*/ Senador de Bras?lia:Rollemberg fala sobre o descaso com a saúde pública no DF
 
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Atualizado em :10/08/2009
Rollemberg fala sobre o descaso com a saúde pública no DF
 

O SR. PRESIDENTE (Darcísio Perondi) - Antes de conceder a palavra ao Deputado Rodrigo Rollemberg, do PSB do Distrito Federal, quero registrar a alegria dos gaúchos pioneiros do PADF, com os quais estive na sexta-feira ànoite. O Deputado Rodrigo Rollemberg foi o agente da regulamentação dessas terras que há 5 anos estavam no limbo. A matéria foi tratada na Medida Provisória nº 450. Eu vi a alegria daqueles gaúchos pioneiros com o trabalho de V.Exa., Deputado.

Parabéns, Deputado Rodrigo Rollemberg, e lhe concedo a palavra por 5 minutos.

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, muito obrigado.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, vou iniciar meu pronunciamento por onde o Deputado Paulo Henrique Lustosa encerrou, ou seja, falando de gestão pública. Registro a realização do seminário de lançamento do curso de pós-graduação em Gerente de Cidade, da Fundação Armando Álvares Penteado, evento que ocorreu semana passada no Centro de Convenções de Brasília. O curso ofertado pela FAAP desde 1996 já formou cerca de 3 mil gerentes de cidades. 

Sr. Presidente, solicito a V.Exa. seja dado como lido meu pronunciamento e que V.Exa. determine a sua ampla divulgação nos veículos de comunicação da Casa.

Continuo a falar de gestão pública, comentando matéria veiculada pela TV Globo e repercutida em blogs locais, como o da jornalista Paola Lima, que se refere, Sr. Presidente — V.Exa. está vinculado à área da Saúde — aos recursos transferidos pelo Governo Federal para o Governo do Distrito Federal. Em vez de serem aplicados em benefício da população do DF em hospitais, remédios ou vacinas, esses recursos — pasmem V.Exas. — estão sendo aplicados em CDBs no Banco de Brasília. Em vez de serem aplicados na saúde, esses recursos estão sendo aplicados no mercado financeiro. Quem no Distrito Federal precisa de um hospital público sabe o estado de degradação em que se encontra a rede pública de saúde.

Em qualquer conversa com diretor de regional, de hospital, médico ou paciente, observam-se os mesmos testemunhos: falta tudo. Faltam macas, remédios, vacinas. O atendimento é extremamente deficiente. O Governo do Distrito Federal, que recebeu 378 milhões de reais para investimentos em programas de saúde do Governo do Presidente Lula, mantém 238 milhões de reais desse montante aplicados em CDBs no BRB.

O Secretário de Saúde alega que é muito difícil, os processos licitatórios são demorados e enrolados. Isso não se justifica, Sr. Presidente. Entendemos que a Secretaria de Saúde tem de ter competência suficiente para promover todos os processos licitatórios, porque esses recursos aplicados em bancos podem estar ceifando vidas de moradores do Distrito Federal e de outras regiões do Brasil que procuram a rede pública de saúde.

O Governador do Distrito Federal, ao ser perguntado sobre esse assunto, disse que está pensando em utilizar esses recursos para construir a sede do SAMU. Ora, será que SAMU precisa de sede? Será que isso é prioridade, se o SAMU é exatamente um serviço de atendimento móvel de urgência? 

Precisamos de remédios, vacinas, macas, equipamentos nos hospitais da cidade. Não podemos, em pleno século XXI, admitir que recursos da saúde estejam sendo aplicados no mercado financeiro. Convido qualquer Parlamentar a visitar qualquer hospital da rede pública do Distrito Federal para ver as condições de saúde. 

Para conhecimento da população do Distrito Federal, das Sras e dos Srs. Parlamentares, repito: não faltam recursos para a saúde do Distrito Federal, além dos provenientes do Fundo Constitucional do Distrito Federal, 378 milhões de reais foram transferidos para o Governo do Distrito Federal, e desses, 238 milhões de reais estão aplicados em CDBs no BRB, na ciranda financeira.

Enquanto isso, a população do Distrito Federal e do Entorno é mal atendida, corre risco de morte. Muitos perdem a vida porque não conseguem atendimento adequado, seja pela qualidade ou pelo tempo do atendimento, por falta de equipamento ou por falta de remédios na rede pública do Distrito Federal. 

É necessário que o Secretário de Saúde e que o Governador do Distrito Federal venham a público se manifestar para tentarem dar uma explicação sobre essa questão que me parece absolutamente inexplicável. Como é possível que, com uma carência tão grande de recursos na área da Saúde, com tanta necessidade da população do DF por atendimento digno de saúde, 238 milhões de recursos, repassados ainda no ano passado, estejam sendo aplicados na ciranda financeira, como mostrou a auditoria realizada pelo SUS? 

Quero dizer, para concluir, que, com o apoio desta bancada e do Presidente Lula, o Governo do Distrito Federal tem realizado obras importantes para a população do DF. Mas governar não é só fazer obras. Governar ésobretudo cuidar das pessoas, investir no social, promover serviços essenciais nas áreas de Educação, Saúde e Segurança, para que deem dignidade à condição humana. 

É isto que estamos cobrando desta tribuna: dignidade à condição humana, que não admite que recursos da saúde estejam sendo aplicados na ciranda financeira.

Muito obrigado.

O SR. PRESIDENTE (Darcísio Perondi) - São quase inacreditáveis os números que o Deputado Rodrigo Rollemberg citou em relação aos recursos do SUS que o Ministério da Saúde repassou ao Distrito Federal. Os valores são impressionantes: 238 milhões guardados e aplicados. E é conhecida de todos, especialmente da população de Brasília, a precariedade do serviço ambulatorial de Brasília, como também hospitalar. 

Eu não acredito que o Governador Arruda sabia disso. Agora já sabe. Então, S.Exa. tem prazo curto. Ali estão recursos para investimento, e, com certeza, a maioria é para custeio. Governador Arruda, aja.

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