubitschek, mas também a imagem do povo brasileiro. E isso levou aqueles que eram seus algozes, nos anos 50 e no início dos anos 60, a produzir muitas matérias, reconhecendo o valor desse grande homem que construiu Brasília e o Brasil. Portanto, parabéns pelo seu pronunciamento!
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF) – Muito obrigado, Senador José Pimentel. Incorporo o aparte de V. Exª ao meu pronunciamento, dizendo que concordo em gênero, número e grau com as observações de V. Exª.
Juscelino Kubitschek, além de grande estadista, foi um grande realizador, mas também um homem de diálogo e um homem que fazia tudo com absoluta transparência.

É importante registrar que, naquele ambiente de construção de Brasília, havia uma resistência feroz da UDN à transferência da Capital.
Só aprovaram a mudança da Capital, porque entendiam, naquele momento, que aquilo seria o fracasso de JK, que ele não conseguiria fazê-la em tempo hábil. 
 
Mas, Juscelino, mostrando o seu caráter grandioso, o seu espírito de conciliação, a sua determinação de transparência, convidou um membro da UDN para ser, naquele momento, o tesoureiro da Novacap, a empresa responsável pela mudança da Capital e a empresa que movimentaria os recursos financeiros para a implementação de Brasília. Ou seja, o cargo mais importante do ponto de vista financeiro, o que mexia com o dinheiro, ele foi buscar em um Parlamentar da Oposição, da UDN, mostrando seu espírito público aberto ao diálogo, aberto à transparência e aberto ao entendimento.
 
Ouço, com muita alegria, o Senador Mozarildo Cavalcanti.
 
O Sr. Mozarildo Cavalcanti (Bloco/PTB – RR) – Senador Rollemberg, V. Exª, com muita propriedade, faz um histórico muito bonito sobre a Capital do nosso País, Brasília, que tão injustamente vemos, em televisão, em rádio, falarem como sinônimo de corrupção, de coisas malfeitas. Na verdade, as pessoas que publicam isso se esquecem que para cá vêm como Parlamentares, como Ministros, pessoas de outros Estados, eleitos por outros Estados. O povo de Brasília, na verdade, é um povo de bem, um povo guerreiro, como foi dito muito bem por V. Exª, que veio para cá de todos os lugares do Brasil para ajudar a construir e a consolidar a nossa Capital. Quem já está aqui há muito tempo, como eu, que venho para cá desde 1982, época do meu primeiro mandato de Deputado, aprende a compreender realmente a visão que tinha Juscelino de interiorizar a Capital do País. O que seria de nós, do Norte, por exemplo, se a Capital ainda estivesse no Rio de Janeiro? Se olharmos, não foi uma interiorização tão avançada, mas, para época, era muito avançada. Então, é muito importante fazer este registro e parabenizar o povo brasiliense, parabenizar o Brasil como um todo e, sobretudo, fazer essa reverência ao espírito idealizador de Juscelino Kubitschek, que, na verdade, na prática, nada mais fez do que cumprir um ditame constitucional que já estava previsto. 
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF) – Muito obrigado, Senador Mozarildo. Também incorporo a fala de V. Exª ao meu pronunciamento.
Lembro que temos aqui, neste plenário, quatro Senadores que representam Estados distintos, mas que podemos dizer que são brasilienses por adoção. Não apenas vocês adotaram Brasília como também foram adotados por Brasília.

E quero registrar, antes de ouvir uma grande brasiliense e defensora da nossa cidade, que é a Senadora Ana Amélia, que V. Exª, Senador Pimentel, por vários outros motivos, mereceu, e merece, este título de Cidadão Honorário de Brasília. Nós não nos esquecemos do papel importante que V. Exª teve a partir, inicialmente, de um projeto de minha autoria, mas, depois, colocando, acertando com o Senador Walter Pinheiro uma modificação na medida provisória que garantiu a mudança das regras de financiamento do FCO, definindo que todos os recursos para o financiamento das atividades de comércio e serviços seriam definidos pelos planos de desenvolvimento regional, retirando o limite de 20%. Isso significou, para este ano, mais R$250 milhões para o financiamento das atividades de comércio e serviços no Distrito Federal. Teríamos R$250 milhões sem a modificação na lei. Com a modificação na lei, teremos R$500 milhões para comércio e serviços. Nós trabalhamos juntos nisso e somos muito gratos pela participação de V. Exª.

Ouço, com muita alegria, esta Senadora brasiliense, a Senadora Ana Amélia.
 
O SR. PRESIDENTE (Jorge Viana. Bloco/PT – AC) – Com a permissão da Senadora Ana Amélia e de V. Exª, registro que estamos recebendo a visita de alunas – estou vendo que são muitas alunas e alguns alunos – que cursam Direito na Faculdade Católica do Tocantins. 
Sejam bem-vindos ao Senado! É um prazer recebê-los todos. 
 
