*/ Senador de Bras?lia:Comentários a respeito da Semana Nacional de C&T e Ano Internacional d
 
http://twitter.com/rollembergpsb http://www.facebook.com/pages/Rodrigo-Rollemberg/211341845581927 http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=3314995351568856873 http://www.youtube.com/rollembergpsb http://www.flickr.com/photos/rodrigorollemberg
 
Discursos
         
Tamanho do texto
Atualizado em :25/10/2011
Comentários a respeito da Semana Nacional de C&T e Ano Internacional da Química
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Prezada Senadora Presidenta Marta Suplicy; prezado amigo Senador Inácio Arruda, que cumprimento pela brilhante iniciativa e a quem agradeço ter me permitido ser o primeiro orador, já que vou presidir, em seguida, uma audiência pública da Comissão de Meio Ambiente; prezado Presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Sr. Fernando Figueiredo; prezado Dr. Osvaldo Bezerra Carioca, autor do livro Química Verde no Brasil, do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE); prezados convidados, que nos honram com sua presença aqui; Dr. Jorge Guimarães, Presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em nome de quem cumprimento todos os cientistas; minhas senhoras e meus senhores, nos primeiros meses de 2004, Senador Inácio Arruda – havia poucos meses que eu tinha assumido a Secretaria de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Social, do Ministério da Ciência e Tecnologia –, fui procurado pelo Diretor do Departamento de Difusão e Popularização de Ciência e Tecnologia, um grande físico, Professor Ildeu de Castro Moreira, um dos maiores brasileiros com quem tive a honra de conviver e de trabalhar, uma grande liderança nacional na área de difusão e popularização da ciência, que propôs que o Ministério realizasse a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

Naquele momento, o Ministro da Ciência e Tecnologia era o hoje Governador Eduardo Campos. Imediatamente, eu me entusiasmei com a proposta e dei todo o apoio de que a Diretoria, vinculada à Secretaria, precisava para executá-la. E o Professor Ildeu mostrou toda a sua liderança e capacidade de articulação com as Secretarias Estaduais de Ciência e Tecnologia, com as fundações de apoio à pesquisa, com os institutos de pesquisa tecnológica, fazendo uma grande mobilização e realizando, já no primeiro ano, milhares de eventos em centenas de cidades brasileiras, com a participação de centenas de universidades e de institutos de pesquisas. De lá para cá, os dados são realmente magníficos, e vou ter oportunidade de, aqui, fazer um breve relato.

Hoje, temos a oportunidade de, juntamente com a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, comemorar o Ano Internacional da Química, definido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Essa é uma atividade estratégica para qualquer país do mundo, especialmente para um país como o Brasil, em função de toda a sua diversidade, de toda a sua biodiversidade e do papel cada vez mais importante que desempenha no cenário internacional.

A química é fundamental para praticamente todos os processos da nossa vida, notadamente na produção de alimentos, de medicamentos e de biocombustíveis. Portanto, é um setor estratégico do desenvolvimento nacional. No mundo de hoje, ciência e tecnologia desempenham, cada vez mais, um papel fundamental nas diversas transformações da sociedade contemporânea, constituindo-se uns dos principais fatores de desenvolvimento, seja como bem social ou como valor agregado, com peso determinante no funcionamento do mercado de bens e de serviços, tornando-se peças chaves para a competitividade estratégica e para o desenvolvimento social e econômico do País.

No entanto, só se legitimam como agenda pública quando passam a dialogar diretamente com a vida das pessoas. Por isso, celebrações como a de hoje, da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e do Ano Internacional da Química, devem ser principalmente uma celebração social, um marco simbólico de uma radical aproximação entre ciência e sociedade.

Hoje, há uma expressiva demanda pública por ciência, tecnologia e inovação. Segundo pesquisa realizada em 2010, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e pela Fiocruz, quase dois terços dos brasileiros, 65% dos brasileiros, afirmaram ter interesse ou muito interesse pela pauta. Por outro lado, mais de 80% dos entrevistados não conhecem nenhuma instituição que faça pesquisa científica no Brasil, e quase 90% afirmam não conhecer nenhum cientista brasileiro importante. Esses números refletem um quadro de expressivo interesse, mas também de profundo desconhecimento, e não dizem respeito apenas à ausência histórica de uma política pública para o setor, quadro que evoluiu intensamente desde o governo Lula, mas também a um processo excludente, em que a busca e as implicações dos avanços técnico-científicos estão historicamente ligados a uma elite do conhecimento, onde os excluídos não são a maioria da população.

O desenvolvimento sustentável requer, cada vez mais, a presença da ciência, da tecnologia e da inovação na produção de alimentos, na melhoria das condições de saúde, na exploração e preservação de recursos naturais, na agregação de valor à produção industrial, na redução da desigualdade social e dos desequilíbrios regionais e no desenvolvimento de tecnologias sociais como um bem a serviço cotidiano dos brasileiros.

Por isso, torna-se imprescindível aliar a ciência ao dia a dia da população. É preciso romper as paredes dos laboratórios, para se ampliarem as fronteiras do conhecimento, para promover farta rede de formação e de informação, em que a tecnologia de ponta possa se traduzir efetivamente em tecnologia na ponta, seja como conhecimento, seja como qualidade de vida, seja como educação.

