*/ Senador de Bras?lia:Reflexão sobre os problemas do País
 
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Atualizado em :12/02/2014
Reflexão sobre os problemas do País
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB – DF. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Muito obrigado, Sr. Presidente, Senador Inácio.

Senadores Cristovam, Moka, Pedro Taques, Suplicy, eu não poderia, Sr. Presidente, na condição de Líder do PSB, deixar de comentar as declarações da Presidenta da República quando da celebração, das comemorações do aniversário do Partido dos Trabalhadores, na última segunda-feira à noite, Senador Moka, quando a Presidenta, na minha opinião, perdeu a oportunidade de contribuir para a elevação do debate. Ela, que, como Presidenta, tem a maior responsabilidade para que o debate sobre os temas relevantes e de interesse do País se deem de forma profunda, de forma serena e de forma muito sincera.
 
Lamento até a expressão chula, que seria chula em qualquer debate político, mas que se torna ainda mais chula proferida por uma Presidenta da República, ao tratar como caras de pau aqueles que discordam do seu Governo. Como se, Senador Suplicy, estivéssemos vivendo no país das maravilhas, num País em que tudo estivesse funcionando perfeitamente e que não coubesse uma reflexão sobre os problemas do País e formulação de políticas que permitissem o enfrentamento desses problemas.
 
Muito rapidamente, listei alguns pontos da nossa agenda política e econômica, da realidade política e econômica do País, apenas para que a Presidenta reflita se efetivamente devemos ou não devemos fazer um debate político elevado no País ou se simplesmente vamos desconhecer as coisas e achar que o Brasil está uma maravilha e que todos somos obrigados a seguir a cartilha da Presidenta da República ou do partido majoritário, sob pena de sermos tratados de caras de pau ou de ingratos, como outro dia ouvi aqui, no plenário. 

Nos últimos anos, Senador Inácio, nós obtivemos a média de crescimento nos últimos governos. Nos Governos do Presidente Fernando Henrique Cardoso, o crescimento do PIB foi de 2,3% – esses dados estão na página do Ministério da Fazenda –, no Governo Lua, de 4%, nos três anos de Governo da Presidenta Dilma, 1,8%. O emprego na indústria, há dois anos seguidos, apresenta queda: 1,1% em 2013 e 1,4% em 2012.
 
Estamos vivendo, Senador Cristovam, um processo de desindustrialização: a participação da indústria no PIB em 2012 foi de 13,3%, retrocedendo ao nível que o setor tinha na economia em 1955, antes da implantação do Plano de Metas, do querido e saudoso Juscelino Kubitschek, e, mantidas as atuais condições de crescimento, essa participação deverá cair para 9,3% em 2029, segundo o FIES. 
 
Entre 2004 e 2012, a participação industrial na atividade econômica totalizou uma perda de 30,8%. Na balança comercial, em 2013, tivemos o pior resultado desde 2000: um superávit de apenas US$2,56 bilhões, queda de 86,8% em relação a 2012.
 
(Soa a campainha.)
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Em janeiro de 2014, Senador Inácio, tivemos o pior resultado mensal da história: déficit de US$4,05 bilhões na balança comercial. Na questão energética, em 2013, 40% do volume de energia planejado não entrou em operação na data prevista, segundo levantamento da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia, entidade formada por grandes empresas do ramo, como Vale, Votarantim, Gerdau e outras. 
 
Entre os projetos de transmissão, 71% das linhas licitadas têm atraso médio de 13 meses e meio. As termelétricas estão em operação para evitar o racionamento, e o custo da energia para as distribuidoras atingiu recordes históricos em fevereiro. As distribuidoras de energia, que têm cerca de 3.500 megawatts médios descontratados, previam ter uma despesa adicional de 9 bilhões a 13 bilhões em 2014. A conta agora pode subir para mais de 15 bilhões.
 

(Soa a campainha.)

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Em relação ao desmatamento na Amazônia, que vínhamos reduzindo, o Inpe informa que o desmatamento na Amazônia Legal, entre agosto de 2012 e julho de 2013, foi de 2.765 quilômetros quadrados – alta de 35%, em comparação com o período entre agosto de 2011 e julho de 2012, quando houve a derrubada de 2.051 quilômetros quadrados de vegetação.

No que se refere à educação, a taxa de analfabetismo, em pleno século XXI, volta a crescer, depois de 15 anos – dados do PNAD. Em 2012, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi estimada em 8,7%, o que correspondeu ao contingente de 13,2 milhões de analfabetos. Em 2011, essa taxa foi de 8,6, e o contingente foi de 12,9, ou seja, 300 mil pessoas...
 
