*/ Senador de Bras?lia:Debate do bloco de esquerda sobre a crise econômica internacional
 
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Atualizado em :26/11/2008
Debate do bloco de esquerda sobre a crise econômica internacional
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, registro a realização, ontem, pelo bloco de esquerda, composto pelo PSB, PDT, PCdoB, PMN e PRB, de seminário para discutir a crise econômica internacional. Estiveram presentes o Deputado Ciro Gomes, o Presidente do IPEA, Márcio Pochmann, o Deputado Paulo Rubem Santiago e o Presidente do PCdoB, Renato Rabelo.

Ficou muito claro que a crise é grave, mas ao mesmo tempo abre oportunidades para se mudar a correlação de forças no cenário nacional. Mostrou-se claramente que o bloco de esquerda dispõe de quadros que não apenas conseguem compreender essa crise, com muita clarividência, mas apontar caminhos corretos que o Brasil deve trilhar no sentido de enfrentar e superar a crise e de aproveitar essas oportunidades.

Quero parabenizar, de forma muito especial, o Deputado Ciro Gomes pelas propostas apresentadas naquele fórum, Sr. Presidente.

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, realizou-se, na tarde-noite de ontem no Plenário 4, do Anexo 2, desta Casa, um debate promovido pelo Bloco de Esquerda, composto por PDT, PSB, PC do B, PMN, de grande significado para a definição dos rumos do país, diante da atual crise econômico-financeira mundial.

Na ocasião, o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, o deputado federal Ciro Gomes, do Partido Socialista Brasileiro, e o presidente do Partido Comunista do Brasil, Renato Rabelo, fizeram uma avaliação abrangente sobre o caráter sistêmico e estrutural da retração econômica nos países ricos, as medidas que os diferentes países estão adotando, os impactos sobre o Brasil e as oportunidades que se abrem para o nosso país.

Ficou claro para todos os presentes, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, que o governo Lula tem adotado medidas corretas e necessárias para minimizar os efeitos da recessão nos países ricos sobre o nosso ritmo de crescimento. No entanto, ficou igualmente claro que novas medidas são necessárias, sobretudo as que dizem respeito à proteção e fortalecimento do mercado interno e dos setores economicamente mais vulneráveis da população e de estímulo à atividade produtiva.

A esse respeito, assumiram o primeiro plano nas discussões propostas de reforma do sistema tributário nacional que combatam o seu inaceitável caráter concentracionista. Com base no mesmo entendimento, venho defendendo, ao lado de outros companheiros, como a deputada Ana Arraes, do PSB de Pernambuco, no bojo da reforma tributária, sob análise do Congresso Nacional, a completa desoneração tributária de todos os produtos que compõem a cesta básica.

No que se refere às propostas de indução do crescimento econômico do país, o deputado Ciro Gomes chamou atenção para a deterioração das nossas contas externas e teceu duras críticas à atuação do Banco Central, que, ao confundir a atual pressão inflacionária gerada pelo câmbio com uma inflação de demanda, manteve, na última reunião do Copom, a taxa Selic no absurdo patamar de 13,75%. Ou seja, nossa principal autoridade monetária permanece atuando em franca dissintonia com as demandas de incremento da atividade produtiva do país.

A crise está confirmando o processo de transferência do centro dinâmico da economia mundial dos Estados Unidos para a Ásia. Ao mesmo tempo, se o Brasil não aprofundar as medidas tendentes a proteger seu mercado interno, garantindo e ampliando o poder de compra dos mais pobres, e a favorecer a produção e a exportação de bens com alto valor agregado, combatendo a agiotagem que beneficia uma minoria de rentistas e paralisa nossa economia, estaremos, lamentavelmente, confirmando uma outra tendência das últimas décadas: a da estagnação ou até mesmo do decréscimo da participação do PIB do nosso país e do conjunto da América Latina no PIB mundial.

Em todo o mundo, os governos estão assumindo suas responsabilidades. O governo do presidente Lula segue o mesmo rumo, porém com certa timidez. O momento, contudo, exige ousadia.

Era o que tinha a dizer.
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