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Atualizado em :07/04/2014
Pesquisa Datafolha aponta que a inflação vai aumentar para 65% da população
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, uso a tribuna na tarde desta segunda-feira para comentar, rapidamente, o resultado da pesquisa do Datafolha publicada ontem no jornal Folha de S.Paulo. Quero comentar, sobretudo, dois aspectos daquela pesquisa.

Mas, antes disso, quero registrar que o Banco Central divulgou hoje mais um Boletim Focus, que traz as expectativas de cem instituições financeiras para a economia. O mercado está prevendo mais inflação e menos crescimento para 2014. A previsão para o IPCA, principal índice que mede a inflação, aumentou de 6,3% para 6,35%. Foi a quinta alta consecutiva do indicador. Para o crescimento do Produto Interno Bruto, a previsão dos economistas recuou de 1,69% para 1,63%.
 
Ou seja, Sr. Presidente, o pessimismo do mercado reflete também o pessimismo da população brasileira. O resultado da pesquisa do Instituto Datafolha divulgada no último fim de semana demonstra que os brasileiros temem a volta da inflação descontrolada. Para 65% dos entrevistados, a inflação vai aumentar nos próximos meses. O sentimento de que as coisas não vão bem na economia atinge, inclusive, áreas que são apontadas como pontos fortes do Governo.
 
Para 45% dos entrevistados pelo Datafolha, o desemprego vai aumentar. Na última pesquisa, realizada em fevereiro, o percentual de pessoas que temiam o desemprego era de 39%. Ou seja, em apenas dois meses, o índice aumentou seis pontos percentuais, o que indica uma preocupação com o fraco desempenho da economia.
 
A maioria dos brasileiros também acha que o poder de compra dos salários vai diminuir, aponta a pesquisa. As pessoas pensam isso porque já sentem no bolso que, a cada mês, fica mais caro fazer compras no supermercado ou adquirir outros bens de consumo.
 
O sentimento do mercado e das pessoas se baseia em dados reais da economia, não é simples pessimismo.
 
A Fundação Getúlio Vargas divulgou hoje os números do IGP-DI, que é o Índice Geral de Preços. A taxa aumentou 1,48% em março, contra 0,85% em fevereiro. Entre os itens que mais subiram de preço, estão as hortaliças e os legumes, com variação de 21,79% em março.
 
É justamente a inflação dos alimentos que deixa a população mais temerosa.
 
As expectativas são ruins para o futuro, porque as pessoas e o mercado também percebem que o Governo faz um controle artificial de preços para reajustá-los apenas em 2015, depois das eleições. É o que acontecerá, por exemplo, com a energia elétrica. Para cobrir o rombo do setor, provocado pelo acionamento das usinas termoelétricas, o Tesouro já destinou quase R$15 bilhões. A conta, como diz o próprio Governo, vai ser paga pelo consumidor. O próprio Governo está admitindo isso, só não informou de quanto e quando vai ser o reajuste. Na semana passada, já houve aumento dos impostos, para começar a cobrir o prejuízo. Ou seja, o Governo está segurando de forma artificial uma situação e já admite o reajuste de preços, mas o reajuste vai acontecer em 2015, após as eleições.
 
Quero aqui, Sr. Presidente, comentar dois itens que me chamaram muito a atenção e que têm muito a ver com os dados que acabo de trazer, com as informações do Banco Central sobre as expectativas em relação à economia brasileira.
 
Vejam esta manchete: inflação vai aumentar para 65% da população. Este é um dado extremamente importante dessa pesquisa do Datafolha: a expectativa da população brasileira é a de que a inflação vai aumentar para 65% da população.
 
Outro dado extremamente relevante, Senador Ruben Figueiró e Senador Eduardo Suplicy, é que 72% da população querem mudar muito, querem mudar os rumos das coisas, a forma como elas estão sendo organizadas e governadas. Não é para menos esse sentimento de mudança, que já se reflete nos índices de intenção de voto da Presidenta da República, que caiu seis pontos e que, sem dúvida, vai cair muito mais, porque há um pessimismo no País em função da má condução da economia e da má condução da política no nosso País.
A gente percebe esse dado de que 65% acham que a inflação vai aumentar, porque as pessoas de menor renda, Senador Ruben Figueiró, aquelas que gastam grande parte dos seus salários comprando alimentos, comprando comida, estão percebendo que a inflação dos alimentos está muito superior à média de inflação. Ou seja, a inflação para os mais pobres já está em muito mais do que 6,5%, porque os produtos efetivamente consumidos pelos mais pobres estão sofrendo aumentos muito maiores do que os demais. Basta dar o dado referente aos alimentos, às hortaliças e aos legumes, cujos preços, só no mês de março, subiram 21,79%.
 
