*/ Senador de Bras?lia:PSB-DF sai da base aliada do governo Agnelo
 
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Atualizado em :10/12/2012
PSB-DF sai da base aliada do governo Agnelo
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PT – DF. Pela Liderança. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs. e Srs. Parlamentares, o PSB do Distrito Federal decidiu, nesse último sábado, se afastar, não mais participar do Governo Distrito Federal. Essa decisão, Senador Pedro Simon, vem sendo discutida já há algum tempo no âmbito do PSB. Há um desconforto muito grande em relação à condução equivocada, no nosso ponto de vista, que vem sendo dada pelo Governo do Distrito Federal, o que vem fazendo com que o Governador Agnelo se distancie dos seus compromissos de campanha e se distancie dos aliados históricos que ajudaram a elegê-lo.

Primeiro exemplo disso foi ainda no início do Governo quando o Senador Cristovam Buarque, PDT, deixou de fazer parte do Governo. Imaginem, depois de uma eleição, em que todos unidos atuaram juntos, o Governador Agnelo nomear um Secretário de Educação no Distrito Federal sem ouvir o Senador Cristovam Buarque, com toda a experiência, com todo o compromisso com a área de Educação.
 
O PSB também viveu inúmeros constrangimentos ao longo do Governo, mas entendemos que poderíamos, internamente, construir uma mudança nos rumos do Governo, que fizesse com que o Governo voltasse a se comprometer com os compromissos de campanha, o que tornaria viável a nossa permanência no âmbito do Governo do Distrito Federal. Mas isso não ocorreu.
 
O que a gente percebeu, desde o primeiro momento, foi o afastamento do Governo do Distrito Federal dos seus aliados históricos e dos seus compromissos de campanha, buscando fazer alianças as mais amplas possíveis e sem nenhuma identidade com o programa de Governo, o que levou a uma total ineficiência administrativa no âmbito do Distrito Federal. 
 
Os problemas de saúde e de segurança se agravaram enormemente nos últimos dois anos, gerando uma insatisfação enorme no conjunto da população e uma insatisfação enorme em todos os partidos políticos que se comprometeram com essa eleição. E quero registrar que essa insatisfação ela é muito grande no PSB, no PDT, mas há setores também do PT extremamente descontentes com a condução política dada pelo Governador Agnelo.
 
Para o PSB, ficou insustentável. Nós resolvemos submeter essa questão a um amplo debate no nosso partido. Realizamos 15 Plenárias Zonais nas diversas cidades do Distrito Federal e, neste último sábado, Senador Cristovam, realizamos uma Plenária Regional, e essa Plenária, por ampla maioria, 241 votos contra 43, decidiu se afastar do Governo do Distrito Federal. E eu passo a ler a nota emitida após a realização da Plenária:

O Partido Socialista Brasileiro do Distrito Federal – PSB-DF decidiu hoje, em sua Plenária Regional, que não mais participará do Governo do Distrito Federal. Assumimos assim posição de total independência em relação à administração distrital. A decisão foi tomada após a realização de 15 plenárias zonais do partido, nas quais o afastamento foi intensamente debatido por proposta da comissão executiva regional.
 
O PSB participou, com PT, PMDB e PDT, da chapa majoritária, denominada "Novo Caminho”, que em 2010 elegeu Agnelo Queiroz para governar o Distrito Federal. Nosso propósito comum era superar um período extremamente negativo para o DF e construir o tão esperado novo caminho, que representasse novos métodos administrativos e políticos e a execução competente de políticas públicas que efetivamente beneficiassem a população brasiliense.
 