Tocantins também faz parte deste Centro-Oeste que o nobre Senador Rodrigo Rollemberg tão bem ressalta, com as intervenções dos Senadores e, agora, com a da Senadora Ana Amélia. 
 
Muito obrigado.
 
A Srª Ana Amélia (Bloco/PP – RS) – Caro Senador Rodrigo Rollemberg, aqui, no Senado, eu estou, como V. Exª, há dois anos e três meses, mas, em Brasília, estou há 34 anos. Então, eu dotei esta cidade como minha. Gostaria de dar uma contribuição para este brilhante pronunciamento de V. Exª, no qual celebra os 53 anos desta jovem cidade, que nos orgulha muito por muitas coisas e que nos entristece também por outras. Mas é essa a nossa contingência de viver. A vida é assim. Então, apenas para colaborar modestamente com seu pronunciamento, gostaria de ler poucas linhas de uma magistral escritora brasileira, Clarice Lispector, a respeito desta nossa Brasília.
Escreveu ela:
 
Os dois arquitetos não pensaram em construir beleza, seria fácil; eles ergueram o espanto deles, e deixaram o espanto inexplicado. A criação não é uma compreensão, é um novo mistério. Quando morri, um dia abri os olhos, e era Brasília. Eu estava sozinha no mundo.
Havia um táxi parado. Sem chofer. Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, dois homens solitários. Olho Brasília como olho Roma: Brasília começou com uma simplificação final de ruínas. A hera não cresceu. Além do vento, há uma outra coisa que sopra. Só se reconhece na crispação sobrenatural do lago. Em qualquer lugar onde se está de pé, criança pode cair, e para fora do mundo. Brasília fica à beira. Se eu morasse aqui, deixaria meus cabelos crescerem até o chão. Brasília é de um passado esplendoroso que já não existe mais.
 
Mas nós temos, eu acrescento, Senador Rodrigo Rollemberg, o dever de construir um esplendor da Brasília do século XXI, com a ajuda da Bancada dos brilhantes Senadores de Brasília, com V. Exa, Senador Cristovam, com o Senador Gim Argello e com a participação daqueles que adotaram Brasília como a sua cidade. Cumprimento-o, Senador.

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF) – Muito obrigado, Senadora Ana Amélia. Suas palavras me emocionam e certamente emocionam todos que gostam muito desta cidade, que foi generosa com todo mundo. 
 
Todas as pessoas que saíram de todos os lugares do Brasil e que vieram para cá, para construir esta cidade, encontraram uma vida melhor do que a que tinham em suas cidades, embora Brasília reproduza, de forma exacerbada, todas as qualidades e os problemas do nosso País.
 
Nós temos aqui uma imensa diversidade cultural, um povo generoso, um povo maravilhoso, mas nós temos aqui também grandes diferenças sociais, grandes diferenças entre as cidades, e é por isso que fiz questão, neste momento de homenagear Brasília, de homenagear o seu povo, homenagear a sua gente. E nada melhor, para homenagear o seu povo e a sua gente, do que retomar esse grande democrata, esse grande brasileiro, Juscelino Kubitschek, no pronunciamento que fez aos candangos, aos construtores desta cidade.

(Soa a campainha.)
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF) – E voltemos então, Sr. Presidente, Sras e Srs. Senadores, ao pronunciamento de JK.
 
Mais adiante, ele fala, sempre no plural, que: oferecemos ao mundo uma prova do muito que somos capazes de realizar e a nós próprios nos damos uma extraordinária demonstração de energia. E mais conscientes nos tornamos das nossas possibilidades de ação.

Mostrando como foi importante Brasília no crescimento da autoestima do nosso povo. E prossegue o Presidente:

Entre o Presidente da República, que vos fala, e vós, trabalhadores de várias categorias – técnicos, empreiteiros, fornecedores, mestres de obras, operários e aprendizes, homens da iniciativa privada, que para cá vos transferistes e me ajudastes – nestes anos de labor incessante, pelos dias e pelas noites, se formou tal vínculo de amizade, se estreitou tal estima, se estabeleceu tal corrente de compreensão, que nos ligamos todos para o mesmo objetivo, que se nos faziam comuns os problemas de cada um.

Aos eternos descrentes, na época, e que hoje ainda insistem em achar que a cidade não tem saída e não tem alternativas inovadoras sob uma vanguarda que um novo tempo exige, JK advertiu:

Os que duvidaram desta vitória; os que nos procuraram impedir a ação; os que se desmandaram em palavras contra esta Cidade da Esperança desconheciam que o impulso, o ânimo, a fé que nos sustentavam eram mais fortes do que os desejos de obstrução que os instigavam.

E reforçamos, hoje, este "impulso, ânimo e fé", também a nos sustentar para a realização de outros tempos.

(Soa a campainha.)

