*/ Senador de Bras?lia:Homenagem aos professores
 
http://twitter.com/rollembergpsb http://www.facebook.com/pages/Rodrigo-Rollemberg/211341845581927 http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=3314995351568856873 http://www.youtube.com/rollembergpsb http://www.flickr.com/photos/rodrigorollemberg
 
Discursos
         
Tamanho do texto
Atualizado em :09/10/2009
Homenagem aos professores
 

A SRA. PRESIDENTA (Professora Raquel Teixeira) - Com a palavra o Sr. Deputado Rodrigo Rollemberg.

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Sem revisão do orador.) Sr. Presidente, Deputada Professora Raquel Teixeira, que preside esta sessão, prezado Major Paulo Roberto, Diretor do Colégio Militar de Anápolis, Professora Gilda Naves, Prefeita de Silvânia, Goiás, prezado Rubens de Oliveira Martins, Subsecretário de Gestão Pedagógica do Distrito Federal; prezadas professoras, prezados professores, prezados alunos que prestigiam esta Casa na tarde de hoje de diversas escolas do Distrito Federal, de vários Municípios de Goiás, em primeiro lugar, quero cumprimentar a Deputada Professora Raquel Teixeira, essa lutadora em defesa da educação, da ciência e tecnologia, por propiciar esta tarde bonita, alvissareira, de sexta-feira, com este plenário lotado da Câmara dos Deputados de professores, estudantes, para homenagear o Dia do Professor.

Em nome da Deputada Professora Raquel Teixeira, em nome do Deputado Chico Alencar, também autor do requerimento desta sessão solene, quero cumprimentar todos os professores deste imenso País e registrar que o Brasil ainda tem uma imensa dívida com todos os professores. No meu entendimento, a dívida começou a ser resgatada nos últimos governos, especialmente no Governo do Presidente Lula, na gestão do Ministro Fernando Haddad, e continua ainda hoje.

Recentemente, o Ministério da Educação anunciou que os professores da rede pública de educação básica em todo o País tiveram aumento real de 18% entre 2003 e 2008. É um dado animador, muito embora permaneça a desvantagem salarial em relação a profissionais com o mesmo nível de formação atuando em outras profissões.

O jornal Folha de S.Paulo comparou os dados do MEC com aqueles da pesquisa nacional por amostragem de domicílios do IBGE e registrou que um professor de 1ª à 4ª série tem renda média equivalente a 1/5 do que ganha um médico, 46% do que ganha um arquiteto e 68% de um fisioterapeuta. O jornal reconhece, contudo, que a distância entre os vencimentos dos professores com nível superior em relação à média dos profissionais com escolaridade semelhante caiu desde 2003. Ou seja, desde o início do Governo do Presidente Lula.

Entendemos que a regulamentação do piso salarial, ocorrida este ano, foi um avanço que nos permitirá acelerar o processo de equiparação salarial durante os debates sobre o Plano Nacional de Educação. É importante ressaltar que esta foi uma contribuição do Congresso Nacional à valorização da profissão de professor. Esse é um ponto fundamental. Claro que não é o único dos desafios que temos de enfrentar. Embora se possa argumentar que não há correspondência direta entre a remuneração do professor e o rendimento dos alunos, é um aspecto crucial da valorização do profissional. Disso depende a atratividade da profissão, que hoje, infelizmente, não tem seduzido, como gostaríamos que pudesse seduzir, os egressos mais capacitados do ensino médio.

A UNESCO aponta que quase a metade dos 2 milhões e 800 mil professores do Brasil são filhos de pais analfabetos e passam por uma formação precária e insuficiente, inclusive do ponto de vista da grade curricular antes de ingressar no cotidiano da sala de aula. O investimento na educação básica ainda é baixo para as necessidades do País, embora possamos apontar com satisfação a diferença entre o gasto por aluno no ensino superior e na educação básica estar declinando desde 2002. 

Como dissemos, o problema não se resume aos gastos, ao investimento público. Precisamos mirar no problema da evasão escolar, no ensino, apoiando os esforços do Ministério da Educação no sentido de tornar o ensino mais atraente, mais próximo na vida do jovens, com abordagem, sempre que possível, interdisciplinar.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, prezados convidados, essas preocupações que compartilho, em nome do Partido Socialista Brasileiro, adquirem um sentido estratégico quando vemos as perspectivas de nosso País para os próximos anos. Poucos analistas duvidam que o Brasil continuará crescendo de maneira sustentada, atraindo mais e mais investimentos, gerando emprego com carteira assinada, gerando renda, resgatando sua imensa dívida social.

