*/ Senador de Bras?lia:Solidariedade a Lula e sanção da lei que cria o Pronatec
 
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Atualizado em :31/10/2011
Solidariedade a Lula e sanção da lei que cria o Pronatec
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, em primeiro lugar, eu quero me associar às palavras do Senador Lindbergh e às palavras de diversos Senadores e Senadoras da base do Governo e da oposição, que, hoje, assumiram esta tribuna para se solidarizar com o Presidente Lula e manifestar muita esperança, muita fé, muita convicção na sua recuperação.

Eu também, Senador Lindbergh, fui pego de surpresa. Passei o final de semana em Maceió, depois de participar de um congresso em defesa do consumidor, do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, e fui surpreendido pela notícia, que também me deixou muito triste, assim como, eu diria, toda a população brasileira, mas quero manifestar a minha convicção de que o Presidente Lula, que já venceu tantos desafios, que ultrapassou tantos obstáculos, que viveu uma vida tão difícil, de pessoa que nasceu no Nordeste, que foi retirante como milhões de brasileiros, naquela ocasião, quando o Nordeste não oferecia condições de vida para sua população.

Foi para São Paulo e lá conseguiu estudar, sempre muito apoiado por sua mãe, que teve presença muito marcante na sua educação; teve a sua formação técnica, transformou-se num grande líder operário, num grande líder sindical e num presidente da República extraordinário, que conseguiu aliar algumas questões, Senador Paulo Paim, que pareciam impossíveis até então: aliar a retomada do crescimento econômico com a redução das desigualdades sociais, com a distribuição de renda, com a ampliação do emprego formal – mais de dez milhões de vagas de emprego formal criados nos seus dois governos –, ampliação do acesso à universidade, ampliação do acesso ao ensino técnico e tecnológico, redução do desmatamento.

Há pouco comentava desta tribuna uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, mostrando que, dos Brics, o Brasil foi o único país que conseguiu aliar crescimento econômico com distribuição de renda. Outra pesquisa da Fundação Getúlio Vargas mostra que, entre os mais pobres, o aumento de renda nos últimos anos foi de 68%, o que revela um feito extraordinário do Presidente Lula. Nunca tivemos um presidente tão ligado com o povo, tão ligado nas questões do povo, que conhecia tão bem o imaginário do povo, que se comunica tão bem com o povo.

E quero aqui manifestar minha profunda convicção de que, da mesma forma que o Presidente Lula venceu outros desafios, Senador Blairo Maggi, talvez até mais difíceis do que esse, em função da época histórica, do momento histórico e das dificuldades que as pessoas sem posse viviam neste País, o Presidente Lula vai ultrapassar mais esse obstáculo e vai continuar dando sua contribuição tão importante, seja qual for, a de conselho, a de orientação, a de gestão, que marca sua presença na vida política brasileira.

Portanto, querido Presidente Lula, receba aqui o nosso abraço fraterno, a nossa energia, para que o ajude... É a energia de milhões de brasileiros, a energia do povo brasileiro que está, neste momento, completamente unido em torno da sua recuperação.

Eu tenho convicção, com as bênçãos de Deus, que o senhor rapidamente estará nas suas atividades políticas novamente, dando a sua contribuição tão importante para a melhoria da qualidade de vida do nosso povo.

Quero aproveitar, também, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, para fazer um breve registro sobre uma grande conquista que teve o Brasil na última semana com a sanção pela Presidenta Dilma da lei que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico – Pronatec. Aliás, dando continuidade a um esforço extraordinário do Presidente Lula na ampliação da rede de escolas técnicas federais no nosso País.

O Pronatec prevê que alunos das redes públicas façam um curso técnico no contraturno escolar. A medida também vai atender trabalhadores que terminaram o ensino médio, mas desejam fazer curso técnico em uma instituição privada, nos mesmos moldes que ocorre hoje com as faculdades e universidades, com o Fies – Fundo de Financiamento Estudantil.

Essa é uma medida sem precedentes no País, que deve gerar cerca de oito milhões de vagas na educação profissional até 2014, com a construção de 201 escolas de educação profissional e tecnológica. O crescimento econômico e o aumento da oferta de empregos geram uma demanda por profissionais qualificados a que o País hoje não consegue responder. Por isso, a educação profissionalizante é cada vez mais fundamental para o desenvolvimento brasileiro, que há anos sofre um verdadeiro apagão de mão-de-obra.

Tradicionalmente secundarizado pelo poder público – basta registrar que até a chegada do Presidente Lula ao poder o País tinha paralisado a construção de escolas técnicas e tecnológicas, que foram retomadas por ele –, o ensino técnico aos poucos consegue romper com os estigmas de uma tradição bacharelesca historicamente constituída no País. Muitas vezes, um tecnólogo era considerado um profissional de segunda categoria, mas não o é. Ele pode possuir até mais conhecimento sobre determinadas áreas do que um bacharel.

