*/ Senador de Bras?lia:EUA deve rever posição e retirar subsídios ao seu setor algodoeiro
 
http://twitter.com/rollembergpsb http://www.facebook.com/pages/Rodrigo-Rollemberg/211341845581927 http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=3314995351568856873 http://www.youtube.com/rollembergpsb http://www.flickr.com/photos/rodrigorollemberg
 
Discursos
         
Tamanho do texto
Atualizado em :15/03/2010
EUA deve rever posição e retirar subsídios ao seu setor algodoeiro
 

O SR. PRESIDENTE (Luiz Couto) - Concedo a palavra ao Deputado Rodrigo Rollemberg, para uma Comunicação de Liderança, pelo Bloco Parlamentar PSB/PCdoB/PMN/PRB.
S.Exa. dispõe de 5 minutos.

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, como édo conhecimento de todos, no último dia 8 de março, o Governo brasileiro divulgou uma lista com 102 produtos oriundos dos Estados Unidos que terão majorada sua alíquota de importação. A medida, autorizada em caráter definitivo em novembro do ano passado pela Organização Mundial do Comércio, é parte da retaliação aos subsídios governamentais concedidos aos produtores de algodão daquele país. 

A posição adotada pelo Itamaraty foi a única que se revelou viável, diante das seguidas promessas que o governo estadunidense fez e não cumpriu de pôr fim aos subsídios em questão. O aumento de alíquotas cobre quase 600 milhões de dólares do prejuízo total do setor algodoeiro nacional, estimado em mais de 800 milhões de dólares. O restante poderá advir da taxação ou do bloqueio temporário de remessas de dividendos e royalties, além da quebra de patente de remédios.

Nesta segunda, dia 15 de março, em novo anúncio, o Governo brasileiro divulgou lista para consulta pública referente a propriedade intelectual de produtos dos Estados Unidos, como remédios, inclusive veterinários, audiovisuais, livros, produtos químicos ou processos biotecnológicos agrícolas e sobretaxação no registro de marcas em geral.

As autoridades brasileiras tiveram o cuidado de taxar os produtos de modo a tornar seus preços menos atraentes, porém não proibitivos; tiveram o cuidado também de taxar produtos que contam com substitutos oriundos de outros países disponíveis para a importação. Esse conjunto de medidas pode implicar redução de preços para o consumidor brasileiro, associado que está ao aumento da concorrência e à diminuição de custos.

A retaliação pode não vir a consumar-se, uma vez que as partes dispõem de um total de 30 dias para que, por meio de novas negociações, encontrem uma saída alternativa. Uma solução negociada é, sem dúvida, a melhor para todos; uma guerra comercial não interessa nem aos Estados Unidos nem ao Brasil. No entanto, se uma solução negociada é hoje uma possibilidade maior, isso ocorre em virtude da postura firme do Governo brasileiro na defesa dos interesses econômicos nacionais.

Essa é uma marca inconfundível da atuação do Presidente Lula na arena internacional, uma marca que o próximo governo terá que manter e aperfeiçoar. Nos últimos anos, o Brasil foi galgado à condição de interlocutor proeminente no cenário mundial, depois de um período em que o País parecia flertar com uma máxima tristemente famosa segundo a qual o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil. Obviamente, não faz o menor sentido trilhar o caminho oposto, a saber, o do anti-americanismo, que transforma os Estados Unidos numa espécie de fonte de todo o mal.

Os Estados Unidos são uma nação complexa, sob todos os pontos de vista: político, cultural, econômico. Há ali muito o que elogiar, muito com o que aprender; há, por outro lado, naturalmente, também o que rejeitar. Na seara comercial, por sua vez, os Estados Unidos são e serão, obrigatoriamente, por todo o futuro previsível, um parceiro da maior importância para o Brasil. O fundamental éque mantenhamos com nosso vizinho do norte uma relação marcada pela altivez e pelo equilíbrio.

Nesse sentido, é também digna de menção altamente elogiosa a conduta, no caso, da Organização Mundial do Comércio, que não permitiu que a grande superioridade que hoje os Estados Unidos possuem na arena geopolítica contaminasse os assuntos comerciais. Ou seja, de nada valeu, no tratamento da questão, o poderio e a influência estadunidense. Isso determinou que o comércio entre um e outro país fosse tratado de acordo com critérios equânimes, a salvo de qualquer privilégio.

Esperemos que as autoridades dos Estados Unidos revejam sua posição e tomem medidas concretas com vistas à retirada dos subsídios ao seu setor algodoeiro. Será essa, repito, a melhor saída para ambos os lados; será, igualmente, uma nova confirmação da orientação altiva da política externa do Presidente Lula, que contribuirá para o fortalecimento da governança internacional com base na equidade comercial entre as nações.

Era esse o registro que eu gostaria de fazer na tarde de hoje, cumprimentando, mais uma vez, o Presidente Lula, o Ministro Celso Amorim e o Ministério das Relações Exteriores pela posição firme, altiva e soberana do Estado brasileiro.

Muito obrigado, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares.

(PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO GABINETE)

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Pronuncia o seguinte discurso) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, como é do conhecimento de todos, no último dia 8 de março, o governo brasileiro divulgou uma lista com 102 produtos oriundos dos Estados Unidos que terão majorada sua alíquota de importação. A medida, autorizada em caráter definitivo em novembro do ano passado pela Organização Mundial do Comércio, é parte da retaliação aos subsídios governamentais concedidos aos produtores de algodão daquele país. 

