*/ Senador de Bras?lia:12ª Assembleia-Geral da Confederação Parlamentar das Américas e última
 
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Atualizado em :14/10/2013
12ª Assembleia-Geral da Confederação Parlamentar das Américas e última pesquisa do Datafolha
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, nossos visitantes que nos honram com suas presenças, telespectadores da TV Senado, ouvintes da Rádio Senado, venho, hoje, a esta tribuna, com enorme prazer, comunicar aos meus colegas a realização da 12ª Assembleia-Geral da Confederação Parlamentar das Américas, que terá lugar na Câmara Legislativa do Distrito Federal, nessa terça-feira, dia 15 de outubro.
É um encontro da máxima importância para a política regional. Nele teremos mais de 300 representantes de 34 países. Serão Senadores e Senadoras, como nós, Deputados Federais, deputados provinciais, representantes locais das mais diversas origens. Do Canadá à Argentina, de ponta a ponta, teremos representantes eleitos pela comunidade americana, debatendo temas relevantes, trocando ricas experiências sobre suas nações, imaginando novos cenários e pensando formas de lidar com os desafios da contemporaneidade, em especial o desenvolvimento sustentável.

Amanhã, ao meio-dia, o Presidente do Senado receberá uma delegação de Senadores e de Parlamentares americanos. À tarde, haverá aqui uma visita ao plenário do Senado. 
 
São eventos assim, caras Senadoras, caros Senadores, que contribuem para reforçar uma cultura de cooperação e de paz. Não são as armas e a força que constroem um mundo melhor; é a compreensão das diferenças, a aceitação da nossa diversidade e, mais ainda, o esforço coletivo para enfrentar as dificuldades. 
 
Como disse o Senador Fulbright, em 1947, ao estabelecer no pós-guerra seu conhecido programa de intercâmbio internacional, é a troca humana entre pessoas verdadeiras que conquista corações e mentes para o projeto de mais tolerância e mais respeito ao outro. 
 
O nosso continente é próspero. Algumas das maiores economias mundiais aqui estão. Historicamente, abrigamos grandes civilizações que se depararam com a intervenção da colonização, com suas dores e seus legados. Após os processos de independência pacíficos ou frutos de confronto, construímos nossos caminhos autonomamente, na nossa diversidade étnica, religiosa, linguística e cultural. Nós nos abrimos para outros povos, outras culturas que desejaram, com a sua força de trabalho e suas trajetórias e conteúdos, juntar-se a nós e formar um grande continente que abraça e acolhe quem chega. Portamos recursos valiosos para o Planeta: florestas, águas, riquezas minerais. Somos belos de muitas maneiras, fruto de nossas heranças, caminhos históricos e utopias. 
 
Também vivemos desafios e paradoxos não desprezíveis. Sofremos ainda hoje o resultado de terríveis escolhas de nossos antepassados, dentre as quais os piores exemplos talvez sejam a escravidão e os massacres indígenas. 
 
São muitos os nossos desafios: alguns comuns, outros não. Na arena política, há o desafio enorme de construir sociedades democráticas estáveis, transparentes, centradas na liberdade – liberdade de ser, de fazer, de organizar-se, de comunicar-se – e capazes de responder aos desejos dos cidadãos e cidadãs.
 
Na arena econômica e na social, inúmeros são nossos percalços e desafios. Há enorme desigualdade de renda, de acesso, de direitos. Há pobreza. Há necessidade de crescimento econômico e de políticas sociais eficazes: uma educação de qualidade para todos; um sistema de saúde digno; cidades que sejam palco da vida plena.
 
Somos complexos, vibrantes e desafiadores como nações, não por acaso, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores. Portanto, o eixo central da Conferência será o desenvolvimento econômico sustentável e o foco em políticas de educação e de saúde.
 
E o que significa, Srªs e Srs. Senadores, desenvolvimento sustentável? Como bem sabemos, está alinhado à junção de crescimento econômico, responsabilidade ambiental e justiça social. Tais processos, ocorrendo concomitantemente, contribuem para a construção de países bem estruturados que reconhecem o valor dos recursos que possuem.
 