(Interrupção do som.)
 
(Soa a campainha.)
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – ... absolutas a mais, Senador Inácio, de analfabetos no Brasil. Portanto, enquanto a meta da ONU para o País, em 2015, era de 6,7, estamos com 8,6 – números vergonhosos! 
 
Estou apenas dando um exemplo. Trouxe números de algumas áreas, para que possamos fazer o debate, não vamos tolher o debate! Quem tem medo do debate? Isso é um viés autoritário que temos que sepultar no Brasil. 
 
Estamos vivendo o maior período de democracia da história brasileira, e é importante que o Brasil possa debater, com profundidade, os rumos da sua economia, os rumos da política social, os rumos da sustentabilidade neste País. E não podemos, de forma alguma, querer desqualificar os adversários que pensam de forma diferente, sobretudo, essa desqualificação, Senador Inácio. 
 
E vou concluir, se V. Exª me der mais um tempinho. 
 
O SR. PRESIDENTE (Inácio Arruda. Bloco Apoio Governo/PCdoB - CE) – Está dado.
 
(Soa a campainha.)
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Isso é mais grave, quando essa desqualificação parte da Presidenta da República, que é quem tem a responsabilidade maior na condução do País e na promoção de um debate elevado. E elevado para o bem do seu Governo, pelo respeito que temos pela trajetória da Presidenta, com o seu Governo, mas temos discordâncias, sim, e não são discordâncias por ingratidão. São discordâncias políticas, legítimas sobre os rumos da condução do País. E queremos fazer esse debate, com profundidade, com muita tranquilidade, com muita firmeza e com muita convicção!
 
(Soa a campainha.)
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Efetivamente, o pacto político que está aí está mofado, as ruas estão dizendo isso. E as ruas estão pedindo uma nova forma de governar, com novas prioridades, porque o ciclo se esgotou. E, se V. Exª permitir, ouço, rapidamente, o Senador Cristovam.
 
O SR. PRESIDENTE (Inácio Arruda. Bloco Apoio Governo/PCdoB - CE) – Não há dúvida.
 
O Sr. Cristovam Buarque (Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Senador Rodrigo, é rápido mesmo. Eu concordo com toda a sua análise e não tenho a menor dúvida de que houve um esgotamento, para não usar o verbo mofar. Mas eu quero chamar a atenção da diminuição do debate como é feito, especialmente uma afirmação, Senador Inácio. A ideia de que o Governador Eduardo Campos seria mal-agradecido. Se o Governo acha isso é porque todos os investimentos que o Governo Federal lá fez, em Pernambuco, foi visando beneficiar ao Eduardo Campos. Não teria sido investimento republicano; se o investimento foi republicano, foi ao Estado.
 
(Interrupção do som.)
 
O Sr. Cristovam Buarque (Bloco Apoio Governo/PDT - DF) – Foi ao Estado e não ao então governador, que ainda é governador hoje. Se foi ao Estado, cabe ao Estado, à população, aos eleitores, serem, ou não, agradecidos na eleição agora de 2014. Não é o governador. O governador recebeu recursos na Nação brasileira, investiu em um Estado brasileiro. Cumpriu a sua obrigação. O Governo Federal cumpriu a sua obrigação se foram tomadas decisões sérias, republicanas. Cumpriu a sua obrigação ao mandar o dinheiro; o governador a obrigação de investir. Nada de agradecimento, nada de gratidão. A população, sim, que vai dizer se é grata, ou não, a esse investimento. E, nessa hora, vai dizer se é grata a quem mandou ou a quem executou os projetos.
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Agradeço, Senador Cristovam, e, quero dizer que me incomodou muito essa expressão utilizada, da ingratidão, porque é uma visão patrimonialista do Estado. É como se o Estado pertencesse às pessoas que o estão administrando, é como se estivesse fazendo um favor ao repassar, o que demonstra uma visão equivocada e pouco republicana. Isso porque, sendo assim, o Governo estaria tratando melhor aqueles Estados governados por aliados e pior aqueles Estados governados por governadores de oposição, quando, na verdade, todos deveriam ser tratados de forma equânime, pelo princípio federativo e em respeito à Constituição. Portanto, agradeço e incorporo as sempre sábias palavras de V. Exª ao meu pronunciamento. Agradeço ao Senador Inácio. Não poderia deixar de fazer esse registro como contribuição ao nível elevado dos debates que virão por aí.
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