No entanto, não se questiona tampouco que a geração de oportunidades, a manutenção de competitividade em setores importantes da nossa economia esbarra hoje em certos gargalos, como o da infraestrutura e o da educação. Se em alguns setores faltam oportunidades atraentes para a mão-de-obra que se qualifica — e continuamos a ver psicólogos e arquitetos disputando vagas de telemarketing — , noutros o que falta são justamente os profissionais qualificados. Formamos 40 mil engenheiros no ano passado, enquanto a Rússia formou 10 vezes mais; a Índia, 430 mil, e a China, 1,7 milhão de engenheiros. 

Teremos condições, nesse quadro, de dar o salto em infraestrutura que o País reclama?

Não se ignora, hoje, que o crescimento econômico se dá por meio do avanço tecnológico. Para isso, precisamos, é claro, de trabalhadores qualificados. Para isso, precisamos que todos os brasileiros com idade suficiente estejam no ensino médio, recebendo uma educação de qualidade, aprendendo a calcular, a raciocinar, sabendo ler e escrever para além dos indicadores mais regulares de literalidade. Precisamos de brasileiros que saibam analisar e compreender a realidade que os cerca, que saibam selecionar as informações que recebem massivamente; de brasileiros que, com inteligência e criatividade, construam e pensem o Brasil de agora e do futuro.

E isso, claro está, só conseguiremos se soubermos, com medidas práticas, valorizar os nossos professores, oferecendo-lhes condições dignas, atraentes, estimulantes de trabalho, no que refere tanto à formação como à remuneração. Tenho certeza de que já temos consciência do óbvio e de que estamos avançando e avançaremos ainda mais, no ano que vem e nos demais que virão. Por isso, é com muita esperança que, em nome do PSB, saúdo a todos vocês, professores e professoras, fundamentais para o Brasil que queremos. 

Quero, para finalizar, Deputada Professora Raquel Teixeira, fazer uma reflexão sobre o momento especial que vive o nosso País, especialmente agora em que discutimos os projetos que regulamentam o pré-sal, essa imensa riqueza descoberta pelo Brasil, que só foi descoberta e só teremos condições de explorá-la graças aos investimentos que no passado o Brasil fez em ciência, tecnologia, inovação, especialmente com a criação da PETROBRAS. 

Tenho a oportunidade e a honra de ser o Presidente da Comissão Especial do Fundo Social, que analisa o projeto do Fundo Social, que garante recursos significativos para investimentos no futuro do Brasil. E quero defender aqui: o projeto já busca priorizar que esses investimentos devam ser feitos especialmente em educação, ciência e tecnologia.

Reitero a minha posição de que temos a oportunidade de dar um grande salto de qualidade na história de nosso País, e qualquer salto de qualidade implica necessariamente em investir em educação. Quando educamos uma geração, quando qualificamos toda uma geração, esses benefícios se reproduzem para sempre, se reproduzem no conjunto da sociedade brasileira e nas gerações seguintes. 

O Ministro Fernando Hadad, em audiência na semana passada, na Câmara, lembrava que ninguém conhece um analfabeto filho de uma família alfabetizada, porque quando se alfabetiza, quando se educa uma família, a tendência é de que ela invista cada vez mais na educação de seus filhos, de seus netos, enfim, de seus descendentes. E o investimento com maior retorno econômico conhecido até hoje é o investimento em educação.

Ao falarmos em valorização do professor, estamos falando em investimento, em investir no futuro do País, nas futuras gerações, investir na redução das desigualdades sociais, na redução das desigualdades regionais. Eu fiquei muito feliz com o dado trazido pelo Ministro Fernando Hadad e quero compartilhá-lo, porque estou vendo muitos estudantes do Colégio Militar, inclusive do Colégio Militar de Brasília. 

Quando era Secretário de Inclusão Social, tive oportunidade de coordenar, em parceria com o MEC, a implantação da Primeira Olimpíada de Matemática das escolas públicas. Realizamos, a primeira, a segunda, e, salvo engano, está na quinta edição. 
Começamos, naquele momento, com a participação surpreendente de 10 milhões de alunos em milhares de municípios brasileiros. Hoje já são mais de 18 milhões de alunos da rede pública participando das Olimpíadas de Matemática.

