*/ Senador de Bras?lia:Novo Papa, Campanha da Fraternidade e Índice de Homicídios na Adolesc
 
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Atualizado em :13/03/2013
Novo Papa, Campanha da Fraternidade e Índice de Homicídios na Adolescência
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Muito obrigado, Senador Paulo Paim. Quero cumprimentar V. Exª, cumprimentar meus colegas Senadores e Senadoras, os telespectadores da TV Senado, os ouvintes da Rádio Senado, os jornalistas aqui presentes e quero, com muita alegria, Senador Paim, como católico, registrar a escolha do novo Papa, o cardeal Jorge Mario Bergoglio, a partir de hoje Francisco I, que vai liderar a Igreja Católica em todo o mundo, que reúne mais de um bilhão de fiéis, de seguidores.
 
É uma alegria muito grande a própria escolha do nome, sabemos inspirado em São Francisco, que simboliza a humildade, simboliza o respeito e a harmonia com o meio ambiente. E, portanto, já traz, pela própria escolha do nome, uma mensagem bastante alvissareira para os católicos de todo o mundo.
 
Sr. Presidente, é a primeira vez – e isto também deve ser motivo de regozijo – que temos a escolha de um Papa latino-americano. Isto não é pouca coisa, isto representa um avanço importante, uma aproximação da Igreja de um continente que tem milhões e milhões de fiéis. É claro que gostaríamos muito e torcemos muito pelos cardeais brasileiros. Tivemos um, aqui, em Brasília, muito querido, que atuou aqui no Distrito Federal por muitos anos, Dom João Braz de Aviz, mas estamos, como católicos, felizes com a escolha de um Papa latino-americano.
 
É importante registrar que seu discurso foi sempre denunciando a pobreza e a corrupção. Com apenas 37 anos, foi o chefe dos jesuítas em seu país, a Argentina, e, como disse, se distinguiu pela luta contra a pobreza, contra a exploração de trabalhadores clandestinos e imigrantes, contra a injustiça social, contra a violência, contra o álcool e contra as drogas. É um homem simples. Andava de ônibus na sua cidade, morava numa casa simples.

Para registrar esse pensamento, esse compromisso de combater a pobreza, vou aqui registrar algumas frases do novo Papa Francisco I: 
 
Imoral, injusta e ilegítima dívida social. 
 
Os direitos humanos são violados não apenas com o terrorismo, a repressão e os assassinatos, mas também pela existência de condições de extrema pobreza e de estruturas econômicas injustas que originam as grandes desigualdades.
 
É importante destacar que a máxima obra de caridade é a evangelização, ou seja, o serviço da Palavra.
 
Portanto, Sr. Presidente, aqui está uma manifestação clara de que temos um Papa comprometido com os mais pobres, comprometido com os excluídos. Certamente, isso alegra os corações de todos os católicos em todo o mundo.
 
Quero aproveitar a oportunidade para registrar a saudação da CNBB ao novo Papa. Diz a saudação:
 
"Bendito o que vem em nome do Senhor!” (Sl 118,26) Tomada pela alegria e espírito de comunhão com a Igreja presente em todo o mundo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB eleva a Deus sua prece de louvor e gratidão pela eleição do novo Sucessor de Pedro, Sua Santidade Francisco I.  O tempo e as circunstâncias que antecederam a eleição de Francisco I ajudaram a Igreja a viver intensamente a espiritualidade quaresmal, rumo à vitória de Cristo celebrada na Páscoa que se aproxima. O momento é de agradecer a bondade de Deus pela bênção de um novo Papa que vem para guiar os fieis católicos na santidade, ensiná-los no amor e servi-los na humildade. A eleição de Francisco I revigora a Igreja na sua missão de "fazer discípulos entre todas as nações”, conforme o mandato de Jesus [cf. Mt 28,16]. Ao dizer "Sim” a este sublime e exigente serviço, Sua Santidade se coloca como Pedro diante de Cristo, confirmando-lhe seu amor incondicional para, em resposta, ouvir: "Cuida das minhas ovelhas” [cf. Jo 21,17]. Nascido no Continente da Esperança, Sua Santidade traz para o Ministério Petrino a experiência evangelizadora da Igreja latino-americana e caribenha. A expectativa com que o mundo acompanhou a escolha do Sucessor de Pedro revela o quanto a Igreja pode colaborar com as Nações na construção da paz, da justiça, da igualdade e da solidariedade.  Ao novo Papa não faltará a assistência e a força do Espírito Santo para cumprir esta missão e aprofundar na Igreja o dom do diálogo, em uma sociedade marcada pela pluralidade e pela diversidade, e o compromisso com a vida de todos, a partir dos mais pobres, como nos ensina Jesus Cristo. Ao saudá-lo no amor de Cristo que nos une e na missão da Igreja que nos irmana, asseguramos-lhe a obediência, o respeito e as orações das comunidades da Igreja no Brasil, para que seja frutuoso o seu Ministério Petrino.  Com toda a Igreja, confiamos sua vida e seu pontificado à proteção da Virgem Maria, mãe de Deus e mãe da Igreja. Bem-vindo, Francisco I! A Igreja no Brasil o abraça com amor!