No entanto, ao longo do mandato, o governador foi paulatinamente se afastando dos compromissos de campanha e dos aliados históricos, estabelecendo acordos condenáveis com forças que representam o velho estilo de fazer política e de administrar o DF. O novo caminho vem mostrando a retomada de velhos caminhos, que a população brasiliense rejeitou categoricamente nas eleições de 2010. Em busca de uma ampla e heterogênea maioria na Câmara Legislativa, o governador aliou-se indiscriminadamente a partidos e a políticos que, ao longo dos últimos 25 anos, têm mostrado só ter compromisso com o patrimonialismo e com práticas atrasadas que levam à ineficiência administrativa do Estado e a ações condenáveis na gestão pública.
 
O PSB tinha a expectativa de que participaria efetivamente das decisões de governo, mas viu seus quadros serem marginalizados do poder, assim como ocorreu com o PDT, em favor dos que consideramos adversários políticos de nosso programa. O que se percebe no governo é a concentração do poder nas mãos de poucas pessoas, a falta de diálogo com os movimentos sociais e com a sociedade civil, a ausência de transparência e a incapacidade administrativa para solucionar problemas graves, especialmente nas áreas de saúde, segurança, educação, transporte, meio ambiente e ciência e tecnologia.
 
O PSB-DF reconhece o esforço e o desempenho de seus quadros à frente das Secretarias de Turismo e de Agricultura e da Administração do Lago Norte, mas entende que não há mais condições políticas para permanecer no governo. Todas as nossas tentativas de reverter o quadro negativo de ineficiência e má gestão, assim como de aplicar políticas coerentes com nossos objetivos programáticos, foram frustradas. O PSB deixa o GDF não por causa de um fato isolado, mas pelo conjunto da obra. Não vemos, neste governo, os valores, os métodos e as políticas que defendemos para o DF.
 
O PSB se propõe, junto com a população e com os partidos de esquerda, a discutir amplamente e formular alternativas que resgatem nossas propostas comuns para o Distrito Federal e assegurem melhores condições de vida à população do DF.

Essa é a nota, Senador Cristovam, que reflete a posição do PSB, reconhecendo e contando que falta ao Governo transparência, falta ao Governo do Distrito Federal diálogo com os movimentos sociais – é um Governo autoritário, e todas essas questões têm levado a essa ineficiência administrativa que tem causado imensos transtornos à vida do cidadão comum do Distrito Federal, especialmente nas áreas de saúde e de segurança. 
 
E ouço, com muita atenção, o Senador Cristovam Buarque. 
 