Com tão pouco tempo de realização, o Ministro Fernando Hadad já trazia a informação de pesquisas realizadas por técnicos dos Ministérios que apontavam 5% de desvio positivo no rendimento dos alunos em matemática, em função do ambiente criado pelas olimpíadas, da mobilização das escolas em função das olimpíadas.  Trago esse exemplo para mostrar que qualquer investimento em educação produz resultados imediatos e rápidos e que vão se refletir para sempre na construção da sociedade.

Portanto, Deputada Raquel, quero dar um testemunho do trabalho de V.Exa. nesta Casa. V.Exa. tem sido uma referência para todos nós no que se refere à educação de qualidade, à defesa da educação da ciência e tecnologia. Sou admirador do seu trabalho, como Secretária de Educação e de Ciência e Tecnologia do Estado de Goiás, da sua atuação marcante na Comissão de Ciência e Tecnologia, transformando-se numa verdadeira referência para todos nós e num orgulho para o Estado de Goiás. 

E não é por menos, não é por outro motivo que, numa tarde de sexta-feira, temos esse ambiente maravilhoso, esse ambiente fantástico de termos um plenário completamente lotado por professores, estudantes, parlamentares, defendendo a educação no nosso País, defendendo os investimentos em educação e, portanto, defendendo um novo futuro, um futuro promissor para a Nação brasileira.

Um grande abraço. Para mim é uma alegria muito grande poder receber escolas de vários municípios do Estado de Goiás e várias escolas do Distrito Federal nesta tarde de sexta-feira. 

Um grande abraço. E parabéns aos professores do Brasil! (Palmas.)

(PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO GABINETE)

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero saudar o professor Chico Alencar e a professora Raquel Teixeira, meus colegas, e em nome deles cumprimentar a todos os professores e professoras que aqui estão, aos docentes de todo esse imenso Brasil. E, antes de mais nada, quero registrar que este país tem uma grande dívida com todos vocês. É uma dívida que, no meu entender, começa a ser resgatada no governo do Presidente Lula, na gestão do ministro Fernando Haddad — mas que permanece, é preciso reconhecer, muito elevada.

Recentemente, o Ministério da Educação anunciou que os professores da rede pública de educação básica em todo o país tiveram aumento real de 18% entre 2003 e 2008. É um dado animador, muito embora permaneça a desvantagem salarial em relação a profissionais com o mesmo nível de formação atuando em outras profissões. A Folha de São Paulo comparou os dados do MEC com aqueles da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios, do IBGE, e registrou que um professor de 1ª a 4ª série, por exemplo, tem renda média equivalente a 1/5 do que ganha um médico, 46% de um arquiteto, 68% de um fisioterapeuta. 

O jornal reconhece, contudo, que a distância entre os vencimentos dos professores com nível superior em relação à média dos profissionais com escolaridade semelhante caiu a partir de 2003, ou seja, desde o início do Governo Lula. Entendemos que a regulamentação do piso salarial, ocorrida este ano, foi um avanço que nos permitiráacelerar esse processo de equiparação salarial durante os debates sobre o Plano Nacional de Educação.

Esse é um ponto fundamental, claro que não é o único dos desafios que temos que enfrentar, e embora se possa argumentar que não há uma correspondência direta entre a remuneração do professor e o rendimento dos alunos, éum aspecto crucial da valorização do professor, e disso depende a atratividade da profissão, que hoje infelizmente não tem seduzido como gostaríamos que pudesse seduzir os egressos mais capacitados do ensino médio. A UNESCO aponta que quase a metade dos dois milhões e oitocentos professores do Brasil tem pais sem nenhuma escolaridade e passam por uma formação precária — insuficiente inclusive do ponto de vista da grade curricular — antes de ingressar no cotidiano da sala de aula.

O investimento na educação básica ainda é baixo para as necessidades do país, embora possamos apontar, com satisfação, o fato de a relação entre o gasto por aluno no ensino superior e na educação básica estar declinando desde 2002. Mas, como dissemos, o problema não se resume aos gastos, ao investimento público. Precisamos mirar no problema da evasão escolar no ensino médio, e portanto apoiar os esforços do Ministério da Educação no sentido de tornar o ensino mais atraente, mais próximo da vida dos jovens, com uma abordagem sempre que possível interdisciplinar.
Senhor presidente,

Essas preocupações que compartilho, em nome do Partido Socialista Brasileiro, adquirem um sentido estratégico quando vemos as perspectivas do nosso País para os próximos anos. Poucos analistas duvidam de que o Brasil continuaráa crescer de maneira sustentada, atraindo mais e mais investimentos, gerando emprego com carteira assinada, gerando renda, resgatando sua imensa dívida social. 