Dom Belisário José da Silva Dom Leonardo Ulrich Steiner
Arcebispo de São Luis Bispo Auxiliar de Brasília
Vice Presidente da CNBB Secretário–Geral da CNBB

Portanto, está aqui o registro da saudação da CNBB ao novo Papa.

Aproveito, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, para cumprimentar V. Exª, Senador Paulo Paim, que tem lutado com afinco pela aprovação do Estatuto da Juventude – promoveu esta semana uma audiência pública sobre o Estatuto da Juventude –, e para também saudar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil pela escolha do tema da Campanha da Fraternidade este ano: "Fraternidade e Juventude”.

O Brasil terá o privilégio de ser o primeiro País a ser visitado pelo novo Papa, quando da realização do Encontro Mundial da Juventude, este ano, na cidade do Rio de Janeiro. É a segunda vez, em 50 anos, que a Campanha da Fraternidade coloca a juventude no foco das discussões com este tema: Fraternidade e Juventude. A escolha se deve à realização da Jornada Mundial da Juventude, evento internacional organizado pela Igreja Católica, que deverá reunir, em julho, jovens do mundo inteiro, com a presença do novo Papa. Quero parabenizar a CNBB pela pertinência na escolha do tema. 

Hoje, os jovens são mais de 25% da população brasileira. Mais de 50 milhões de pessoas que vivem num contexto de muita pressão e de mudança, não só pela dinâmica acelerada do fluxo de novas informações e valores, mas também pela construção de um novo tipo de protagonismo de inserção na vida pública, no exercício da cidadania. Ao mesmo tempo, são a face mais exposta e o elo mais frágil na crise da violência no País. 
 
Segundo dados da Vigilância de Violências e Acidentes do Sistema Único de Saúde, Viva/SUS 2008/2009, o Brasil tem o homicídio como principal causa de morte entre jovens. Esse é um dado triste, lamentável, que precisa ser modificado. 
 
Dados divulgados pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), pelo Observatório de Favelas e pelo Laboratório de Análises da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em dezembro de 2012, mostram que boa parte desse número de homicídios acontece, Senador Flexa, ainda na adolescência.

De acordo com o Índice de Homicídios na Adolescência, criado em 2007 por essas instituições, o número de mortes entre jovens de 12 a 18 anos vem aumentando consideravelmente nos últimos anos. Para cada mil adolescentes, quase 3, ou seja, 2,98 são assassinados por ano. Esse índice, em 2009, era de 2,61. Entre as principais causas de homicídio está o conflito com a polícia. E o estudo aponta uma expectativa preocupante: até 2016, um total de 36.735 adolescentes poderão ser vítimas de homicídio.
 
E essas mortes têm ainda um agravante: atingem, em sua maioria, jovens negros.

Segundo diagnóstico apresentado ao Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) pelo Governo Federal, baseado no DATASUS do Ministério da Saúde e no Mapa da Violência de 2011, eram negros 74,6% dos jovens, entre 15 e 29 anos, vítimas de homicídio em 2010. Esse dado é intolerável e precisa ser modificado.

Os dados mostram que nossos jovens estão morrendo, e é preciso aproveitar cada momento em que somos provocados a um debate profundo, não apenas sob a perspectiva de políticas públicas, mas também sob a perspectiva mais simbólica, cultural mesmo, que diz respeito a hábitos e valores transmitidos de geração a geração. E a Igreja e a religião têm um papel muito relevante e estratégico para essa mudança.

A Igreja, que, em sua formação humana, estimula a defesa da vida, tem incentivado, em suas paróquias e nos grupos de base, importantes debates para a defesa da vida da juventude. Os jovens são atores estratégicos para o projeto de desenvolvimento do nosso País, e apenas o investimento maciço em educação e ações de conscientização e de formação para a cidadania podem garantir o futuro que queremos para o Brasil.

Ouço, com muita alegria, o Senador Flexa Ribeiro.
 
O Sr. Flexa Ribeiro (Bloco/PSDB – PA) – Senador Rodrigo Rollemberg, V. Exª traz, aqui e agora, nesse seu pronunciamento, votos de aplauso e congratulações pela escolha do novo Papa. Farei também, logo após V. Exª, um pronunciamento, que encaminharei à Mesa, nesse mesmo sentido. Nós fomos hoje abençoados, Senador Paim, com a escolha do novo sucessor de Pedro no comando da Igreja no mundo. E a escolha recaiu, como V. Exª tão bem colocou, num jesuíta, num franciscano, que escolheu se denominar Papa Francisco I. Com muita humildade – todos nós vimos pelas TVs do mundo inteiro –, o Papa Francisco I fez a sua primeira aparição com uma cruz de madeira, que é característica dos franciscanos, dos jesuítas.
 