Agora, imagine que a mesma coisa acontece com a carne, com o leite, com os alimentos. No País, há um sistema tributário cruel que taxa igualmente todos, o que faz com que os mais pobres acabem pagando, proporcionalmente, muito mais impostos do que os mais ricos. O que está acontecendo neste momento é a percepção, sobretudo pela população de baixa renda, da carestia, da volta da inflação. O Governo está mantendo a inflação no pico da meta, mas a inflação para os alimentos já está muito maior do que esse índice de 6,3%. Basta ver esse dado. Se pegarmos o preço da carne, do leite e de outros produtos alimentícios, vamos ver como está crescendo a insatisfação no meio da população, sobretudo daqueles que ganham menos.
 
A condução política do País tem levado a muita insatisfação. Já tive a oportunidade de dizer e repetir aqui as frases do nosso Presidente, o Governador Eduardo Campos, que deixou o Governo de Pernambuco na última sexta-feira para se candidatar. Ele é pré-candidato a Presidente da República. Faremos um grande lançamento, um pré-lançamento da dupla Eduardo Campos e Marina Silva no próximo dia 14, em Brasília. Ele já dizia que o pacto político que sustenta este Governo está mofado.
 
Os meios, os instrumentos que estão sendo utilizados para manter esse pacto estão mofados, e isso não permite que o Governo enfrente, como deveria enfrentar, os temas de relevante interesse para a sociedade brasileira, como o combate à inflação. 
 
Não é por outro motivo que 72% da população querem mudanças. Não tenham dúvida. O que está acontecendo? Uma queda expressiva nas intenções de voto dada à Presidenta da República, que vai ser muito maior à medida que se aproxima o processo eleitoral, porque, até este momento, ela corre sozinha na raia, tem uma megaexposição como Presidente da República, utiliza, muitas vezes, os veículos de comunicação nas datas importantes para fazer o proselitismo, enquanto os outros candidatos se dedicam apenas às suas atividades e não têm essa visibilidade toda. 
 
Mas o que é fato relevante nesta pesquisa são estes dados: a preocupação de 65% da população com o aumento da inflação, que torna sua condição de vida mais difícil, porque a inflação é muito alta nos alimentos, é alta nos aluguéis, que são itens que atingem diretamente a população mais pobre, e a população quer mudança. É por isso que quer mudança. Setenta e dois por cento 72% da população querem mudar, querem mudar radicalmente. 
 
Ainda não se identifica quem é o portador dessa mudança, até porque, por exemplo, o pré-candidato Eduardo Campos ainda é pouco conhecido. Como a pesquisa mostra, 75% dos brasileiros não o conhecem ou só o conhecem de ouvir falar. É claro que essa dupla, Eduardo e Marina, a partir do momento em que se tornar mais conhecida, que começar a andar o Brasil e a apresentar sua proposta, esses candidatos são os que têm maiores condições de refletir esse desejo de mudança clamado pela população brasileira.
 
Portanto, eu não poderia deixar de fazer este registro, de manifestar a nossa preocupação com a volta da inflação; manifestar a nossa preocupação com a volta da inflação sobretudo nos alimentos, Senador Ruben Figueiró, porque essa é inflação mais cruel com as pessoas que ganham menos, porque eles gastam grande parte dos seus salários para comprar comida.
 
Muito obrigado.
 
O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco Apoio Governo/PT - SP) – Senador Rdrigo Rollemberg.
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Pois não, Senador.
 