O desenvolvimento, senhoras e senhores, não deve vir a qualquer custo. Deve levar em consideração pautas econômicas, ambientais e sociais ao projetarmos o destino de uma nação.
 
O desenvolvimento econômico é essencial, mas solitário conduz a um mundo perverso e apocalíptico.
 
Por isso, é importante que discutamos as ações para a redução da pobreza, com políticas sociais eficazes, consumo sustentável, mudanças climáticas e proteção da biodiversidade, dentre outros temas.
 
É necessário, Srªs e Srs. Senadores, garantir o futuro do futuro. Que nada falte às gerações vindouras por conta de nossa negligência.
Quero chamar a atenção, Srªs e Srs. Senadores, para dois eventos paralelos à Conferência: a II Consulta das Mulheres e dos Homens Parlamentares das Américas e a XI Reunião Anual da Rede de Mulheres Parlamentares das Américas.
 
Seu objetivo é avaliar a agenda legislativa para a promoção da igualdade de gênero e a defesa dos direitos humanos nos diferentes países participantes. Promover o pleno acesso das mulheres aos seus direitos políticos, econômicos e sociais é urgente e uma das premissas para a construção de uma sociedade mais justa. 
 
Destaco aqui, Senador Randolfe, o trabalho da Deputada Maninha, que, em diversas conferências, atuou brilhantemente representando o Brasil e que nesse tema, especificamente, dá sua contribuição prática e teórica para a superação das desigualdades de gênero que tanto maculam a política americana. A Deputada Maninha está à frente da organização dessa Conferência Parlamentar das Américas.
 
Serão muitas as questões debatidas. O combate à violência, o insuficiente acesso à justiça e à informação, a baixa participação política feminina, a inserção discriminatória no mercado de trabalho são apenas algumas das motivações que levarão as Parlamentares e os Parlamentares a dedicarem-se à minuciosa deliberação sobre a qual atenção seus Parlamentos estão dando às políticas de gênero.
Também a defesa dos direitos humanos será ponto de intenso debate. Tais direitos independem de raça, sexo, nacionalidade, etnia, idioma, religião ou de qualquer outra característica, são inerentes à condição humana, abrangem a liberdade, o direito à vida e a segurança pessoal nas suas mais diversas interpretações: direito ao trabalho e ao lazer, à liberdade de expressão e associação, entre tantos outros.
 
Não há dúvida, senhoras e senhores, de que a conferência e seus eventos paralelos serão um sucesso. Seremos nós representantes diretos do povo de cada um desses países, em diferentes níveis, que levaremos adiante as ideias e os questionamentos nesse fórum político privilegiado.
 
Quero aqui agradecer ao Presidente do Senado a minha indicação como representante do Brasil na Confederação Parlamentar das Américas, juntamente com outro Senador do Distrito Federal, o Senador Gim Argello. É uma oportunidade riquíssima, e não tenho dúvidas de que, na Conferência, surgirão proposições fantásticas para enfrentar as mais duras empreitadas no caminho bem-sucedido do desenvolvimento sustentável.
 
Louvo à Unale (União Nacional dos Legislativos Estaduais) pela organização do evento, e à Câmara Legislativa do Distrito Federal pelo apoio proporcionado.
 
Concedo um aparte ao Senador Randolfe Rodrigues.
 
