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Atualizado em :02/12/2011
XII Congresso Nacional do PSB: Os nossos desafios
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Prezado Presidente Senador Wellington Dias, prezados Senadores e Senadoras, telespectadores da TV Senado, ouvintes da TV Senado, quero cumprimentar, de forma muito especial, os militantes do Partido Socialista Brasileiro que estão em Brasília hoje para a abertura do XII Congresso Nacional do PSB. 

Daqui a pouco, teremos a abertura do congresso nacional dos segmentos do PSB; à noite, com a participação do nosso Presidente Eduardo Campos, a abertura do congresso nacional – hoje à noite e ao longo de todo o dia de amanhã. Subo hoje à tribuna para registrar a realização do XII Congresso Nacional do PSB, que acontece até amanhã, em Brasília, em um momento bastante oportuno, primeiro pelo próprio crescimento do partido. 

Hoje o PSB é um dos partidos que mais crescem no País, não apenas em tamanho, mas também na qualidade do trabalho que vem desenvolvendo. Elegemos seis governadores nas últimas eleições, 35 Deputados Federais, quatro Senadores, 73 Deputados estaduais, mostrando o acerto da condução que vem sendo dada ao partido pelo nosso Presidente, o Governador de Pernambuco Eduardo Campos.

O PSB administra quatro capitais – Belo Horizonte, Curitiba, João Pessoa e Boa Vista – e mais 386 Municípios do País. Podemos dizer, com tranqüilidade, que a legenda se consolida como a mais nova força política nacional. Pela avaliação de nossas gestões, os políticos do PSB estão entre os mais bem avaliados do País. 

Segundo pesquisa do Datafolha, dos três melhores governadores do Brasil, dois são do partido: O Governador de Pernambuco, nosso Presidente Eduardo Campos, em primeiro lugar, aprovado por 80% da população de Pernambuco, e o Governador Cid Gomes, do Ceará, em segundo lugar, com 65% de aprovação no Ceará.  Ainda segundo o Datafolha, dos três prefeitos mais bem avaliados do País, dois também são do PSB: o Prefeito Marcio de Lacerda, de Belo Horizonte, que lidera o ranking nacional, seguido do Prefeito de Curitiba, nosso companheiro Luciano Ducci.

Mas o crescimento e os bons resultados de nossas administrações ampliam, na mesma proporção, as nossas responsabilidades. Seremos cada vez mais cobrados e temos a obrigação não só de conhecer a fundo todos os problemas das regiões que representamos, com respostas ágeis e efetivas, assim como de renovar o nosso compromisso frente a um projeto de desenvolvimento nacional efetivamente inclusivo, assumindo, até as últimas consequências, a nossa responsabilidade republicana, gerando novas e melhores oportunidades para elevar a qualidade de vida dos brasileiros.

Aliás, esta é uma palavra que gostaria de destacar neste momento: oportunidade. Talvez esse seja o maior desafio do Brasil de hoje. Somos uma das nações mais criativas do mundo, com maior biodiversidade de fauna e de flora, a sétima economia do Planeta e, como ontem disse a Diretora-Gerente do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, o Brasil é o país que está mais protegido contra uma possível contaminação da crise europeia.

No entanto, embora tenhamos evoluído bastante, avançado bastante no Governo do Presidente Lula, em política às quais vem sendo dada continuidade no Governo da Presidenta Dilma e que sempre tiveram o apoio do PSB, seja na participação nos Ministérios, seja no Congresso Nacional, conseguimos, ao longo dos últimos anos, aliar crescimento econômico com redução das desigualdades sociais, redução das desigualdades regionais, ampliação do acesso ao emprego formal, ampliação do acesso ao ensino técnico e tecnológico, com a construção de institutos federais de educação, ciência e tecnologia em vários locais do País, com a ampliação do acesso ao ensino superior, com a expansão das nossas universidades, a implantação de novas universidades federais e de novos campi de universidades federais pelo País afora.

Mas ainda temos um grande desafio para enfrentar e superar, que são as imensas desigualdades sociais presentes no Brasil.

Mesmo que tenhamos evoluído para um País menos desigual, com extraordinário esforço do Governo Federal nesses últimos anos – como acabei de relatar –, continuamos com a triste realidade de ter aqui famílias que lutam para viver com apenas R$12,00 por dia e com a metade da população com renda per capita inferior a um salário mínimo, recebendo por mês até R$375,00.

Vivemos um grave vício. Apesar de todos os avanços promovidos pelo Governo do Presidente Lula e continuados pelo Governo da Presidente Dilma, ainda temos um problema de ordem cultural, que tem suas bases em um modelo de desenvolvimento ultrapassado e extremamente contraditório, fundado sob a ótica escravocrata que teceu a história de nossa civilização, onde os mais pobres pagam pela riqueza dos mais ricos. 

Como disse um dos grandes economistas do País, Carlos Lessa: 

"No Brasil, o povo não consegue ser sujeito da sua história ou biografia, mas da sua sobrevivência". 

