*/ Senador de Bras?lia:Crise econômica mundial
 
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Atualizado em :23/10/2008
Crise econômica mundial
 

O SR. PRESIDENTE (Flávio Bezerra) - Concedo a palavra ao Exmo. Sr. Deputado Rodrigo Rollemberg, para uma Comunicação de Liderança, pelo Bloco Parlamentar PSB/PDT/PCdoB/PMN/PRB. S.Exa. dispõe de 8 minutos. 

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, assumo à tribuna na tarde de hoje para fazer alguns comentários sobre o momento econômico que vivemos e as decisões do Governo do Presidente Lula sobre o tema. 

Primeiro, precisamos reconhecer, como fez, aliás, o Deputado Antonio Palocci nesta Casa, na Comissão Geral da última terça-feira, que o Brasil se encontra numa situação econômica sólida e muito melhor para enfrentar uma crise mundial do que há anos. Isso se deve a muitos fatores e a muitos Governos, a medidas ainda tomadas no Governo do Presidente José Sarney, do Presidente Itamar Franco, do Presidente Fernando Henrique Cardoso — como a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal — , mas, sobretudo, à coragem do Presidente Lula de, em seu primeiro mandato, não vir com nenhuma fórmula mágica, nenhum pacote, nenhuma política heterodoxa, agindo com muita responsabilidade. Naquele momento, estava na condução da economia brasileira aquele que é um dos mais brilhantes Parlamentares desta Casa, o Deputado Antonio Palocci. 

Vínhamos experimentando um momento extremamente positivo da economia brasileira, sobretudo neste segundo mandato do Presidente Lula, expresso no crescimento econômico. Houve o crescimento de 5% ano passada e há a previsão de 5% este ano; a geração recorde de empregos formais a cada ano, mas sobretudo a redução das desigualdades sociais e regionais, a grande conquista do Governo do Presidente Lula. Milhões de pessoas saíram da condição de pobreza e ingressaram na classe média. 

Infelizmente, numa economia globalizada como a do nosso planeta, todos os países sofrem conseqüências dessa crise mundial.  Portanto, manifesto minha confiança na equipe econômica do Governo Lula pelas medidas que estão sendo adotadas, especialmente no que diz respeito à Medida Provisória nº 443, recentemente enviada ao Congresso Nacional, que permite ao Banco do Brasil comprar bancos que estiverem em dificuldade, eventualmente, e à Caixa Econômica Federal associar-se a projetos de construtoras, na área de infra-estrutura.

Vejo isso, até em face das apresentações que fizeram o Ministro Guido Mantega e o Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, na Comissão Geral, como uma forma de prevenção, no sentido de permitir ao Brasil, caso necessário, agilidade suficiente para intervir, minorando os efeitos da crise. 

É importante ressaltar um fator que pode atenuar os efeitos da crise sobre o Brasil: a expansão do mercado interno experimentado pelo País nos últimos anos. Por isso, registro com muita alegria o desenvolvimento do turismo interno no País, que, acredito, pode também ser uma das atividades econômicas para enfrentar a crise. Com o dólar avançando, teremos condições de receber mais turistas estrangeiros no Brasil, portanto maior ingresso de divisas no País, e, ao mesmo tempo, condições de estimular o turismo interno, uma vez que o preço alto do dólar desestimula a ida de brasileiros ao exterior. 

Outro fator extremamente importante é o apoio à agricultura brasileira, uma das mais competitivas do mundo. Hoje, com o apoio da EMBRAPA e do sistema nacional de pesquisa agropecuária, temos condições de,incorporando tecnologia e conhecimento, aumentar nossa produtividade. 

Preocupa-me muito a dependência do Brasil em relação insumos externos, sobretudo a nitrogênio, fósforo e potássio, os mais importantes para a agricultura brasileira, pois o volume é importado é muito grande. 
O que me faz defender, mais do que nunca, que o Brasil invista em desenvolvimentos científico e tecnológico na área de insumos, para que a cada ano possamos diminuir nossa dependência de insumos tão importantes para nossa agricultura. 

Considero que este é o momento que devemos ter muita serenidade, muita responsabilidade e muita seriedade para o enfrentamento dessa crise. Tenho consciência de que a Oposição, nesta Casa, reconhecerá o momento de crise que o Brasil vive e que deveremos enfrentar unidos. O Congresso Nacional não faltará ao Brasil e ao povo brasileiro, tomando as medidas necessárias para oferecer ao Poder Executivo os instrumentos para enfrentar essa crise que não tem origem no Brasil. É importante dizer que essa é uma crise dos países desenvolvidos, mas que afeta todos o países, em razão de termos uma economia globalizada.

Agora, temos de aprender com essa crise e criar novos fundamentos para a economia mundial. Fica cada vez mais claro o papel do Estado como regulador e como fomentador da economia, porque, por ironia do destino, aqueles que sempre pregavam que o mercado era soberano, era suficiente, foram os primeiros a perceber a importância da injeção de recursos públicos para reequilibrar a economia no mundo, sobretudo no socorro ao mercado financeiro. 

Não podemos promover a socialização dos prejuízos para atender aos ricos, como diz muito bem o economista Márcio Porchmann em artigo hoje publicado no jornal Folha de S. Paulo. O aprendizado dessa crise tem que levar, repito, à criação de novos fundamentos que percebam a importância do Estado como fomentador e como regulador da economia e como indutor da redução das desigualdades sociais e das desigualdades regionais.

Portanto, fica aqui minha convicção de que esta Casa não faltará ao povo brasileiro e saberá apoiar o Governo em tudo que for preciso para enfrentar essa crise.

Muito obrigado.

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