*/ Senador de Bras?lia:A capital do Choro
 
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Atualizado em :11/11/2011
A capital do Choro
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Parlamentares, em primeiro lugar, quero cumprimentar o amigo, Senador Mozarildo Cavalcanti, que permitiu trocarmos a ordem dos pronunciamentos, em função de que presidirei, em seguida, uma audiência pública da Comissão de Meio Ambiente sobre Código Florestal.

Mas eu não poderia, muito emocionado e muito feliz, deixar de registrar um acontecimento da maior importância para a cultura brasileira, da maior importância para a cidade de Brasília, ocorrido ontem, com a inauguração do novo espaço do Clube do Choro de Brasília, mais uma obra com a qual Oscar Niemeyer presenteia a cidade de Brasília.

Uma das grandes alegrias, Senador Mozarildo, que tive como Deputado Distrital, no meu primeiro mandato, foi conceder o título de Cidadão Honorário de Brasília ao músico Reco do Bandolim. Uma das pessoas que honram Brasília, que dão orgulho a Brasília e que reúne duas características muito difíceis de serem encontradas numa única pessoa: é um músico excepcional e um empreendedor vigoroso.

Agora, passo aqui a falar um pouco da história do Clube do Choro de Brasília.

A transferência da Capital do Rio de Janeiro para Brasília trouxe para o Distrito Federal uma grande leva de funcionários públicos, entre os quais se incluíam alguns ilustres chorões. O citarista Avena de Castro, o flautista Bide, o percussionista Pernambuco do Pandeiro, o saxofonista Nilo Costa, o trombonista Tio João e o violonista Hamilton Costa, entre outros, se juntaram aqui à pianista França, à flautista
Odete Ernest Dias, ao percussionista Valci e ao cavaquinista Francisco Assis Carvalho.

Inicialmente, as reuniões aconteciam nas próprias casas dos chorões. Na década de 70, vieram as primeiras apresentações em espaços públicos, com grande sucesso. Um desses shows foi assistido pelo então governador Elmo Serejo Farias, que, empolgado com o que viu e ouviu, cedeu as instalações de um antigo vestiário do Centro de Convenções para as reuniões dos músicos. A partir daí, veio a decisão de fundar o Clube do Choro de Brasília, concretizada no dia 09 de setembro de 1977.

Depois de um início promissor, com a incorporação de jovens músicos da cidade e anos de intensa atividade, o Clube conheceu a decadência. A precariedade das instalações do antigo vestiário, os repetidos furtos dos equipamentos de som, o rompimento do sistema de esgotos e a falta de uma estrutura mínima para a apresentação dos músicos e o conforto da plateia acabaram por afastar o público e os próprios chorões. O local ficou abandonado, e o Clube do Choro de Brasília chegou a ser ameaçado de despejo. Por fim, tornou-se abrigo de mendigos e desocupados.

Nessas circunstâncias desoladoras, foi eleita, em 1993, a diretoria, presidida pelo jornalista Henrique Lima Santos Filho, o Reco do Bandolim, filho do grande Deputado, amigo, Henrique Lima Santos, que honrou o Estado da Bahia na Câmara dos Deputados. 

Depois de interromper o processo de despejo no GDF, essa diretoria conseguiu, em 1995, a regularização da sede junto à Terracap e partiu para a recuperação do espaço físico, através de um projeto do arquiteto Fernando Andrade, autorizado pelo próprio Oscar Niemeyer e executado pela Novacap. Artistas de renome nacional, como o violonista Raphael Rabello e o bandolinista Armando Macedo, fizeram shows na sala Villa Lobos sem cobrar cachê, com a renda revertida para as obras de recuperação do clube.

Com a conclusão da reforma, em 1997, a Diretoria do Clube do Choro de Brasília passou a dedicar-se ao trabalho de reaglutinação dos músicos e aficcionados do gênero. Ao mesmo tempo, apresentou ao Ministério da Cultura um projeto anual temático, homenageando o centenário de nascimento de Pixinguinha.