Já Josué de Castro, uma das figuras mais emblemáticas e sensíveis do nosso País, definiu com precisão: 

"Metade da humanidade não come e a outra metade não dorme com medo da que não come".

Divulgado há algumas semanas, o último Censo do IBGE mostra que o homicídio é uma das maiores causas de morte entre os jovens brasileiros. Também aponta 16 milhões de brasileiros em situação de pobreza extrema. Esse enfrentamento é urgente, é uma obrigação ética de todos nós, de toda a Nação brasileira, do Poder Público. Mas não é só isso: é também uma questão de desenvolvimento econômico e social para o Brasil.

A proposta que o Governo tem apresentado à sociedade tem possibilidades, sim, de criar condições mínimas de inclusão social, sobretudo para crianças e adolescentes. Mas, sem a cooperação de vários níveis de Governo, políticos e partidos, de empresas e da sociedade, em seu múltiplo potencial de cidadania, a tarefa fica mais difícil.

Felizmente, muitos já compreenderam que é absolutamente incompatível a prosperidade em uma sociedade em situação de caos, e que miséria não é apenas um estado socioeconômico. Como diz muito bem o lema do Governo da Presidenta Dilma: 

"Um país rico é um país sem miséria”. 

Por isso, a maior preocupação do PSB é traçar um caminho de oportunidades aos brasileiros, não só de negócio, trabalho e renda, mas também de educação, saúde, cultura, cidadania. O nosso compromisso é criar condições para que cada brasileiro se torne um sujeito social na época em que a tecnologia e os sistemas de comunicação estabeleceram a economia dos serviços e da experiência em uma dinâmica mundial de trocas e de circulação de valores.

Por isso, são dois os grandes desafios a serem discutidos nesta XII edição do Congresso Nacional do PSB.

Em primeiro lugar, uma reforma urbana. O processo de crescimento desordenado das nossas cidades levou a uma situação de caos urbano que precisa ser enfrentada com seriedade, com firmeza, com coragem e com profundidade. Precisamos garantir mobilidade urbana nas nossas cidades. Ao longo de nossa história, foi priorizado o transporte individual em detrimento do transporte público. 

A realização de dois grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, no nosso País, trazem a oportunidade de o Brasil fazer investimentos significativos em mobilidade urbana que permitam melhorar a qualidade de vida das nossas cidades. Mas precisamos também enfrentar a questão da saúde, questão crítica que está sendo debatida neste momento no Congresso Nacional, com a regulamentação da Emenda nº 29. Precisamos dotar as nossas cidades de um sistema público de saúde que possa garantir e implementar todos os avanços conquistados com a implantação do Sistema Único de Saúde. 

Temos o desafio da segurança. Como acabei de registrar, hoje os nossos jovens são os protagonistas e as maiores vítimas da violência no nosso País. Violência que precisa ser enfrentada com coragem, não apenas com medidas punitivas, mas também com atividades, com ações, com programas de inclusão social, com atividades de cultura, de esporte, de lazer, com a adoção de um padrão de um padrão educacional de qualidade que possa efetivamente transformar as nossas cidades.

Portanto, a questão urbana está para o PSB como questão primordial. Está no centro do debate na construção de novas cidades e na construção de um novo País.

Também queremos fazer uma profunda discussão sobre o projeto de desenvolvimento sustentável para o País. O Brasil, como eu disse há pouco, conseguiu avançar muito no Governo do Presidente Lula e no primeiro ano do Governo da Presidenta Dilma. Conseguimos enfrentar uma crise internacional, superar essa crise e aliar crescimento econômico com redução das desigualdades sociais e desigualdades regionais. 

Somos uma Nação em que temos uma matriz energética extremamente diversificada. Temos o Pré-Sal, temos um grande potencial em agroenergia, um grande potencial hidroelétrico, um grande potencial eólico, um grande potencial em energia solar e precisamos utilizar, com sabedoria, todas nossas alternativas de energia. 

O próprio Pré-Sal, uma fonte de energia fóssil, se utilizada com inteligência e de forma estratégica, pode garantir os recursos suficientes para que o Brasil dê um salto qualitativo, garantindo educação de qualidade a todos os brasileiros e garantindo recursos significativos para investimentos permanentes em ciência, tecnologia e inovação.

O Pré-sal, se utilizado com inteligência, poderá transformar-se na grande oportunidade de o Brasil fazer a migração definitiva de uma economia tradicional para uma economia verde, investindo fortemente nas energias renováveis, no avanço das energias de biomassa, investindo em biotecnologia, investindo em nanotecnologia, investindo em novos materiais, investindo na agenda da fronteira do conhecimento.

Portanto, o projeto de desenvolvimento nacional deve unir o setor produtivo brasileiro, os trabalhadores brasileiros, a comunidade científica, a sociedade de forma geral, garantindo um pacto nacional pelo desenvolvimento com inclusão social, transformando o Brasil não apenas em uma das maiores economias do mundo, mas também em uma economia que tem como objetivo reduzir as diferenças sociais e as diferenças regionais.

