*/ Senador de Bras?lia:Comentários sobre a proposta de reforma política
 
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Atualizado em :13/05/2009
Comentários sobre a proposta de reforma política
 

O SR. PRESIDENTE (Michel Temer) - Concedo a palavra ao nobre Deputado Rodrigo Rollemberg, para uma Comunicação de Liderança.

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Como Líder. Sem revisão do orador.) Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados, assumo a tribuna para fazer alguns comentários sobre a proposta de reforma política, especialmente a proposta que quer instituir a lista fechada para a escolha de Parlamentares.

Essa proposta de reforma política tenta se apresentar como se ela fosse resolver o problema da imagem negativa dos partidos políticos. No nosso entendimento, Sr. Presidente, ela vai contribuir para aumentar o fosso entre os partidos e a opinião pública, entre os partidos e a sociedade. 

Hoje 70% da população desacredita nos partidos. E por que desacredita, Deputado Miro Teixeira? Porque os partidos estão sem alma, os partidos estão sem bandeira, os partidos não debatem os temas estratégicos para o País.

Quero trazer uma reflexão a este Plenário. O Presidente Barack Obama revolucionou a política americana porque promoveu um "ressignificado" da política sem modificar uma linha do sistema eleitoral americano. E é importante lembrar que a eleição anterior, a de George Bush, foi realizada sob suspeitas e sob diversas acusações.

O que se quer fazer com a lista fechada, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, é retirar o direito de o eleitor escolher seu candidato, é castrar a vontade soberana do eleitor. Aqueles que defendem a lista fechada são os mesmos que acham que o povo não sabe votar. É claro que a população sabe votar, e esta Câmara dos Deputados não pode defender que o eleitor tenha meio voto.

O eleitor tem que ter o voto inteiro. A melhor maneira para resgatar a imagem da política e dos políticos é promover a transparência total das ações dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, como fez esta Câmara dos Deputados na semana passada. A melhor maneira de resgatar a identidade dos partidos é assumir bandeiras que sejam relevantes para a população.

Eu trago o exemplo, Sras. e Srs. Deputados, da política do Distrito Federal. Os jornais desta semana anunciam que, em função de arrumações de poder local e nacional, o PT pode se aliar com o PMDB, ou com o Democratas. Como é que a população vai entender um jogo político desse? A população não entende. E imaginar que os partidos resgatarão a sua credibilidade retirando do eleitor o poder de escolha, há um equívoco grave nisso. 

Eu quero chamar a atenção da opinião pública e das lideranças partidárias responsáveis de todos os partidos políticos de que esse não é o caminho para resgatar o papel da política, como instrumento maior de construção de consensos, de resolução de conflitos, de construção de caminhos para que o Brasil possa ingressar numa nova fase. Estamos vivendo hoje um momento em que não há mais um mundo bipolar, nem unipolar, mas sim multipolar, e o Brasil cada vez tem papel mais relevante, chama atenção e estamos procurando trazer esse debate dos temas estratégicos para o País.

O Congresso não está discutindo a inserção do Brasil neste novo mundo. O Congresso não está discutindo com profundidade temas relevantes como a Amazônia, temas relevantes como o próprio Pré-sal. Essas discussões ainda se encontram subsidiariamente em alguma Comissão, não tomaram corpo em todo o Congresso Nacional.

Para concluir, o PSB está pronto para esse debate. Eu proporei à Bancada do Partido e à Executiva do Partido que tenhamos uma posição de fechar questão em relação a essa questão. Fechar questão para proteger o eleitor, para proteger o cidadão, porque o que querem, ao propor a lista fechada, é fazer, do eleitor, um meio eleitor; do cidadão, um meio cidadão, dando o poder às burocracias partidárias de definir um poder que deve ser do eleitor, que deve ser do povo, como prevê o art. 14 da Constituição Federal.

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