A proposta obteve o beneficio da Lei do Mecenato, permitindo a adesão de patrocinadores como o Banco do Brasil, a ECT e a Petrobras, que viabilizaram a contratação de músicos da cidade e de outros centros para apresentações semanais. Uma pequena estrutura de produção foi montada, tendo em vista a divulgação do projeto e a recuperação da credibilidade junto ao público, que estivera afastado por longo tempo. A sede passou a abrigar exposições permanentes sobre os músicos homenageados, além de discoteca e videoteca de música instrumental brasileira.

Desde então, o Clube do Choro de Brasília vem trilhando um caminho de sucesso. Com shows veiculados para todo o País através da TV Senado, da TV Câmara e da TVE, que alcançam um público potencial de 10 milhões de telespectadores, o Clube forma uma parceria estratégica com a Escola de Choro Raphael Rabello, hoje com cerca de 7OO alunos. "A Escola revela talentos", afirma Reco do Bandolim, "e o Clube é o lugar onde eles entram em contato com o público, tocando ao lado de grandes nomes e de chorões tradicionais. Cumprimos assim o papel de formar e ampliar plateias, criando um círculo virtuoso que vai garantir a renovação e a perenidade do Choro". 

Ontem, tivemos a oportunidade de fazer a entrega simbólica de muitos diplomas. E muitos dos alunos que entraram nesses primeiros cursos, hoje já são professores da Escola de Choro Raphael Rabello.

Dez anos depois, o Clube do Choro se orgulha de ser hoje uma instituição referência e de desenvolver o projeto de música instrumental brasileira mais duradouro e bem-sucedido do País. Este ano, vamos atingir a marca histórica de 1.600 shows, envolvendo cerca de 800 artistas de todo o País e assistidos por uma plateia estimada em 500 mil pessoas.

Brasília começava a sair do chão, e, nas primeiras visitas às obras da futura Capital, o Presidente Juscelino Kubitschek já trazia com ele o Choro. O violonista Dilermando Reis, autor da valsa "Abismo de Rosas", um clássico da MPB, acompanhava frequentemente a comitiva do chefe do Governo. Tinha a doce tarefa de animar as noites do Catetinho, a casa de madeira que JK e seus principais assessores ocuparam durante a construção da cidade. Debaixo do céu estrelado de 180 graus do Planalto Central, os acordes do violão seresteiro de Dilermando Reis compuseram a trilha sonora da cidade que nascia, amenizando a solidão daqueles bandeirantes do séc. XX.

Na década de 60, outro ilustre chorão tornou-se visitante habitual de Brasília. Com problemas de coração, Jacob do Bandolim passou várias temporadas na cidade, entre consultas a seu médico particular, também bandolinista, e saraus memoráveis na casa da pianista Neusa França. Para esses eventos eram convidados dublês de músicos e funcionários públicos transferidos do Rio de Janeiro, que assim podiam tirar seus instrumentos da caixa e matar a saudade das rodas de choro. Estava plantada, sob a inspiração do bandolim de Jacob, a semente do futuro Clube do Choro de Brasília.

A partir daí, o Clube passou a existir informalmente em saraus na casa da flautista Odete Ernest Dias, com a entusiasmada participação de instrumentistas, professores de música e aficionados do gênero. Mas só nasceu de fato em 1977, quando o então Governador do DF, Elmo Farias, cedeu aos chorões uma sede própria – na verdade, o vestiário do Centro de Convenções –, imediatamente aberta ao público.
Não posso fazer este registro sem fazer uma breve referência à história do Choro no nosso País.

A partir da segunda metade do séc. XIX, o caldo de cultura formado pela polca, o xote, o maxixe, o tango, o samba e o lundu entrou em ebulição. O povo, excluído dos salões da sociedade onde aconteciam os saraus, tertúlias e concertos, adotou os instrumentos de corda, violão, cavaquinho, bandolim; de sopro, flauta e clarinete; e de percussão, pandeiro e ganzá, mais fáceis de carregar para as festas e serenatas do que o aristocrático piano. E o resultado foi o nascimento do Choro, um gênero tão saboroso que até hoje é o prato de resistência da Música Popular Brasileira.