A posição adotada pelo Itamaraty foi a única que se revelou viável, diante das seguidas promessas que o governo estadunidense fez e não cumpriu de pôr fim aos subsídios em questão. O aumento de alíquotas cobre quase 600 milhões de dólares do prejuízo total do setor algodoeiro nacional, estimado em mais de 800 milhões de dólares. O restante poderá advir da taxação ou do bloqueio temporário de remessas de dividendos e royalties, além da quebra de patente de remédios. Nesta segunda, dia 15 de março, em novo anúncio, o governo brasileiro divulgou lista para consulta pública referente a propriedade intelectual de produtos dos Estados Unidos, como remédios, inclusive veterinários, audiovisuais, livros, produtos químicos ou processos biotecnológicos agrícolas e sobretaxação no registro de marcas em geral.

As autoridades brasileiras tiveram o cuidado de taxar os produtos de modo a tornar seus preços menos atraentes, porém não proibitivos; tiveram o cuidado também de taxar produtos que contam com substitutos oriundos de outros países disponíveis para a importação.

Esse conjunto de medidas pode implicar redução de preços para o consumidor brasileiro, associado que está ao aumento da concorrência e à diminuição de custos.

A retaliação pode não vir a consumar-se, uma vez que as partes dispõem de um total de 30 dias para que, por meio de novas negociações, encontrem uma saída alternativa. Uma solução negociada é, sem dúvida, a melhor para todos; uma guerra comercial não interessa nem aos Estados Unidos nem ao Brasil. No entanto, se uma solução negociada éhoje uma possibilidade maior, isso ocorre em virtude da postura firme do governo brasileiro na defesa dos interesses econômicos nacionais.

Essa é uma marca inconfundível da atuação do presidente Lula na arena internacional, uma marca que o próximo governo terá que manter e aperfeiçoar. Nos últimos anos, o Brasil foi galgado à condição de um interlocutor proeminente no cenário mundial, depois de um período em que o país parecia flertar com uma máxima tristemente famosa segundo a qual o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil. Obviamente, não faz o menor sentido trilhar o caminho oposto, a saber, o do anti-americanismo, que transforma os Estados Unidos numa espécie de fonte de todo o mal.

Os Estados Unidos são uma nação complexa, sob todos os pontos de vista político, cultural, econômico. Há ali muito o que elogiar, muito com o que aprender; há, por outro lado, naturalmente, também o que rejeitar. Na seara comercial, por sua vez, os Estados Unidos são e serão, obrigatoriamente, por todo o futuro previsível, um parceiro da maior importância para o Brasil.

O fundamental é que mantenhamos com nosso vizinho do norte uma relação marcada pela altivez e pelo equilíbrio. Nesse sentido, é também digna de menção altamente elogiosa a conduta, no caso, da Organização Mundial do Comércio, que não permitiu que a grande superioridade que hoje os Estados Unidos possuem na arena geopolítica contaminasse os assuntos comerciais. Ou seja, de nada valeu, no tratamento da questão, o poderio e a influência estadunidense. Isso determinou que o comércio entre um e outro país fosse tratado de acordo com critérios equânimes, a salvo de qualquer privilégio.

Esperemos que as autoridades dos Estados Unidos revejam sua posição e tomem medidas concretas com vistas à retirada dos subsídios ao seu setor algodoeiro. Será essa, repito, a melhor saída para ambos os lados; seráigualmente uma nova confirmação da orientação altiva da política externa do presidente Lula e contribuirá para o fortalecimento da governança internacional com base na equidade comercial entre as nações.

Muito obrigado.

Fonte:
 
 
fazer comentario comentários
imprimir

 

Mais Discurso
A FACA DO FAC - [29/04/2014]
Dia do Artesão - [19/03/2014]

 
   Últimas Notícias
Cidadania
Rollemberg cobra nomeação de aprovados em concurso do Senado
Pesquisas
Rollemberg comenta pesquisa que aponta insatisfação dos brasileiros com questões básicas
Distrito Federal
Ministério Público e pesquisadores defendem manutenção da área da Embrapa Cerrados
Cidadania
Senado debate ameaça de retirada da Embrapa Cerrados
Política
PSB e Rede apresentam diretrizes de programa de governo para o DF
Ciência e Tecnologia
Embrapa inaugura Banco Genético e comemora os 41 anos da empresa
Política
Elogios a decisão do STF sobre CPI exclusiva para Petrobras
Distrito Federal
Rollemberg lembra aniversário de Brasília e prega o fim da desigualdade no DF
Política
Oposição indica servidor do Senado para vaga de ministro do TCU
Cidadania
Rollemberg: Datafolha revela declínio econômico resultante dos erros de Dilma
Educação
CPI com investigação ampla enfraquece o Legislativo, afirma Rollemberg
Meio Ambiente
Números de relatório sobre mudança climática do IPCC são alarmantes, alerta Rollemberg
PSB
Rollemberg explica posição do PSB em relação à CPI da Petrobras
Distrito Federal
Senador alerta para risco de criação de novas cidades no DF
Cidadania
Rollemberg defende regulamentação profissional de artesãos

Vídeo

 

footer_down_01