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF) – Nas palavras de JK:
 
Deixemos de lado as dificuldades, as canseiras, as incompreensões, os interesses contrariados, alguns de puro egoísmo, outros compreensíveis; deixemos de lado a tendência do imobilismo, as injustiças, até os desumanos ataques. A hora é de emoção. Atingimos o porto para onde se dirigiam as nossas esperanças.

E o Presidente, então, exalta a capacidade de: "dedicar-se, de corpo e alma, ao que parecia uma aventura, ao que ontem constituía um risco, mas hoje é um triunfo.”

E, para fechar, JK faz o apelo direto aos que ele chama de "operários do milagre”, dizendo: "os episódios do erguimento desta cidade, mesmo os mais obscuros,figurarão na história que escrevestes com o vosso suor.”
 
Neste discurso, há uma pérola, Srªs Senadoras, Srs. Senadores, ainda relevante para o estilo e sabedoria de JK, quando ele faz uma definição extremamente apropriada, e marcadamente poética, para o verbo "recordar”.
 
Juscelino Kubitschek dizia que recordar é "ver outra vez com o coração" e que, ali, naquele momento, na véspera da inauguração da Capital, recordava do seu primeiro encontro com os candangos, "como se tivesse acontecido há poucos minutos". Saúdo os estudantes que nos honram com a sua presença.
 
Hoje, 53 anos depois deste pronunciamento inaugural de Brasília, voltamos ao sentido simbólico de "recordar", a que se refere JK em seu discurso aos candangos. O momento de percebermos o quanto esta cidade precisa também ser conduzida por um intenso sentimento generoso que venha do coração. Algo que revele o quanto amamos Brasília e que este amor convoca outras competências para uma realização construtora dos novos tempos da Capital. Agir sob o espírito do entusiasmo que fez nascer Brasília em "ânimo e fé", mesmo sob árduas condições de trabalho e sacrifício, para refazer trajetórias e descobrir novos caminhos. A tarefa que Juscelino indica, neste mesmo discurso, em que: "Brasília começou a crescer, e o Brasil começou a crescer também, mais rapidamente, para recuperar o tempo perdido.”
 
E, usando o tom de oração final, JK conclamou aos candangos da construção: Peço ao Criador que mantenha cada vez mais coesa a unidade nacional, que nos dê sempre esta atmosfera de paz, indispensável ao trabalho fecundo e conserve em vós, obreiros de Brasília, o mesmo espírito forte com que erguestes a grande cidade.

Palavras sábias que, em nossa reverência, fazemos também nossas. 

Chegou o momento de "ver outra vez com o coração" a sempre necessária "coesa unidade nacional" para um destino maior de país e o bem comum das políticas públicas. A "atmosfera de paz" e o "espírito forte" que não nos faltam para contribuir decisivamente no amor a Brasília, que convoca em sua bandeira "os ventos do futuro". Futuro que se aproxima e ao qual diremos, agora, presentes em coração, força, trabalho e fé. 
 
Parabéns Brasília!
 
O desafio de viver em uma cidade nascida de um sonho é renovar, todo dia, nossa vocação para ultrapassar limites, absorver diferenças e vencer adversidades.
 
Não há desânimo quando lembramos o desempenho heróico dos candangos na árdua construção anônima de tanta beleza.

Não há tempo, nem espaço, para se omitir, quando sabemos dos princípios de ética e dignidade presentes na vida dos homens públicos que honraram os primeiros dias da nova Capital.
 
Não há como evitar a emoção quando sentimos que a continuidade do sonho está na retomada do espírito de Brasília, vivida pelos pioneiros e primeiros servidores de Brasília.
 
Só há o que afirmar, em atitude comprometida, hoje, o nosso amor por Brasília, pela continuidade desse sonho de JK, dos candangos, dos brasileiros, que também é nosso.
 
Parabéns Brasília! Um dia, seu amor nos deu a vida; agora, o nosso amor lhe fará mais viva. Parabéns Brasília!

O SR. PRESIDENTE (Jorge Viana. Bloco/PT – AC) – Eu cumprimento o caro colega, Senador Rodrigo Rollemberg, que também representa Brasília, o Distrito Federal, Capital do Brasil nesta Casa, pelo discurso histórico que faz, trazendo as palavras do histórico JK. E eu, como morador da cidade, me associo plenamente a V. Exª. 

Aproveito para registrar aqui a presença dos alunos do ensino fundamental da Escola Classe 07. 
 
Bem-vindos! O Senado é de vocês. Este Senado foi construído... O Senador estava comemorando aqui o aniversário de Brasília. Entrar num espaço como este e lembrar que foi construido nos anos 50, no século passasdo, é algo extraordinário. Oscar Niemeyer, com sua sabedoria, talento e planejamento, Lúcio Costa, com sua visão e talento, e outros profissionais é que nos deram isto de presente.

Então, parabéns!
Fonte:
 
 
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