O Sr. Cristovam Buarque (Bloco/PDT – DF) – Senador Rodrigo, quero começar, parabenizando o PSB pela decisão tomada sábado e também pelo processo seguido pelo PSB de uma calma democrática de discussões, nas bases, até ouvir toda a militância, e também de uma expressividade com que a decisão foi tomada. Se fosse uma decisão em que houvesse um número parecido de favoráveis e contrários, o PSB não estaria tão forte e consolidado como ficou, ao sair do Governo Agnelo, do ponto de vista político. Mas, de qualquer maneira, já está, na base da decisão, a consolidação de uma postura de ideias que temos. O que realmente nos fez ir-nos afastando, partido por partido – e praticamente, hoje, só há um que podemos dizer que é o bloco de esquerda, que é o PCdoB, e que, sinceramente, não sei se vai ficar muito tempo –, foi, sobretudo, o descompromisso com as nossas ideias e ideais que nós propusemos, que nós oferecemos, em 2010, ao eleitor. O problema, pensam, é de haver gente lá. Não, não é de haver gente lá, é de haver as ideias da gente lá. Se fossem pessoas de qualquer partido, mas, fazendo aquilo com que nos comprometemos – como: levar o horário integral às escolas do Distrito Federal, como erradicar o analfabetismo no Distrito Federal, trazer o Programa Saúde em Casa, que atende a população lá na ponta, onde eles estão –, se fossem essas coisas, desse tipo, não me importaria com quem é que estivesse lá, era o meu Governo. Este não é o meu Governo, porque é um Governo que tem uma única coisa para mostrar: a construção de um estádio de futebol que começou no governo anterior, o governo Arruda. Estão levando adiante, sim. Não têm outra coisa para mostrar. Não tem na saúde, não tem na educação. Na cultura fez-se uma feira bienal de livros muito boa, mas com isso se sacrificou a tradicional feira que Brasília já tem há 27 anos. Não há nada claro no governo Agnelo para mostrar dizendo "essa é a nossa cara.” Eu digo com tristeza porque eu investi muito de trabalho na eleição do governador. Eu já eleito, como o senhor, também, no primeiro turno, nós fomos para a rua pedir voto para ele. Não houve férias, não houve descanso, não houve viagem, não houve cumprimento de outras atividades, nós ficamos ali, dia a após dia, todo o  período entre o primeiro e o segundo turno. Eu fiz de ser de quem fechou a porta do caro do governador Agnelo depois do último de todos os atos, debaixo de chuva na Praça do Bicalho na cidade de Taguatinga. Então, ninguém pode dizer que nós não nós dedicamos. E eu fico triste porque todo esse esforço foi praticamente em vão. Eu coloco praticamente porque a outra alternativa certamente seria pior, porque era o Governo Agnelo com os mesmos nomes de antes, pelo menos não mudou o nome. Então, não me arrependo neste sentido, mas ao mesmo tempo que tomamos essa decisão de se afastar de um governo que não tem a cara da esquerda e nem tem a cara do Partido dos Trabalhadores e eles procuram a gente, o senador militante, Senador Paim, para dizer isso todo o tempo, para dizer que não é o Partido dos Trabalhadores que está ao lado do Agnelo, são os quatro dirigentes do Partido dos Trabalhadores, com dirigentes com cargos no Governo do Distrito Federal. A base, a militância lá em baixo, aqueles que sempre lutaram por um novo caminho, esses não estão mais apoiando o governo. Mas fica aqui um desafio. Nós temos que dar uma resposta ao povo do Distrito Federal. Falta menos de dois anos para as próximas eleições. O povo pode entender que nós erramos uma vez, não vai entender que, cada um de nós, individualmente, erramos duas vezes. Nós não mereceremos desculpas, perdão, se errarmos duas vezes. Nós não mereceremos desculpas, perdão, se errarmos outra vez. Nós não podemos errar muito, portanto, a construção de um projeto alternativo do atual governo que nada tenha de retrocesso aos governos anteriores, nada tenha de volta atrás, mas sim de uma ida a frente. Um governo que radicalize nos compromissos sociais, que tenha cara de um partido progressista de um governo de esquerda, de um governo transformador, Brasília está esperando por isso, isso é possível e depende muito de nós, dependo do senhor, depende de mim, depende do Deputado Reguffe e de outras lideranças que nós temos na cidade e que não estão comprometidas com esse governo e nem estão comprometidas com os governos de antes, mas sim com o governo novo – como alias já tivemos e o senhor foi secretário dele e eu fui governador entre 1995 e 1998 tivemos um governo que tinha a cara diferente, tivemos um governo que tinha a cara da novidade, que tinha a cara das soluções para os problemas sociais e inclusive o senhor não falou. Eu lembro apenas para dizer que esse governo é cheio escândalos, também. Além de toda a ineficiência, além das prioridades erradas não conseguiram tirar Brasília das páginas policiais. Eu não digo a Brasília nacional, eu digo a Brasília local. Por isso, é um bom discurso para terminar um ciclo, é um bom discurso para começar um novo ciclo das busca de alternativa para 2014. 
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (PSB – DF) – Senador Rodrigo Rollemberg, só para informar ao Plenário, que está nos visitando o Colégio Antaresa de Goiatuba, Goiás, quem está na tribuna é o Senador Rodrigo Rollemberg, grande Senador de Brasília e vocês ouviram agora, também o ex-governador e ex-Senador Cristovam Buarque.
 