O Sr. Randolfe Rodrigues (Bloco Apoio Governo/PSOL - AP) – Senador Rodrigo, quero cumprimentar V. Exa pelo pronunciamento, e não deixar de registrar o orgulho que temos no Partido Socialismo e Liberdade de ter, nos nossos quadros, a nossa querida Deputada Maria Maninha. É um orgulho nosso, do PSOL, e – tenho certeza – é um orgulho de todos vocês, candangos, brasilienses, moradores do Distrito Federal, moradores da nossa Capital da República, Brasília, ter aqui, dentre os quadros políticos, essa grande líder que é Maninha, que é uma admirável liderança política e uma engajada militante da Conferência Parlamentar das Américas, que organiza agora esse importante evento no Distrito Federal. Tive a honra de ser convidado pela Maninha, assim como V. Exa. Amanhã será a abertura, na Câmara Distrital de Brasília, desse evento. Estarei conversando com os Parlamentares, amanhã pela manhã, sobre um tema que é inclusive peculiar ao Partido de V. Exa, peculiar ao meu querido Estado do Amapá, que está de luto – falarei daqui a pouco, aí da tribuna, sobre esse tema, pelo dramático ocorrido do último sábado –, que é o tema do desenvolvimento sustentável. Eu não poderia deixar de apartear V. Exa. V. Exa fala de um dos mais importantes quadros do meu Partido, que é a Deputada Maninha. Eu não poderia deixar de apartear V. Exa, reiterar os cumprimentos que tenho a fazer ao pronunciamento de V. Exa e destacar as qualidades desse quadro, não só do meu Partido, não só da política do Distrito Federal, mas – eu diria – da política brasileira. É uma das melhores Parlamentares que o Congresso Nacional já teve, a querida Deputada Maninha, que está realizando um belíssimo trabalho pelo Brasil na Conferência Parlamentar das Américas.
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Muito obrigado ao Senador Randolfe. Eu me associo às suas palavras sobre a Deputada Maninha. Tive a honra de conviver com a Deputada Maninha como Deputado Distrital, na Câmara Legislativa. Participamos juntos de um dos trabalhos mais importantes realizados pela Câmara Legislativa, que foi a Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a grilagem de terras públicas no Distrito Federal. A Deputada Maninha foi a Relatora, eu fui Sub-relator, e conheço as qualidades, a coragem e a capacidade da Deputada Maninha.

Mas, Sr. Presidente, Sras e Srs. Senadores, aproveito esta oportunidade apenas para fazer rápidos comentários – Senador Alvaro Dias, Senador Randolfe, Senadora Ana Amélia, Senador Paim – sobre os resultados da última pesquisa do Datafolha, publicada no último sábado. 
 
Ela demonstra, de forma muito clara, que teremos uma eleição muito disputada no Brasil e que, neste momento, a Presidenta Dilma Rousseff aparece com 42% de intenções de votos, o Senador Aécio Neves, com 21% e o Governador Eduardo Campos, com 15%.
 
Digo isso para, mais uma vez, desejar que tenhamos uma campanha de alto nível, em que, efetivamente, os candidatos possam aproveitar essa oportunidade para discutir o futuro do Brasil, quais são as alternativas que cada candidato ou cada conjunto de candidatos apresenta para oferecer um futuro melhor à população brasileira.
 
Quero dizer que fiquei impressionado com o crescimento do candidato do meu partido, o pré-candidato do meu partido...
 
O SR. PRESIDENTE (Paulo Paim. Bloco Apoio Governo/PT - RS) – Senador Rollemberg, antes que eles saiam, quero apenas registrar a presença dos alunos da Faculdade de Direito Francisco Beltrão, do Paraná. 
 
Sejam bem-vindos, sintam-se homenageados.
 
O Senador Alvaro Dias é do Estado, Rollemberg, enfim...
 
Na tribuna, o Senador Rollemberg, um jovem líder do PSB que orgulha a todos nós.
 
Sejam todos bem-vindos.
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Obrigado. 
 
Sejam todos muito bem-vindos. É uma alegria recebê-los aqui no Senado.
 
O SR. PRESIDENTE (Paulo Paim. Bloco Apoio Governo/PT - RS) – Randolfe Rodrigues, Ana Amélia e Suplicy. Pronto, para não dizerem que não citei todos, homenageando vocês.
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Eu comentava, Senador Paim, os resultados dessa pesquisa, que nos remete a uma série de reflexões.
 
Eu quero registrar que fiquei surpreso com o crescimento do pré-candidato do nosso partido, Senadora Ana Amélia, que praticamente dobrou as suas intenções de voto. 

E o que é mais importante: nós tivemos um fato político da maior relevância há uma semana, que foi a filiação democrática da ex-Senadora e ex-Ministra Marina Silva ao PSB, a formação de uma coligação programática entre o PSB e a Rede, e esses efeitos ainda não se fizeram sentir de forma significativa nessa pesquisa do Datafolha.
 