Raul Pederneiras, caricaturista, jornalista e autor de revistas teatrais, publicou, em 1922, no Rio de Janeiro, sob a indicação de "Verbetes para um dicionário de gíria", a seguinte definição para a palavra Choro: "Baile, musicata. Concerto de flauta, violão e cavaquinho. Música improvisada. Cair no Choro, dançar". 

A definição é interessante por mostrar que, no início, considerava-se o Choro uma forma de tocar, e não um gênero musical como é hoje. O que se chamava de Choro era realmente a música executada em bailes, tendo como formação do conjunto a flauta, responsável pela condução da melodia; o cavaquinho, centrador de ritmo; e o violão, harmonizador.

Os grupos tocavam gêneros europeus como o maxixe, a polca e a mazurca, além do lundu africano, dando um caráter de improviso a esses estilos. O mais conhecido dos primeiros líderes de conjuntos foi Joaquim Antônio da Silva Callado, flautista carioca, que escreveu aquele que é considerado o primeiro Choro, Flor Amorosa, que ele compôs como polca – está assim na partitura original –, mostrando a influência que o Choro sofreu das danças européias. 

Não se pode atribuir a criação do Choro a apenas um instrumentista, mas é notória a importância de Callado na época da formação dos primeiros grupos de Choro e da fixação do estilo. A partir de 1880, o número dos chamados conjuntos de Choro cresceu, e eles passaram também a acompanhar cantores em modinhas da época, tornando o gênero cada vez mais popular.

Nos cem anos seguintes, o estilo musical nascido e criado no Rio de Janeiro se espalhou por todo o País. A Brasília chegou antes mesmo da inauguração, em 1960, trazido pelos funcionários públicos transferidos para a nova Capital, como me referi, alguns dos quais trabalharam como instrumentistas da gloriosa Rádio Nacional. 

Muitos anos depois, a cidade é sede não só do Clube do Choro mais ativo e importante do País, como também da Escola de Choro Raphael Rabello, a primeira do gênero no Brasil, de onde anualmente saem formados jovens músicos dispostos a levar adiante a bandeira erguida por Pixinguinha, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Jacob do Bandolim e Waldir Azevedo.

Eu não posso aqui deixar de fazer uma referência ao Senador Cristovam Buarque, de quem tive a honra de ter sido o Secretário de Turismo do Distrito Federal, que foi quando começou a minha relação com o Clube do Choro do Distrito Federal. De lá para cá, sou um frequentador permanente, um apoiador permanente, orgulho-me muito de ter dado essa contribuição. Quero registrar, Senador Cristovam, que V. Exª foi lembrado com muito carinho, ontem, na inauguração da nova sede do Clube do Choro de Brasília, pelo jornalista Henrique Santos Lima Filho, o nosso querido Reco do Bandolim.

Mas me referia à noite memorável que tivemos ontem com a inauguração da nova sede, onde tivemos a apresentação do grupo Choro Livre; em seguida, tivemos a apresentação de Armandinho Macedo, que empolgou, como sempre, aqueles que ali estavam; e, ao final, a orquestra Mantiqueira, também com uma bela apresentação. Muito prestigiada, com a presença da Ministra da Cultura, do Secretário de Cultura do Distrito Federal, do Governador do Distrito Federal; vários Ministros, como o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Cezar Peluso, Ministro Ayres Britto; além dos frequentadores habituais do Choro.

Quero aqui pedir à Presidência desta sessão que possa constar nos Anais desta Casa o discurso proferido, em virtude da inauguração, pelo Presidente do Clube do Choro, Reco do Bandolim. E peço licença a ele para utilizar parte do seu pronunciamento, especialmente quando se refere que há momentos na vida em que a realidade fica maior do que o sonho. 

