*/ Senador de Bras?lia:Sessão solene em homenagem ao 49º aniversário de Brasília
 
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Atualizado em :20/04/2009
Sessão solene em homenagem ao 49º aniversário de Brasília
 

SR. PRESIDENTE (Mauro Benevides) - Concedo a palavra ao Deputado Rodrigo Rollemberg, um dos autores do requerimento. Em seguida, falará o Deputado Osório Adriano.

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Sem revisão do orador.) - Prezado Presidente Mauro Benevides; prezado Procurador do Distrito Federal Marcelo Lavocat Galvão; prezado amigo, nosso guia, Dr. Ernesto Silva, pioneiro desta cidade; prezado Dr. Roosevelt Dias Beltrão, Presidente do Clube dos Pioneiros do Distrito Federal; querida amiga Eliete Ribeiro Bastos, Presidente do Conselho Comunitário da Asa Sul, em nome de quem cumprimento todos os prefeitos e prefeitas comunitárias.

Cumprimento todos os Parlamentares, todas as lideranças comunitárias, todos os estudantes, enfim, todas as senhoras e senhores presentes nesta sessão.

Sr. Presidente, confesso que estou tomado de uma profunda emoção ao comemorarmos, mais uma vez, o aniversário desta nossa querida cidade. A emoção do momento, a emoção vinda do filme que assistimos há pouco, da cineasta Tânia Quaresma (palmas), a quem agradeço por nos permitir essa emoção tão profunda tendo em vista o que significa a construção de Brasília. 

Todos somos frutos de uma utopia de brasileiros extraordinários, que tiveram a ousadia de realizar, há mais de 50 anos, quando Juscelino Kubitschek, mostrando ser um grande estadista, decidiu mudar a Capital do Brasil para o centro do País. 

Naquela ocasião ele contou com um conjunto de brasileiros não menos extraordinário: Oscar Niemeyer, Lucio Costa, Athos Bulcão, Burle Max, Israel Pinheiro, Dr. Ernesto Silva, Coronel Affonso Heliodoro e vários outros, aqui representados pelas 2 últimas figuras citadas, que fizeram de Brasília a maior epopeia do povo brasileiro, a maior realização do povo brasileiro ao longo de sua história.

Desfrutamos hoje no Distrito Federal, com todos os seus problemas e diferenças regionais e sociais, de uma qualidade de vida superior à da média brasileira. Herdamos essa utopia. O que deixaremos para daqui a 50 anos, para os nossos filhos, para os nossos netos, para as gerações futuras desta cidade e deste País?

Penso que temos que retomar a concepção original de Brasília, no sentido de transformá-la na vanguarda do desenvolvimento nacional, sim, porque grande parte dos problemas da cidade só serão resolvidos com o desenvolvimento do Brasil, com um Brasil grande,com um Brasil que proporcione a todos os brasileiros o direito ao trabalho, à habitação, à terra.

Hoje nós já reduzimos o fluxo migratório para o Distrito Federal, mas ainda há grande pressão sobre os equipamentos públicos, porque brasileiros de todo o Brasil legitimamente chegam à nossa cidade porque aqui ainda temos equipamentos públicos superiores ao do resto do País. 

Por isso, é importante que o Pais se desenvolva. Mas não queremos um desenvolvimento qualquer. O modelo de desenvolvimento preconizado até então não levava em conta a questão ambiental. O importante era crescer, ainda que isso significasse a destruição das nossas florestas, a destruição do nosso cerrado, a destruição dos nossos rios. 

Temos agora o desafio de crescer, de desenvolver distribuindo renda, promovendo inclusão social e preservando o meio ambiente. E temos condições para fazer isso com muita tranquilidade, temos conhecimento adquirido para isso. 

Temos instituições no Distrito Federal que demonstram isso. Nos orgulham muito a UnB, a EMBRAPA, a EMATER, a Rede Sarah de hospitais, instituições nos quais o conhecimento aponta soluções para todo o País, dentro da concepção de desenvolvimento sustentável. 

É por causa da concepção de que devemos prover a população do direito elementar à habitação, mas respeitando o meio ambiente, que não podemos admitir, por exemplo, a construção de cidades em áreas de proteção de mananciais, porque as gerações futuras precisarão de água com qualidade. (Palmas.)

Esse desafio faz com que não possamos admitir que se gaste mais recursos em publicidade do Governo do que com investimentos em educação, em saúde e em segurança. (Palmas.) 

Em um Distrito Federal tão diversificado temos o Plano Piloto que tanto nos orgulha, nos honra e demonstra a capacidade do gênio Lucio Costa, mas também lugares muito pobres que estão a esperar a presença do Governo, como Itapoã, Estrutural, Arapoanga, Condomínio Sol Nascente, Condomínio Pôr do Sol. Nós temos de garantir para todo Distrito Federal, como queria Juscelino Kubitschek, a qualidade de vida que temos no Plano Piloto.

É por isso que não podemos, Dr. Ernesto Silva, pensar no desenvolvimento do Distrito Federal isoladamente, como se fosse uma ilha. Não! Necessariamente o desenvolvimento do Distrito Federal passa pelo desenvolvimento do entorno. E não apenas o entorno legal, composto por 21 cidades, mas toda a Região Centro-Oeste. 

Tive oportunidade, neste fim-de-semana, de visitar a Agrobrasília, uma feira de altíssima qualidade tecnológica na área do agronegócio, o que demonstra que Brasília não é apenas uma cidade administrativa. Nós nos orgulhamos de ser uma cidade administrativa, sede dos três Poderes da República, mas somos muito mais. E poderemos ser muito mais ainda. Poderemos ser o grande foco do desenvolvimento do País. 

E estamos num momento extraordinário para fazer essa reflexão e essa formulação: Brasília está chegando a sua maturidade: 50 anos. Muito já foi feito. E devemos muito aos pioneiros, aos que aqui se encontram e aos que estão aqui representados, aos famosos e aos menos famosos, todos que contribuíram com seu trabalho, com seu esforço e com seu suor para tivéssemos esta cidade reconhecida não apenas no Brasil, mas também em todo mundo como patrimônio cultural da humanidade. 

Espero que esses brasileiros geniais nos inspirem para que possamos todos estar à altura dos novos tempos e desafios que a cidade e o País nos apresentam, e que também nós, cumprindo nossa responsabilidade, possamos orgulhar as gerações futuras. 

Parabéns Brasília, parabéns pioneiros, parabéns nova geração de Brasília (palmas), que vai continuar essa trajetória, a epopeia iniciada por Juscelino Kubitischek e tantos outros brasileiros que nos honraram e ainda honram a história do nosso País.

Muito obrigado. (Palmas.)

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