*/ Senador de Bras?lia:Homenagem ao Dia do Professor
 
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Atualizado em :15/10/2009
Homenagem ao Dia do Professor
 

O SR. PRESIDENTE (Lira Maia) - Concedo a palavra ao nobre Deputado Rodrigo Rollemberg, para uma Comunicação de Liderança, pelo PSB.

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, quero me congratular com as professoras e professores do Brasil neste 15 de outubro, dia em que todos rendem homenagem a esses profissionais que constituem um dos esteios da civilização. Fala-se muito que vivemos em uma sociedade do conhecimento, o que certamente se justifica diante do peso cada vez maior que o conhecimento adquire na atividade econômica e no conjunto das relações sociais. 

É preciso considerar, porém, que a chamada Civilização Ocidental, desde o seu início, conferiu grande importância à produção do conhecimento e ao desenvolvimento da capacidade de refletir e argumentar. Por isso, não tardaram a surgir os primeiros professores, os sofistas, que tinham por missão contribuir para despertar os jovens para o raciocínio e a expressão eloquente.

A palavra sofista tem normalmente uma ressonância negativa, assim como sofisma, de mesma origem, ambas associadas à argumentação floreada e enganosa. Entretanto, é igualmente de mesma origem a palavra sofisticação, que imediatamente associamos à complexidade do pensamento e ao refinamento das maneiras.

Isso nos remete a uma verdade incontestável: apesar da violência e da intolerância que ainda grassam em nosso mundo, o valor conferido ao diálogo e à argumentação consistente e bem construída é cada vez maior.

Desse modo, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, é totalmente correto afirmar que devemos muito aos sofistas e às inúmeras gerações de professores que a eles se seguiram o fato de que hoje o conhecimento tenha roubado parte considerável do espaço e do prestígio antes conferido à força bruta e ao dogmatismo.

Isso nos remete a uma outra verdade igualmente incontestável: embora seja da família a obrigação primordial de realizar a primeira socialização e, consequentemente, fornecer à criança os fundamentos da polidez e do bom convívio social, os professores desempenham um papel fundamental não somente em formar indivíduos educados, no sentido de seres humanos com maior complexidade de pensamento, mas também em formar indivíduos bem-educados, no sentido de seres humanos com maior refinamento de maneiras.

Daí minha afirmação inicial, de que as professoras e professores são um dos esteios da civilização.

Lamentavelmente, é forçoso reconhecer, a nossa sociedade ainda não retribui condignamente os benefícios que o magistério e a docência espraiam por todo o tecido social. Por outro lado, não podemos perder de vista que, a partir do Governo do Presidente Lula, os professores da Educação Básica de todo o País tiveram ganho médio real de 18%.

É certo que a qualidade da educação não depende somente de bons salários para os professores; mas é certo também que, sem remuneração condigna, nenhum profissional tem condições de realizar adequadamente o seu trabalho. Hoje em dia, Sr. Presidente, Srs. Parlamentares, em função dos salários baixos e de jornadas extenuantes, muitos professores talentosos e vocacionados ou abandonam a sala de aula em busca de profissões mais bem remuneradas, ou caem em depressão, ou simplesmente entram em processo de desinvestimento profissional, por meio do qual reduzem gradativamente a qualidade e a intensidade do seu trabalho.

Em Pernambuco, o Governador Eduardo Campos, Presidente Nacional de nosso partido, desenvolve um ousado programa de remuneração adicional aos professores que mantêm elevada frequência ao trabalho e cujos alunos obtêm bons resultados em testes padronizados de conhecimento. A combinação de uma remuneração baseada em resultados ao lado de uma elevação contínua do piso salarial nacional dos professores é, segundo acredito, o caminho para manter na profissão aqueles que realmente se identificam com o nobre oficio de educar.

Quero parabenizar o Ministro da Educação, Fernando Haddad, pelos serviços relevantes que tem prestado à educação brasileira, com a implantação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica — FUNDEB, que veio corrigir limitações do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Fundamental — FUNDEF, o aperfeiçoamento dos processos de avaliação, em termos quantitativos e qualitativos, da educação básica do País, a implantação dos novos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia — IFETS, aqui em Brasília serão implantados 5 desses centros, já temos um funcionando na cidade de Planaltina, e a expansão do ensino superior, por meio de REUNIe do PRO-UNI. Também lembrando que no Distrito Federal estamos ampliando a presença da Universidade de Brasília com campi nas cidades de Planaltina, Ceilândia e Gama.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Brasil está a cada dia mais consciente da necessidade de se inserir de modo mais competitivo na nova economia mundial, baseada, hoje em dia, em fluxos constantes de inovação científica e tecnológica; está, da mesma forma, mais consciente da necessidade de construir uma sociedade com menos desigualdades socioeconômicas. A educação é peça chave na realização desses 2 objetivos. E educação digna para todos éimpossível sem a recuperação da dignidade social dos professores.

Antes de concluir, Sr. Presidente, quero lembrar a imensa oportunidade que esta Casa tem no momento em que discutimos a regulamentação dos 4 projetos da nova regulamentação da exploração do petróleo no nosso País, de forma muito especial no que se refere à Comissão Especial do Fundo Social do Pré-Sal, que tenho a honra de presidir.

Entendo que a prioridade dos recursos desse fundo deverão ser canalizados para fortes investimentos em educação. Não tenho dúvidas de que o investimento em educação é o que produz o maior retorno econômico. Investir em educação é investir no capital humano, é investir na formação de professores, é investir na melhoria das escolas.

E quando se educa uma geração, quando se promove uma mudança qualitativa na educação de toda uma geração, os benefícios se reproduzem para sempre.