O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco Apoio Governo /PT - SP) – Ainda que a inflação tenha se aproximado da meta de dois pontos além dos 4,5% e esteja próxima de 6%, ainda assim ela se mantém próxima da meta que o Copom e o Banco Central têm colocado como importante. Sim, é um alerta o resultado da pesquisa do Datafolha. A população tem muita preocupação com a inflação. Agora, tenho a convicção, Senador Rodrigo Rollemberg, das medidas que a Presidenta Dilma, o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, o Copom, o Presidente do Banco Central, Tombini, vão tomar para que se possa compatibilizar o crescimento da economia, o crescimento dos investimentos com a estabilidade de preços e outros objetivos maiores, tais como a erradicação da pobreza extrema, da pobreza absoluta e a melhoria da distribuição da renda. Se tomarmos os dados relativos a uma perspectiva desde 2002 para 2003 até 2014, podemos ver que o balanço é bastante positivo na combinação desses elementos. O crescimento, ainda que não tão acelerado como economias da China, da Índia e outros, é um crescimento que, desta vez, foi compatibilizado com a preocupação com a melhoria da distribuição da renda e com a erradicação da pobreza absoluta em nosso País. Os dados são de avanço significativo. É claro que precisamos aperfeiçoar. Quero transmitir, prezado Senador Rodrigo Rollemberg, que vejo como positivo que tenhamos candidatos à Presidência da qualidade do Governador Eduardo Campos, que tem Marina Silva, sua companheira, como candidata a Vice – pelo menos até agora assim estão definidos como pré-candidatos, não mais como Governador Eduardo Campos –; o Senador Aécio Neves, que ainda deve escolher o seu candidato a Vice-Presidente; o Senador Randolfe Rodrigues; e a Presidenta Dilma. Possivelmente outros, mas se trata de uma plêiade de candidatos à Presidência que muito contribuirá para que o povo brasileiro tenha uma possibilidade de escolha muito positiva. Espero que o nível dos debates entre os candidatos a Presidente seja o melhor possível, que haja um clima de respeito entre todos eles. Tenho certeza de que isso ocorrerá pela história dos candidatos, pela convivência que caracterizou a relação dos candidatos até hoje. Então, é o povo brasileiro que vai ganhar com a realização dessas eleições, que esperamos sejam caracterizadas da melhor maneira possível, com aprofundamento e melhoria da qualidade da nossa democracia em relação aos anos em que, infelizmente, estivemos sem eleições. Que possamos agora, depois de 1989, de já termos realizados diversas eleições com alternância de poder, saudar a boa oportunidade que o Brasil terá de confirmar uma Presidenta da qualidade da Presidenta Dilma Rousseff, que irei apoiar com todo o meu empenho, mas com muito respeito pela qualidade dos demais competidores que serão adversários. Acredito que é o povo brasileiro que se vai beneficiar com a qualidade da nossa democracia. Ainda temos muito que avançar. Temos que aperfeiçoar, realizar a reforma política eleitoral. Eu gostaria que não houvesse mais as contribuições de pessoas jurídicas ou de empresas. Isso ainda está, inclusive, por ser definido pelo Supremo Tribunal Federal, mas, se for objeto de proibição, eu saudarei isso, porque foi o voto que aqui defendi, e acredito que V. Exª também o fez, quando tivemos a oportunidade de votar essa matéria. Mas acho que há ainda o que avançar no aperfeiçoamento das eleições em nosso Brasil, tanto para o Executivo quanto para o Parlamento. Meus cumprimentos pela qualidade do pronunciamento de V. Exª.
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Muito obrigado, Senador Suplicy. 
 
Quero concordar com V. Exª no que diz respeito à qualidade dos candidatos do ponto de vista das suas trajetórias. Espero que possamos fazer um debate de alto nível, discutindo os rumos do Brasil. Apenas discordo de V. Exª em relação ao otimismo que demonstra a respeito da condução da política econômica. 
 
O que nós estamos vendo já ao longo de todo este Governo é o risco de o Brasil perder as conquistas alcançadas nos oito anos do governo do Presidente Lula, conquistas de que nós participamos, conquistas que tiveram uma contribuição importante do governo Fernando Henrique, ao promover a estabilidade econômica, porque, efetivamente, nesses três últimos anos, o Brasil vem crescendo a taxas medíocres.
 
A inflação está sempre próxima do pico da meta, e, como mostrei aqui, ela é muito mais cruel em relação ao preço dos alimentos. Portanto, acaba atingindo muito mais as pessoas de menor renda. 
 
Temos diversos outros problemas que estão afetando essa geração, mas afetarão mais gravemente ainda as próximas gerações, como a crise energética, como o aumento do desmatamento. Como podemos imaginar que, em pleno século XXI, em 2013, o desmatamento na Amazônia tenha crescido 35% em relação ao ano anterior? Como podemos admitir que o Brasil esteja sendo recordista, na sua história, na utilização de termelétricas, aumentando, com isso, o aquecimento global, criando um rombo no Tesouro, que já colocou R$15 bilhões para compensar a utilização de termelétricas?
 
É claro que isso tudo retira a confiança da população, como demonstra a pesquisa do Datafolha, e aumenta o desejo de mudança da população brasileira. Setenta e dois por cento querem mudanças profundas no País na condução da política e da economia.

Portanto, este é o registro que eu gostaria de ressaltar nesse momento. No nosso entendimento, os dados mais relevantes trazidos pela pesquisa do Datafolha são estes: a convicção de 65% da população de que a inflação vai aumentar, porque está sentindo o reflexo da inflação no seu bolso, no seu salário, e o desejo de mudança expresso por 72% da população pesquisada.
 
Muito obrigado, Sr. Presidente.
Fonte:
 
 
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