Essa foi a sensação que todos tivemos ontem, realmente a realidade em que o Clube do Choro se transformou, promovendo, divulgando a cultura de Brasília, disseminando essa ideia, essa imagem que todos nós que amamos esta cidade queremos disseminar de Brasília como um centro irradiador de cultura, Brasília como centro irradiador da melhor música popular brasileira.

Ouço, com muita alegria, o Senador Mozarildo Cavalcanti.

O Sr. Mozarildo Cavalcanti (PTB – RR) – Senador Rollemberg, quero cumprimentar V. Exª pelo pronunciamento. Embora não seja um brasiliense, estou aqui em Brasília desde 83, quando fui eleito Deputado Federal pela primeira vez. Aqui, por exemplo, eduquei os meus filhos, sendo que o mais velho se formou aqui, as outras duas filhas começaram aqui, fizeram o ensino médio, ingressaram nas faculdades e foram concluir na Universidade de Roraima. Portanto, tenho por Brasília uma admiração muito grande. E é importante que V. Exª enfoque um aspecto, que é o aspecto cultural nesta manhã, porque, quando se ouve a grande imprensa nacional falar de Brasília, é só para falar que, aqui, existe, vamos dizer assim, um grupo de políticos que fazem mal ao País, como se esses políticos que estão aqui, com exceção dos três Senadores e dos oito Deputados do Distrito Federal, não viessem de outros Estados.

Então, quero louvar, conheci a antiga sede do Clube do Choro, com a fala de V. Exª, vou procurar conhecer a nova, considero muito importante realmente que Brasília mostre este lado cultural que não se limita só ao Choro, mas, como disse V. Exª, é uma música que está no Brasil todo, talvez muito mais pelo fato de estar no Rio de Janeiro e ter tido grandes expoentes, mas também, por aqui, como é uma grande Capital cosmopolita, é a Capital do Brasil, muita gente tem a oportunidade de conhecer esse gênero musical tão importante. Portanto, parabéns a V. Exª, parabéns ao Clube do Choro de Brasília.

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF) – Muito obrigado, Senador Mozarildo Cavalcanti. Também ouço com muita alegria o Senador Cristovam Buarque.

O Sr. Cristovam Buarque (Bloco/PDT – DF) – Senador Rodrigo, fico feliz que o senhor tenha trazido o assunto do Choro e dado uma verdadeira aula sobre o assunto, sobre a história do Choro no Brasil. No caso nosso, de Brasília, o Choro é um patrimônio que foi se adquirindo graças ao trabalho sobretudo desta figura maravilhosa que é o nosso querido Reco do Bandolim. Ontem eu estava lá e ouvi quando ele fez citação ao meu nome, fiquei muito orgulhoso. 

Só que eu estava bem escondidinho atrás, eu não queria ficar no meio do palanque que se armou ao redor do Governador do Distrito Federal. Eu fiquei bem escondidinho lá atrás e fiquei bastante orgulhoso de ver ele se lembrar do que o senhor fez como meu Secretário, do que nós fizemos, dando o primeiro grande salto. Mas o que foi feito agora não é mais um simples salto, é um foguete sendo lançado no espaço, comparando com o salto que a gente deu. 

Apesar de que, sinceramente, senti uma nostalgia do antigo Clube do Choro, do seu espaço pequeno, da intimidade que, a meu ver, o Choro exige. Aquele espaço enorme, com orquestra grande, que é maravilhoso, ele nos afasta. O Choro é uma música íntima, como as orquestras de câmara exigem uma intimidade, não ficam bem nos imensos teatros. Mas, se a gente fizer íntimo, fechado, fica para poucos. 

Ou porque pagam muito ou porque são amigos de quem faz os convites. Então, tem de dar aquele salto. O salto foi bem feito, o prédio é bonito e fiquei fascinado com o que assisti, sobretudo como uma peça antológica, como se diz, que foi o Armandinho tocando Bolero de Ravel. Aquela improvisação dele me deixou pensando o que Ravel diria dessa performance do Armandinho aqui nessa música específica.