Quero aqui repetir, mais uma vez, a frase do Ministro Fernando Haddad na Comissão Especial quando S.Exa. lembra um fato simples, mas extremamente relevante, de que ninguém conhece analfabeto filho de família alfabetizada.

Quando se investe em educação, os benefícios se reproduzem nas gerações seguintes. Portanto, este é um momento precioso da vida nacional em que o Brasil se insere de forma qualitativa no cenário mundial e vem melhorando todos os seus indicadores sociais. Está aí a síntese dos indicadores do IBGE, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, onde um dado relevante mostra que dobrou o percentual de jovens no ensino superior brasileiro. 

Temos, no investimento em educação, uma grande oportunidade para que o Brasil possa acelerar o seu crescimento e reduzir as suas desigualdades sociais e regionais. Isso só poderáser feito com um forte apoio e reconhecimento aos professores e professoras do Brasil. 

E é com um abraço forte e fraternal às professores e professoras do Distrito Federal e do Brasil que encerro o meu pronunciamento, parabenizando-os pela data de hoje e augurando votos de muito sucesso nos próximos anos. Que o Congresso Nacional esteja à altura de suas responsabilidades e das aspirações do povo brasileiro para que compreenda que investir em educação e nos professores é investir num futuro melhor para todos os brasileiros. 

Muito obrigado, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares.

(PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO GABINETE)

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Pronuncia o seguinte discurso.) Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero me congratular com as professoras e professores do Brasil, neste 15 de outubro, dia em que todos rendem homenagem a esses profissionais, que constituem um dos esteios da civilização. Fala-se muito que vivemos em uma sociedade do conhecimento, o que certamente se justifica diante do peso cada vez maior que o conhecimento adquire na atividade econômica e no conjunto das relações sociais.

É preciso considerar, porém, que a chamada Civilização Ocidental, desde o seu início, conferiu grande importância à produção do conhecimento e ao desenvolvimento da capacidade de refletir e argumentar. Por isso, não tardaram a surgir os primeiros professores, os sofistas, que tinham por missão contribuir para despertar os jovens para o raciocínio e a expressão eloquente.

A palavra sofista tem normalmente uma ressonância negativa, assim como sofisma, de mesma origem, ambas associadas à argumentação forcada e enganosa. Entretanto, é igualmente de mesma origem a palavra sofisticação, que imediatamente associamos à complexidade do pensamento e ao refinamento das maneiras.

Isso nos remete a uma verdade incontestável: apesar da violência e da intolerância que ainda grassam em nosso mundo, o valor conferido ao diálogo e à argumentação consistente e bem construída é cada vez maior.

Desse modo, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, é totalmente correto afirmar que devemos muito aos sofistas e às inúmeras gerações de professores que a eles se seguiram o fato de que hoje o conhecimento tenha roubado parte considerável do espaço e do prestígio antes conferido à força bruta e ao dogmatismo.

Isso nos remete a uma outra verdade igualmente incontestável: embora seja da família a obrigação primordial de realizar a primeira socialização e, consequentemente, fornecer à criança os fundamentos da polidez e do bom convívio social, os professores desempenham um papel fundamental não somente em formar indivíduos educados, no sentido de seres humanos com maior complexidade de pensamento, mas também em formar indivíduos bem-educados, no sentido de seres humanos com maior refinamento de maneiras.

Daí minha afirmação inicial, de que as professoras e professores são um dos esteios da civilização.

Lamentavelmente, é forçoso reconhecer, a nossa sociedade ainda não retribui condignamente os benefícios que o magistério e a docência espraiam por todo o tecido social. Por outro lado, não podemos perder de vista que, a partir do governo do presidente Lula, os professores da Educação Básica de todo o país tiveram ganho médio real de 18%.

É certo que a qualidade da educação não depende somente de bons salários para os professores; mas é certo também que, sem remuneração condigna, nenhum profissional tem condições derealizar adequadamente o seu trabalho. Hoje, em dia, em função dos salários baixos e de jornadas extenuantes, muitos professores talentosos e vocacionados ou abandonam a sala de aula em busca de profissões mais bem remuneradas, ou caem em depressão, ou simplesmente entram em processo de desinvestimento profissional, por meio do qual reduzem gradativamente a qualidade e a intensidade do seu trabalho.

Em Pernambuco, o governador Eduardo Campos, presidente nacional de nosso partido, desenvolve um ousado programa de remuneração adicional aos professores que mantêm elevada frequência ao trabalho e cujos alunos obtêm bons resultados em testes padronizados de conhecimento. A combinação de uma remuneração baseada em resultados, Sr. Presidente, ao lado de uma elevação contínua do piso salarial nacional dos professores é, segundo acredito, o caminho para manter na profissão aqueles que realmente se identificam com o nobre oficio de educar.

Quero parabenizar o ministro da Educação, Fernando Haddad, pelos serviços relevantes que tem prestado à educação brasileira, com a implantação do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), que veio corrigir limitações do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (FUNDEF), o aperfeiçoamento dos processos de avaliação, em termos quantitativos e qualitativos, da Educação Básica do país, a implantação dos novos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFETs), e a expansão do ensino superior, por meio de REUNI e do PROUNI.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Brasil está a cada dia mais consciente da necessidade de se inserir de modo mais competitivo na nova economia mundial, baseada, hoje em dia, em fluxos constantes de inovação científica e tecnológica; está, da mesma forma, mais consciente da necessidade de construir uma sociedade com menos desigualdades socioeconômicas. A educação é peça chave na realização desses dois objetivos, e educação digna para todos é impossível sem a recuperação da dignidade social dos professores.

Um abraço fraternal a todas as professoras e professores do Distrito Federal e do Brasil.

Muito obrigado.

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