Estou convencido de que temos que dar um passo efetivo em direção a um novo quadro civilizacional que simbolize uma aliança da humanidade com suas responsabilidades de autossobrevivência como cultura e espécie.

O progresso, tal como hoje é regido, incorre, inevitavelmente, em exclusão, concentração de renda, subdesenvolvimento e graves danos ambientais, além da violação de direitos humanos essenciais. Por fim, quero fazer um registro especial aos dois homenageados do PSB nesse congresso. 

No Ano Internacional dos Afrodescendentes, celebraremos o maior ícone da luta pela liberdade e igualdade racial: Nelson Mandela. Guerreiro, estadista, prisioneiro político, pacifista, presidente, testemunho vivo da liberdade que não desiste, da coragem perante os sonhos e limitações. Mandela será sempre uma inspiração maior, mentor de todas as gerações, seja no aprendizado pelos dramas pessoais, seja no expoente das conquistas políticas.

O outro homenageado do Congresso do PSB é o grande socialista, de quem tive a honra de ser chefe de gabinete nesta Casa, Senador Jamil Haddad, ex-Ministro Jamil Haddad, grande humanista e socialista, lutador da saúde pública e das causas populares. Jamil definiu linhas e caminhos para que o partido se pautasse sempre no compromisso com o servir.

Jamil foi o que Gramsci chamava de político orgânico. Colocou o seu mandato de Senador e, depois, de Deputado Federal a serviço da construção de um projeto partidário, um projeto partidário nacional. Se hoje estamos aqui, se hoje o PSB é um partido reconhecido por suas administrações estaduais, por suas administrações municipais, muito devemos ao nosso querido e saudoso companheiro Jamil Haddad. 

É importante registrar que a luta pela implantação do Sistema Único de Saúde também sempre teve um grande aliado no Senador Jamil Haddad, que enfrentou a indústria farmacêutica e implementou os genéricos no nosso País. 

Também faço minha reverência neste momento, com respeitosa gratidão, ao nosso líder Miguel Arraes, com quem tive a honra de conviver mais de perto em seus últimos anos de vida. Entre tantas e preciosas lições que dele obtive, certamente, a maior de todas foi sua fortíssima vinculação com o povo. Não o povo das teses abstratas, tratado como figuração nos elencos mal ensaiados de oportunistas, mas o de uma aliança real, profundamente ética e comprometida.

Arraes traduzia em sua própria vida as lutas que projetava. Graças a ele, aprendi que o verdadeiro sentido da política é dar voz e vez à camada invisível da população que vive à margem do desenvolvimento.

A ele, dedico essas palavras e encerro com uma frase de Mandela: 

"Não há revelação mais aguçada do espírito de uma sociedade do que a forma pela qual ela trata seus filhos”.

Neste momento, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, em que o PSB inicia o seu XII Congresso Nacional, quero saudar todos os militantes de todos os rincões deste País que participam, no dia a dia, da construção partidária, assim como saúdo os nossos vereadores, os nossos prefeitos, os nossos Deputados estaduais, os nossos governadores, que expressam, na sua atividade política, as teses e os compromissos do PSB com o conjunto da população brasileira.


O SR. PRESIDENTE (Wellington Dias. Bloco/PT – PI) – Senador Rodrigo Rollemberg, quero render as minhas homenagens, que, creio, são também desta Casa – e tenho certeza de que posso falar pelo Partido dos Trabalhadores, pelo meu Presidente Rui Falcão, que estará representado hoje no encontro –, ao saudar V. Exª. V. Exª é a prova viva de que o socialismo vive. E o PSB tem um papel importantíssimo na construção da democracia do nosso País, através de todos os seus líderes. 

Destaco sempre, é claro, o nosso saudoso Miguel Arraes. Das lideranças atuais, não posso deixar de citar aqui o nosso querido Presidente Eduardo Campos, com quem convivi intensamente durante o mandato de Governador; o nosso querido Ciro Gomes, que também tem um papel importantíssimo no partido, e todas as lideranças do meu Estado. Destaco aqui o atual Governador Wilson Martins, do PSB. Eu tive privilégio de tê-lo como vice-governador e como secretário. Ele foi eleito folgadamente na eleição passada, faz um belíssimo trabalho e vai estar hoje aqui – ainda ontem, conversei com ele –, para participar desse encontro. 

Então, em nome de todos os membros do nosso partido e de todas as lideranças, queremos externar o nosso agradecimento ao PSB por toda essa construção histórica, não só pela democratização, mas também pelo desenvolvimento, no mais belo sentido, do Brasil. 

Parabéns! 

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF) – Muito obrigado, Senador Wellington Dias. Agradeço suas palavras carinhosas com o PSB. 

Fico muito feliz, porque temos muito orgulho de ter construído essa trajetória de melhorias das condições de vida da população brasileira, em conjunto sempre com o Partido dos Trabalhadores.

Muito obrigado. 

Agradeço a oportunidade.
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