Então, quero também me associar a V. Exª, à CNBB, aos católicos do mundo inteiro, neste momento em que a Igreja Católica tem o novo Papa. E que Deus o ilumine e o abençoe na condução dos destinos de todos os católicos do mundo! V. Exª também colocou, com propriedade, que o Brasil será um dos primeiros países a ser visitado pelo Papa Francisco I, quando vier aqui ao Encontro Mundial da Juventude, agora em julho próximo, no Rio de Janeiro. Isso trará, além de termos, pela primeira vez na história da Igreja, um Papa latino-americano, uma aproximação muito grande com o Brasil, que é o maior país católico do mundo também. Quero dizer que me associo ao pronunciamento de V. Exª, neste dia que, para todos nós católicos, é de suma importância – temos um novo Papa. Que ele seja abençoado e abençoe a todos nós, brasileiros!

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF) – Muito obrigado, Senador Flexa Ribeiro.
 
E, dando continuidade, Sr. Presidente, os jovens lidam, cada vez mais, com múltiplas e complexas redes de conhecimento e informações, além de atuarem com ferramentas poderosas de comunicação e socialização. São pessoas cada vez mais esclarecidas e mais atuantes, numa relação mais ativa com a própria vida e com o mundo. Por isso, cada vez mais, precisam ser inseridos na agenda do desenvolvimento, não apenas como sujeitos de direito, mas como protagonistas de um novo tempo.
 
Tempo de um País com menos desigualdades sociais, com desenvolvimento integral da condição humana, em que se insere a espiritualidade, não apenas pelo caminho eclesial, mas pela conexão profunda com o sentido sagrado da vida. Sentido buscado por diversas religiões, que precisam evoluir no caminho da tolerância, da generosa convivência e respeito à diversidade de credos, de expressões e forma de se ritualizar a relação com o mundo divino.
 
Um novo tempo de justiça, de revelação de tudo o que precisa ser abandonado, transformado, renovado, porque um desafio como este por que passa hoje o Vaticano não significa uma ameaça a um patrimônio cultural e religioso que foi e continua sendo um patrimônio fundamental para a nossa civilização, mas, sim, uma oportunidade de crescimento. 

Todas as dificuldades que enfrentamos são, principalmente, novas possibilidades, chances de renovação, de aprendizado, de crescimento.
E a juventude de todo o mundo, especialmente os jovens brasileiros, tem cultivado essa abertura, esse desejo de aprender e de crescer, esse olhar renovado diante da vida.
 
Por isso, serão cada vez mais essenciais no processo de mudança, de renovação que o mundo precisa viver para não sucumbir a um sistema falido de produção e consumo, baseado exclusivamente nas aparências, no valor exacerbado da felicidade pelo que se tem e não pelo que se é; baseado na visão míope do crescimento a qualquer custo, sem compromisso com o humano, com o direito que toda pessoa deve ter, não apenas à sobrevivência, mas à vida digna; um modelo ainda baseado na destruição desenfreada do meio ambiente, da imensa biodiversidade que sustenta não apenas a nossa existência, mas o nosso bem-estar no mundo.

Por isso, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, faço hoje esse registro, congratulando-me com a iniciativa da CNBB, renovando os meus compromissos, já registrados por diversas vezes nesta tribuna, de dar maior celeridade na consolidação dos marcos legais pela juventude, especialmente as propostas da 1ª e da 2ª Conferência da Juventude, como o Estatuto da Juventude e o Plano Nacional de Juventude, que há anos tramitam nesta Casa, com a convicção de que temos todas as condições, cada um no seu papel, de enfrentar esse desafio, enfrentar com coragem, construir os caminhos para que tenhamos um Brasil mais justo, mais solidário e generoso.
 
E este País que tem a maior população católica do mundo conta muito com a inspiração da Igreja Católica no enfrentamento desses problemas, pela influência que a Igreja Católica tem no Brasil, tem na nossa juventude e que, sem dúvida alguma, contribuirá para a superação desses desafios.

Peço a Deus que nos ilumine nessa caminhada, nessa trajetória. Não poderia deixar de registrar a alegria de toda a população católica brasileira, na qual me incluo, de toda a população brasileira, independentemente de religião, com a escolha do novo Papa, Sua Santidade Francisco I, que, como disse muito bem o Senador Flexa Ribeiro, representa uma ala da igreja, os franciscanos. E eu aqui fico especialmente feliz como devoto de São Francisco.
 
Muito obrigado.


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