No entanto, não se questiona tampouco que a geração de oportunidades, a manutenção da competitividade em setores importantes da nossa economia, esbarra hoje em certos gargalos, como o infraestrutura e o da educação. Se em alguns setores faltam oportunidades atraentes para a mão-de-obra que se qualifica — e continuamos a ver psicólogos e arquitetos disputando vagas de telemarketing — , noutros o que falta são justamente os profissionais qualificados. Formamos 40 mil engenheiros no ano passado, enquanto a Rússia formou dez vezes mais; a Índia, 430 mil, e a China, 1 milhão e setecentos engenheiros. Teremos condições, nesse quadro, de dar o salto em infraestrutura que o país reclama?

Não se ignora, hoje, que o crescimento econômico se dá por meio do avanço tecnológico. Para isso, precisamos, é claro, de trabalhadores qualificados. Para isso, precisamos que todos os brasileiros com idade suficiente estejam no ensino médio, recebendo uma educação de qualidade, aprendendo a calcular, a raciocinar, aprendendo a ler e escrever para além dos indicadores mais medíocres de literacidade. Precisamos de brasileiros que saibam analisar e compreender a realidade que os cerca, que saibam selecionar as informações que recebem massivamente; de brasileiros que, com inteligência e criatividade, construam e pensem o Brasil de agora e do futuro.

E isso, claro está, só conseguiremos se soubermos, com medidas práticas, valorizar os nossos professores, oferecendo-lhes condições dignas, atraentes, estimulantes de trabalho, no que refere tanto à formação como à remuneração. Tenho certeza de que já temos consciência do óbvio, e de que estamos avançando e avançaremos ainda mais, no ano que vem, nos próximos quatro anos, e nos demais que virão. Por isso, é com muita esperança que, em nome do PSB, saúdo a todos vocês, professores e professoras, fundamentais para o Brasil que queremos.

Muito obrigado.


A SRA. PRESIDENTA (Professora Raquel Teixeira) - Muito obrigada, Deputado Rodrigo Rollemberg. Conhecendo a trajetória de V.Exa., eu não posso deixar de registrar a minha gratificação e tranquilidade, sabendo da presença de V.Exa. na Presidência do Fundo Social que advirá dos recursos do pré-sal. Não tenho dúvida de que a canalização para a educação, ciência e tecnologia representará um momento importante na nossa história.

Fonte:
 
 
fazer comentario comentários
imprimir

 

Mais Discurso
A FACA DO FAC - [29/04/2014]
Dia do Artesão - [19/03/2014]

 
   Últimas Notícias
Cidadania
Rollemberg cobra nomeação de aprovados em concurso do Senado
Pesquisas
Rollemberg comenta pesquisa que aponta insatisfação dos brasileiros com questões básicas
Distrito Federal
Ministério Público e pesquisadores defendem manutenção da área da Embrapa Cerrados
Cidadania
Senado debate ameaça de retirada da Embrapa Cerrados
Política
PSB e Rede apresentam diretrizes de programa de governo para o DF
Ciência e Tecnologia
Embrapa inaugura Banco Genético e comemora os 41 anos da empresa
Política
Elogios a decisão do STF sobre CPI exclusiva para Petrobras
Distrito Federal
Rollemberg lembra aniversário de Brasília e prega o fim da desigualdade no DF
Política
Oposição indica servidor do Senado para vaga de ministro do TCU
Cidadania
Rollemberg: Datafolha revela declínio econômico resultante dos erros de Dilma
Educação
CPI com investigação ampla enfraquece o Legislativo, afirma Rollemberg
Meio Ambiente
Números de relatório sobre mudança climática do IPCC são alarmantes, alerta Rollemberg
PSB
Rollemberg explica posição do PSB em relação à CPI da Petrobras
Distrito Federal
Senador alerta para risco de criação de novas cidades no DF
Cidadania
Rollemberg defende regulamentação profissional de artesãos

Vídeo

 

footer_down_01