*/ Senador de Bras?lia:Parceria China & Brasil
 
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Atualizado em :04/08/2011
Parceria China & Brasil
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Parlamentares, subo a esta tribuna para, rapidamente, fazer um registro da viagem que tive oportunidade de fazer à China, a convite do Partido Comunista da China, durante as duas semanas do recesso parlamentar.

Fomos numa delegação de quatro Partidos – PSB, PDT, PCdoB e PT–, uma delegação composta por Parlamentares, por dirigentes e por dirigentes partidários. Isso demonstra o interesse do Partido Comunista da China de ampliar os laços de cooperação com os partidos brasileiros e com o nosso País.

Fomos recebidos, nos diversos dias em que ficamos lá, por diversas autoridades da China. Quero destacar o Sr. Wang Lequan, que é do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China e Subsecretário do Comitê de Assuntos Políticos e Jurídicos do Comitê Central do PCCh. Fomos também recebidos pelo Chen Fengxiang, Vice-Ministro do Departamento Internacional do Comitê Central do Partido Comunista, pelo Sr. Xu Zheng Zhong, da Academia Nacional de Administração da China e também por diversos outros dirigentes partidários e dirigentes políticos das diversas províncias que tivemos a oportunidade de visitar. Visitamos Beijing, Lijiang, Kunmimg e Xangai.

Quero registrar que há uma expectativa grande na relação comercial da China com o Brasil, especialmente em função da preocupação daquele país com a questão da segurança alimentar e com a questão da segurança energética.

Quero ressaltar, Senador Pedro Taques, que a China já é o maior parceiro comercial do Brasil, o que demonstra, no meu entendimento, Senador Aníbal, uma decisão correta da política externa do governo do Presidente Lula, porque, como o mercado consumidor chinês vem aumentando muito nos últimos anos, isso tem contribuído para ampliar muito a exportação de commodities brasileiras e ajudou muito o Brasil na superação da crise mundial.

Só para dar um exemplo, as exportações brasileiras, o comércio internacional brasileiro cresceu com todos os países, de 2000 a 2010, em torno de 245%. Nesse mesmo período, com a China cresceu 2,343%. Nós tínhamos, em 2000, um intercâmbio com a China, que representava 2,08 do comércio externo brasileiro e, em 2010, isso representa 14,7%. O Brasil tem um superávit positivo nessa relação bilateral com a China – em torno de cinco bilhões –, porque exportamos, no último ano, 30 bilhões 786 milhões e importamos 25 bilhões 593 milhões, embora, na composição desses números,

O que se revela é que vendemos commodities, especialmente ferro, soja e petróleo, são esses os três principais itens de exportação do Brasil para China, e compramos partes de aparelhos receptores e transmissores, dispositivos de cristais líquidos, parte para aparelhos de telefonia e telas para microcomputadores, o que demonstra que, na pauta de importações brasileiras, temos produtos com altíssimo valor agregado e, na pauta de exportações, o Brasil vende produtos com pouco valor agregado. Isso demonstra a necessidade de o Brasil investir em uma política industrial, tecnológica e que garanta um volume maior, na sua exportação, de produtos manufaturados.

Mas algumas coisas me chamaram atenção na China. Primeiro, a infraestrutura, que é realmente impressionante. Ainda hoje alguém conversava comigo e dizia que grande parte das gruas do mundo - parece que metade delas – estão na cidade de Xangai. Realmente é impressionante o volume de obras que a gente vê na China. O número de portos e de aeroportos, a qualidade e o tamanho deles revelam, efetivamente, uma infraestrutura extraordinária.

Outra questão que chama atenção, salta os olhos, é o desenvolvimento planejado, o planejamento das atividades de curto, médio e longo prazos. A China sabe exatamente o que está fazendo e aonde quer chegar. Impressionaram-me, também, os investimentos em alta tecnologia, que têm contribuído para que a China se transforme, efetivamente, na segunda economia do mundo e com uma perspectiva muito grande de, nos próximos anos, superar a economia norte-americana e se transformar na maior economia do mundo.

Também ficou bastante patente a preocupação com a corrupção. Não foi à toa que, na semana em que chegamos à China, dois prefeitos tinham sido condenados à morte, acusados de corrupção. Essa é uma preocupação presente. Percebemos que esse é um fenômeno presente no mundo de uma forma geral. Em função de o Partido Comunista da China já estar no poder há 62 anos, ou seja, desde 1949, quando foi construída a República Popular da China, efetivamente há um preocupação muito grande com a corrupção. Essa é uma característica que tende a aumentar com o continuidade, com o tamanho dos governos. 

Há também algumas decisões de caráter estratégico tomadas; uma que me chamou a atenção, a decisão de urbanizar o país. 60% da população da China ainda se encontram no campo e os índices de maior pobreza da China também se encontram no campo. Daí a decisão do país de fazer um grande processo de urbanização, embora esse processo de urbanização se dê completamente diferente do Brasil porque se dá de forma planejada.

Outra preocupação bastante presente é da necessidade de aumento da renda per capita, embora a China já seja a segunda economia mundial, em função do número enorme de chineses, um bilhão e trezentos milhões, a renda per capita gira em torno de quatro mil dólares por ano, enquanto a renda brasileira, por exemplo, está em torno de dez mil dólares por ano. Portanto, há essa preocupação de aumento da renda per capita da população.

Estão fazendo grandes investimentos em tecnologia para energias renováveis, me chamou muito a atenção na cidade de Coming um grande número de motos elétricas circulando nas cidades, certamente essas motos já, já estarão sendo exportadas para o mundo, mas estão fazendo muitos investimentos em energia solar, energia eólica e em outros tipos de energia renovável. Há uma decisão também muito clara, de promover o desenvolvimento de regiões deprimidas dentro dessa perspectiva de planejamento de longo prazo, de focar grande parte dos investimentos em regiões depreciadas economicamente.

De qualquer forma existem enormes desafios para a China como existe para o Brasil e para outros países do mundo. Mas no caso especificamente deles, uma preocupação enorme com a segurança alimentar já que tem que alimentar um bilhão e trezentos milhões de chineses, qualquer pequeno desafio na China se torna um grande desafio em função do tamanho da população e a questão também da segurança energética, já que a China também tem uma economia ainda muito dependente do carvão e do petróleo, e eles não tem produtos suficiente para suprir a necessidade energética do país. Além, que tem 55 etnias no país, Sr. Presidente, o que torna mais complexo o processo de administração num país como esse, e tem regiões como a região do Tibete que existem disputas políticas em relação à soberania daquela área.

Agora o que é efetivamente importante...

Agora, o que é evidentemente importante ressaltar é que há um grande espaço de cooperação política, comercial, cultural entre esses dois países que podem melhorar muito e de forma significativa a qualidade de vida da população da China e do Brasil. Mas o nosso grande desafio é investir em tecnologia, em conhecimento para agregar valor à nossa produção, a nossa pauta de exportações, modificando esse perfil de apenas vender commodities e apenas comprar produtos com alto valor agregado.

Eu gostaria de deixar esse registro, Sr. Presidente. 

Agradeço a V. Exª.
 
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