Sejam bem-vindos. (Palmas.)
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSD – DF) – Muito obrigado, Senador Paulo Paim, também cumprimento os estudantes que muito nos honram com a sua presença e acolho, Senador Cristovam os seus pronunciamentos, as suas sugestões, registrando um papel importante como liderança maior no Distrito Federal que V. Exª tem no sentido de fazer com que esses partidos que hoje estão foram do governo e que são do campo democrático e popular, PSB, PSD, PDT, PSOL, PS, o próprio PCdoB, possam conversar e construir efetivamente um programa alternativo para esta cidade.
 
Eu quero registrar que, até ao final desse segundo ano de governo, não há um investimento sequer na Região metropolitana do Distrito Federal, o chamado entorno do Distrito Federal, porque não há uma compreensão de que o Distrito Federal não pode se limitar ao se quadrilátero, o papel, a importância estratégica do Distrito Federal é de promover o desenvolvimento regional. Brasília está perdendo a oportunidade de se transformar em um grande pólo de alta tecnologia porque temos aqui todas as condições para isso. 
Mas o que a gente tem percebido é a utilização da Fundação de Apoio à Pesquisa para outros fins, perdendo a grande oportunidade de financiar o desenvolvimento científico e tecnológico.
 
(Soa a campainha.)
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF) – É importante registrar, Senador Cristovam, que, até este momento, existem R$108 milhões na Fundação de Apoio à Pesquisa sem utilização, que poderiam estar sendo utilizados, por exemplo, para garantir a estrutura tecnológica para implantação de Internet Banda Larga em todo o Distrito Federal.
 
Até este momento deste ano orçamentário, o Governo do Distrito Federal não empenhou nenhum real para construção de creches, quando temos uma demanda enorme por creches, mostrando uma ineficiência e um descompromisso com a área social.
Efetivamente, o que V. Exª diz é verdade. Hoje o Governo do Distrito Federal é um governo de uma obra só, é um governo apenas de construção de um estádio, perdendo as oportunidades de fazer com que Brasília seja efetivamente um grande centro irradiador do desenvolvimento.
 
Por isso, nós do PSB aceitamos o desafio proposto por V. Exª de, juntos com os demais partidos, fazermos um processo permanente de reflexão sobre a nossa cidade, sobre os rumos da nossa cidade, para que possamos construir efetivamente alternativas para que Brasília volte a ser aquilo que foi sonhada por Juscelino Kubistchek, por Lúcio costa, por Oscar Niemeyer, por Israel Pinheiro, por Athos Bulcão, por tantos, pelos milhares de candangos que construíram esta cidade, que não estavam apenas construindo uma nova cidade, estavam construindo um novo Brasil. E o papel de Brasília é um papel estratégico de contribuir para a construção de um novo Brasil, dando exemplo de técnicas de gestão, de boa gestão, de transparência, de participação popular, de diálogo permanente com os movimentos sociais.
 
E o que a gente tem percebido, por parte do Governador Agnelo...
 
(Soa a campainha.)
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF) – É o total descumprimento desses compromissos assumidos durante da campanha. Não foi o PSB, não foi o PDT que se afastaram no Governo. Não foi o PPS que se afastou do Governo. Foi o Governador Agnelo que se afastou dos compromissos assumidos com a população do Distrito Federal e endossados por todos esses partidos que construíram a coligação Novo Caminho.
 
Portanto, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, esta é a nota, este é o registro que deixo nos Anais do Senado da posição tomada pelo Partido Socialista Brasileiro no Distrito Federal.
 
Muito obrigado.
 
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DOCUMENTO A QUE SE REFERE O SR. SENADOR RODRIGO ROLLEMBERG EM SEU PRONUNCIAMENTO.
(Inserido nos termo do art. 210, inciso I, § 2º, do Regimento Interno.)
 
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Matéria referida:
 
- Nota do Partido Socialista Brasileiro sobre saída da coligação Novo Caminho.
Fonte:
 
 
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