*/ Senador de Bras?lia:Campanha da Fraternidade
 
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Atualizado em :09/03/2009
Campanha da Fraternidade
 
O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) Concedo a palavra ao nobre Deputado Rodrigo Rollemberg, que falará pelo Bloco/PSB do Distrito Federal. S.Exa. dispõe de até 5 minutos.

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Deputado Luiz Couto; prezado Dom Luiz Soares Vieira, Vice-Presidente da CNBB e Arcebispo de Manaus; prezado Frei Rubens Nunes da Mota, Assessor da Conferência dos Religiosos do Brasil; Exmo. Reverendo Luiz Alberto Barbosa, Secretário-Geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil; Padre Ernanne; nobres colegas com quem tenho a honra de dividir a iniciativa da realização desta sessão, Exmos. Srs. Deputados Nelson Pellegrino, Magela, Luiz Couto, Nilson Mourão, José Linhares e Pedro Wilson; autoridades presentes; cumprimento ainda as mulheres, e ao fazê-lo, presto minhas homenagens pelo passagem do Dia Internacional da Mulher; enfim, meus cumprimentos a todas as cidadãs e cidadãos que comparecem a esta sessão solene.

Ao abordar o tema da Campanha da Fraternidade deste ano, Fraternidade e Segurança Pública, traduzido no lema A paz é fruto da justiça, começo com breve consideração sobre o papel do parlamento na construção de uma sociedade mais pacífica e justa.

De acordo com os fundamentos da teoria política e do ordenamento jurídico das modernas democracias, entre as quais se inclui a brasileira, compete ao Poder Legislativo, além de elaborar as leis, fiscalizar as instâncias da Administração Pública, repercutir as demandas dos diversos segmentos sociais e apontar caminhos que conduzam à melhora da qualidade de vida da população e ao desenvolvimento do País.

Gostaria, hoje, entretanto, de lembrar uma outra missão desta Casa, com frequência esquecida: a de se constituir permanentemente como espaço da defesa e do cultivo dos valores supremos da civilização e da ética, não somente no sentido do bom exemplo que deve dar no trato honesto e honrado com a coisa pública, mas também da sua obrigação de atuar como centro irradiador dos princípios que norteiam a convivência equânime e cooperativa entre os seres humanos. O ideal seria que a breve menção a esta Casa e ao nome de cada um de seus membros se associasse de imediato, na mente de todas as pessoas, ao humanismo e ao amor ao próximo.

Esta sessão é mais um gesto, entre tantos outros, que objetiva reduzir o hiato entre ideal e realidade. E o esforço de boa parte dos membros desta Casa de aproximá-la dos caminhos do bem deve se somar ao daqueles que se empenham por aproximar as pessoas umas das outras, pelo simples e fundamental fato de serem pessoas, por isso mesmo, dignas do acesso a condições de vida propriamente humanas — malgrado as diferenças de região, religião, classe, cor, gênero, idade e ideologia.

Já é por si só monumental tarefa romper os limites da insensibilidade e da indiferença e sepultar de vez os velhos preconceitos e credos elitistas, que pregam como natural que alguns seres humanos hauram uma vida de luxo e fausto, enquanto outros morrem à míngua, por mais que nos últimos anos tenha se tornado mais difícil defender abertamente tais aberrações. Tarefa igualmente gigantesca é conseguir redefinir os critérios segundo os quais medimos nosso grau de humanidade; sim, porque, tácita ou explicitamente, tendemos a considerar mais humanos os mais aptos a consumir.

Assim, somos supostamente mais humanos quando consumimos mais; porém, os recursos do planeta são finitos e os efeitos climáticos gerados pela ação antrópica são severos, o que põe em risco a continuidade da espécie e de toda a vida na Terra.

Somos supostamente mais humanos quando consumimos mais; porém, grande parte de nossos irmãos aufere pouca renda ou renda nenhuma, o que enseja o surgimento de legiões de famintos, despossuídos do mínimo do mínimo, e incrementa a divisão, a discórdia e a violência entre nós.

Este é um momento especial de reflexão, de construção de uma nova sociedade, de uma sociedade em que o ser tenha muito mais significado do que o ter, embora todos tenhamos que ter o necessário para uma vida digna, para reduzir as diferenças regionais, sociais e pessoais. 

Diante disso, é duplo nosso desafio: aprofundar e espraiar nosso compromisso teórico e prático com a eqüidade e a solidariedade; e retomar uma compreensão mais sutil de nossa humanidade, segundo a qual os benefícios advindos do cultivo e do exercício da virtude valem mais que a ostentação de bens e serviços adquiridos. Um e outro movimento apontam para a urgente necessidade de reespiritualização de nossas vidas.

Surgida em 1964, a Campanha da Fraternidade desempenha papel da mais alta relevância na luta em prol de indispensável revisão dos valores que regem nosso mundo. Ano após ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil vem reatualizando seu comprometimento com os valores maiores da fraternidade entre os seres humanos, com a clara consciência de que a fidelidade ao legado de Cristo não pode passar ao largo das justas demandas de tantos brasileiros por dignidade e justiça social. Em razão disso, aproveito este ensejo para reafirmar em alto e bom som meu apreço e reconhecimento à CNBB e a todas as pessoas que, religiosas ou não, fazem da fraternidade o princípio mestre da vida.

Por fim, quero mais uma vez sublinhar os vínculos, para mim indestrutíveis, entre fraternidade e política. O único sentido legítimo da atividade política é contribuir para que a população viva melhor. Apoiado nesse entendimento, tenho realizado meus melhores esforços para que meu mandato sirva sempre como instrumento em favor de distribuição mais justa da renda e de convivência mais pacífica e harmônica entre os brasileiros.

Cumprimento a CNBB por essa iniciativa que leva o Brasil a refletir e mobilizar-se em torno da construção de uma nova sociedade mais justa, mais solidária e mais generosa e, por isso mesmo, muito mais segura.

Muito obrigado. (Palmas.)
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