Nesse sentido, eu gostaria de parabenizar o Governo Federal pelo lançamento do edital para financiar projetos de feiras de ciências nas escolas públicas. O programa será coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e demonstra profunda sensibilidade da Presidenta Dilma Rousseff e do Ministro Aloizio Mercadante, além de uma visão estratégica sobre o potencial desse setor para a qualificação do sistema de ensino e para o desenvolvimento do País. A boa novidade é que cerca de 350 instituições e escolas já procuraram o Ministério com projetos de feiras de ciências, em busca de financiamento.

Desde o governo do Presidente Lula, o Estado brasileiro tem desenvolvido editais públicos federais para a popularização da ciência e, apenas neste ano, já investiu cerca de R$10,5 milhões em apoio a projetos e eventos de divulgação em educação científica. Entendemos que isso ainda é insuficiente. Devido à importância estratégica do tema, precisamos de ainda mais.

O exemplo mais recente foi a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, realizada ao longo de toda a semana passada, que fechou com grande sucesso, atingindo mais de 570 Municípios, com quase 15 mil atividades cadastradas, envolvendo 805 instituições. Esse êxito se deve ao esforço, à dedicação e ao entusiasmo de milhares de pessoas no Brasil que estão motivadas e que estão interessadas na divulgação científica e tecnológica.

A Semana contou com o apoio e o trabalho intenso de muitas Secretarias de Ciência e Tecnologia e de Educação do País, das fundações de apoio a pesquisas, além de universidades, de institutos de pesquisa, da Embrapa, da Fiocruz, de órgãos governamentais, de ONGs, da SBPC, da Academia Brasileira de Ciências, de entidades científicas gerais e de escolas. É o resultado concreto da imensa mobilização e compromisso do País com a ciência e com a tecnologia, o que reflete o fortalecimento de uma agenda nacional para o setor.

Vejo que o Brasil começa a avançar nessa construção. O PAC da Ciência é o maior exemplo desse avanço. A política de inovação do Governo tem se consolidado como parte de uma robusta política econômica e industrial que tem na área química uma das áreas estratégicas, buscando mudar a estrutura industrial do Brasil e os mecanismos de apoio e fomento à inovação, especialmente nas empresas nacionais. Esse empenho nos fortalece, para darmos um verdadeiro salto de qualidade em nosso projeto de desenvolvimento, o que consolida a projeção do Brasil como a quinta maior economia do mundo num futuro próximo.

A ciência, a tecnologia e a inovação estão na saúde, na educação, na Justiça, nas comunicações, na indústria e no comércio, na segurança pública, em todos os setores estratégicos da sociedade, com impactos diretos na geração de renda e de emprego, na manutenção da soberania nacional, no aprimoramento de serviços sociais e de serviços públicos e na competitividade do Brasil no campo internacional.

Que essas celebrações de hoje sejam, acima de tudo, uma renovação do nosso compromisso frente a esse futuro promissor que o Brasil terá se, de fato, executar uma política pública de ciência e de tecnologia eficaz para a agenda macroeconômica nacional, que também seja plena em seu compromisso social, numa construção aliada à sociedade e ao espírito democrático, com resultados efetivos para a melhoria da qualidade de vida da população!

Quero, mais uma vez, cumprimentar todos pela Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e pelo Ano Internacional da Química.
Muito obrigado. (Palmas.)
Fonte:
 
 
fazer comentario comentários
imprimir

 

Mais Discurso
A FACA DO FAC - [29/04/2014]
Dia do Artesão - [19/03/2014]

 
   Últimas Notícias
Pesquisas
Rollemberg comenta pesquisa que aponta insatisfação dos brasileiros com questões básicas
Distrito Federal
Ministério Público e pesquisadores defendem manutenção da área da Embrapa Cerrados
Cidadania
Senado debate ameaça de retirada da Embrapa Cerrados
Política
PSB e Rede apresentam diretrizes de programa de governo para o DF
Ciência e Tecnologia
Embrapa inaugura Banco Genético e comemora os 41 anos da empresa
Política
Elogios a decisão do STF sobre CPI exclusiva para Petrobras
Distrito Federal
Rollemberg lembra aniversário de Brasília e prega o fim da desigualdade no DF
Política
Oposição indica servidor do Senado para vaga de ministro do TCU
Cidadania
Rollemberg: Datafolha revela declínio econômico resultante dos erros de Dilma
Educação
CPI com investigação ampla enfraquece o Legislativo, afirma Rollemberg
Meio Ambiente
Números de relatório sobre mudança climática do IPCC são alarmantes, alerta Rollemberg
PSB
Rollemberg explica posição do PSB em relação à CPI da Petrobras
Distrito Federal
Senador alerta para risco de criação de novas cidades no DF
Cidadania
Rollemberg defende regulamentação profissional de artesãos
Copa do Mundo
Rollemberg denuncia superfaturamento em obras do estádio de Brasília

Vídeo

 

footer_down_01