Também é preciso entender o ensino profissionalizante em sua abrangência, não apenas como formação de mão-de-obra, mas também sob a ótica social, do direito à educação e ao trabalho. O ensino profissional é, sem dúvida, uma alternativa promissora para alunos que não têm condição de entrar em uma faculdade e que eventualmente abandonam o ensino médio por falta de uma oportunidade.

O ex-Presidente Lula costumava dizer que "os prefeitos não vêm mais a Brasília pedir universidade para os seus Municípios, mas sim uma escola técnica". Ele, que teve sua formação como torneiro mecânico no Senai, é sem dúvida o maior exemplo da importância dessa expansão da rede de ensino profissionalizante e tecnológico que o Pronatec vai proporcionar.

Para citar um exemplo concreto do impacto que pode ter o Pronatec, inclusive internacionalmente, na atração de divisas para o País, não precisamos ir longe: basta ver o noticiário das últimas semanas, que deram destaque ao anúncio feito pela líder mundial de componentes eletrônicos, a Foxconn Technology Group, de investimentos de R$12 bilhões no Brasil. A empresa taiuanesa vai instalar uma fábrica de telas sensíveis ao toque no Brasil para a produção de equipamentos para tablets, computadores, televisores e smartphones. Em recente visita ao DF, o Presidente da Foxconn, Terry Gou, deixou claro que, para a instalação da fábrica, precisa de condições básicas de infraestrutura e de mão de obra capacitada.

O Pronatec também se torna imprescindível no contexto de preparação para os jogos da Copa e das Olimpíadas, que exigirão profissionais e técnicos capazes de atender à enorme demanda de serviços que esses eventos irão gerar.

Por todas essas razões, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, não é exagero dizer que o Pronatec talvez seja a política mais estratégica do Governo Federal para o desenvolvimento do País, além de fortalecer a nossa democracia, na medida em que abre oportunidades a milhões de jovens e adultos da classe trabalhadora e busca garantir o direito inalienável à educação e ao trabalho.

O Pronatec, Senador Paulo Davim, vem qualificar não apenas o mercado de trabalho e os serviços no País, mas também o setor educacional e, principalmente, a vida dos brasileiros. Desde o governo Lula, o MEC tem investido em peso no setor, e, agora, a Presidenta Dilma Rousseff consolida essa ação com o Pronatec, uma resposta efetiva e ousada do Governo Federal, com investimentos expressivos em mão de obra qualificada, em todos os níveis, no Brasil. Podemos ter o orgulho de dizer hoje que a expansão da rede federal de ensino profissional tornou-se, de fato, parte do projeto de desenvolvimento sustentável do Brasil.

Aqui, no Distrito Federal, há um processo de implantação dessas redes de centros tecnológicos. Ele, que teve sua formação como torneiro mecânico no SENAI, é sem dúvida o maior exemplo da importância da expansão da rede de ensino profissionalizante e tecnológico que o Pronatec vai proporcionar.

Para citar um exemplo concreto do impacto que pode ter o Pronatec, inclusive internacionalmente, na atração de divisas para o País, não precisamos ir longe. Basta ver o noticiário das últimas semanas, que deram destaque ao anúncio feito pela líder mundial de componentes eletrônicos, a Foxconn Technology Group, de investimentos de R$ 12 bilhões no Brasil. A empresa taiuanesa vai instalar uma fábrica de telas sensíveis ao toque no Brasil para a produção de equipamentos para tablets, computadores, televisores e smartphones. Em recente visita ao DF, o presidente da Foxconn, Terry Gou, deixou claro que, para a instalação da fábrica, precisa de condições básicas de infraestrutura e de mão de obra capacitada.

Por todas essas razões, não é exagero dizer que o Pronatec seja talvez a política mais estratégica do governo federal para o desenvolvimento do país, além de fortalecer a nossa democracia, na medida em que abre oportunidades a milhões de jovens e adultos da classe trabalhadora e busca garantir o direito inalienável à educação e ao trabalho.

O Pronatec vem qualificar não apenas o mercado de trabalho e os serviços no país, mas o setor educacional e, principalmente, a vida dos brasileiros. Desde o governo Lula, o MEC tem investido em peso no setor e, agora, a presidenta Dilma Roussef consolida essa ação com o Pronatec, uma resposta efetiva e ousada do Governo Federal, com investimentos expressivos em mão-de-obra qualificada em todos os níveis no Brasil. Podemos ter o orgulho de dizer hoje que, a expansão da rede federal de ensino profissional tornou-se, de fato, parte do projeto de desenvolvimento sustentável do Brasil.

Não poderia deixar de fazer esses dois registros no dia de hoje, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores.

Muito obrigado.
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