Foi um momento de muita emoção para mim, como quem ajudou, junto com o senhor, Senador Rodrigo, a dar o salto inicial no Clube do Choro, ver agora mais do que um clube, um espaço cultural do Choro no Distrito Federal. Muito obrigado pela sua referência a Brasília, pela sua referência ao meu nome e, sobretudo, pela sua aula de "musicologia” sobre o Chorinho na cultura brasileira. 

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF) – Muito obrigado, Senador Cristovam. É uma alegria muito grande poder incorporar a sua fala ao meu pronunciamento. Ouço com muita alegria o Senador Geovani Borges.

O Sr. Geovani Borges (Bloco/PMDB – AP) – Agradeço a V. Exª por trazer esse assunto tão maneiro, tão agradável, um tema delicioso, sobre essa organização, sobre essa luta pela preservação da cultura nacional do Choro. No Amapá, nós temos nosso Clube do Choro também e, por sinal, de altíssima qualidade, com artistas talentosos. Vou evitar citar nomes, aqui, para não cometer algum tipo de injustiça. Nesta sexta-feira, V. Exª nos brinda com esse pronunciamento, então quero parabenizá-lo e me juntar ao Senador Cristovam Buarque e ao Senador Mozarildo Cavalcanti na abordagem que fizeram a V. Exª, nessa tribuna. Por sinal, de muito bom gosto, ouviu Senador Cristovam? Então, ficam aqui os meus cumprimentos.

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF) – Muito obrigado, Senador. 

Só quero pedir licença para fazer uma referência ao Senador Cristovam Buarque. Realmente, uma tradição do Clube do Choro é que quem vai ao Clube do Choro vai para escutar música. Ali, é uma questão sagrada: quando os músicos começam a tocar, todo mundo tem de se calar, porque apenas estão ali para ouvir música.

Ontem foi um dia especial, porque, inclusive, estava com lotação superior à da sala, porque todos queriam conhecer o novo espaço e, portanto, tinha muita gente em pé, o que talvez tenha dado essa dimensão de ser um espaço grande, onde se perdia um pouco dessa intimidade, mas eu tenho certeza de que nas suas atividades regulares, com todo mundo sentado, calado, ouvindo o Choro, nós vamos também ter essa intimidade fundamental para o Choro.

Apenas para concluir, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, eu quero registrar que o Clube do Choro é reconhecido nacional e internacionalmente; é convidado, permanentemente, a se apresentar e a fazer parcerias com outros países. Fechou uma grande parceria, agora, com a Universidade de Brasília para fazer um centro de documentação do Choro no espaço antigo, que foi desocupado com a inauguração do espaço novo, tendo recebido, inclusive, a honraria do mérito cultural dada pelo Presidente da República, Presidente Lula.

Eu não poderia, também, deixar de fazer uma homenagem aos pais do Reco, Henrique Lima Santos e D. Lucinha, e a todos os seus irmãos, colegas, inclusive, do Senado, como o Ivan, que também, ao longo de todos esses anos, se juntaram nesse esforço de erguer e reeguer o Clube do Choro de Brasília.

Quero, aqui, tomar emprestadas as palavras do Reco do Bandolim, para fazer a conclusão do meu discurso, quando ele disse, ontem, em seu pronunciamento que: 

"O fundador Juscelino Kubitschek nos legou a capacidade de sonhar alto e fazer mais alto ainda. A Capital da Esperança tem um compromisso com o espírito modernizador que norteou sua concepção. A vocação desta cidade é irradiar para o Brasil e o mundo o ímpeto da vanguarda de nosso tempo. No universo múltiplo e transformador da cultura, acreditamos que Brasília pode ser mais. E o Brasil não merece menos.”

Este o registro que gostaria de fazer, solicitando a V. Exª Senador Mozarildo, que conste nos Anais desta Casa, como parte do meu discurso, o pronunciamento proferido pelo Reco do Bandolim, na inauguração do Clube do Choro, ontem, em Brasília.

Muito obrigado.
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