O que me chamou a atenção, Senador Randolfe, é que o Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é conhecido, efetivamente, por 25% da população brasileira, já que a pesquisa demonstra que 43% da população não conhecem o Governador Eduardo Campos e 32% o conhecem apenas de ouvir falar, o que leva à conclusão de que 25% da população o conhecem efetivamente. E, num ambiente desses, num universo desses, 15% das intenções de voto, ou seja, 60% das intenções de voto das pessoas que o conhecem efetivamente. Para mim, deixa muito claro, é um enorme potencial de crescimento. 
 
Mostra também o crescimento do outro candidato, o Senador Aécio Neves, significando que nós teremos a oportunidade de ter uma eleição disputada, o que é muito bom para o Brasil, a oportunidade de discutir a formulação de políticas públicas para o futuro do nosso País. 
 
Eu quero aproveitar esta oportunidade para registrar a entrevista hoje ao jornal Valor Econômico da ex-Senadora e ex-Ministra Marina Silva, especialmente quando ela se refere a um tema sobre o qual eu tenho, reiteradas vezes, me manifestado desta tribuna, que é uma convergência com a opinião do nosso Presidente, Governador Eduardo Campos. São três questões, três avanços conquistados pela população brasileira nos últimos anos. 
 
O primeiro deles é a democracia. Basta dizer que nós estamos vivendo o maior período democrático da história brasileira, Senador Paim, iniciado com a convocação da Constituinte, com a promulgação da Constituição. Já são 25 anos da promulgação da Constituição. A democracia é um bem da população brasileira que todos, independente de partidos políticos, os que têm convicção democrática neste País ajudaram a construir. 
 
Depois tivemos uma conquista, que foi a conquista da estabilidade econômica a partir do Plano Real. Começou no Governo Itamar Franco, com uma participação importante do Governo Fernando Henrique Cardoso, mas sem dúvida a estabilidade econômica foi outra grande conquista da população brasileira. E, mais recentemente, o processo de inclusão social liderado pelo ex-Presidente Lula.
 
Sem dúvida, o País voltou a crescer. Houve uma política de valorização do salário mínimo que contribuiu para melhorar a renda da nossa população, houve programas como o Bolsa Família, que tiveram também um impacto muito grande na vida das pessoas. Sem dúvida isso contribuiu também para reduzir as diferenças sociais no nosso País. 

Mas nós estamos em outro momento. E a população e as manifestações de junho, Senador Alvaro Dias, deixaram isso muito claro, querem muito mais. Ninguém quer retroceder, ninguém quer perder essas conquistas. A população não abre mão dessas conquistas. Mas nós temos outra pauta, outra agenda que precisa ser construída conjuntamente pela população brasileira e nada melhor, não há melhor momento para isso do que a eleição presidencial se o debate se der efetivamente em alto nível. Quais são as políticas de ciência, tecnologia e inovação, quais são as políticas para que efetivamente a população tenha acesso à educação de qualidade, como vamos resolver os problemas de financiamento do Sistema Único de Saúde, os problemas de gestão do Sistema Único de Saúde, quais são as políticas de segurança mais adequadas para o País, enfim, são debates da maior importância para o ambiente democrático. 
 
Eu já disse desta tribuna e reitero hoje: é um privilégio para o Brasil, neste momento de maior período democrático da nossa História, ter candidatos com a qualidade de Eduardo Campos, de Aécio Neves e de Dilma Rousseff, todos eles qualificados, pessoas que têm história, têm trajetória de serviço público. Portanto estamos diante de um grande momento da História brasileira. Não podemos desperdiçar a oportunidade de fazermos um grande debate, um debate de alto nível sobre o futuro do nosso País. 
 
Ouço, com alegria, o Senador Alvaro Dias.
 
O Sr. Alvaro Dias (Bloco Minoria/PSDB - PR) – Senador Rollemberg, nós todos desejamos que esse debate seja capaz de restabelecer a verdade histórica no Brasil. Não podemos ignorar os efeitos da Constituinte, com a Constituição de 1988, promovendo avanços sociais inegáveis, especialmente o Plano Real. Quando se fala em melhoria da qualidade de vida dos brasileiros, quando se fala em inserção social, não se pode ignorar, em hipótese alguma, a importância do Plano Real. Certamente a continuidade da política econômica adotada à época do Plano Real, quando era Presidente ainda Itamar Franco, tendo como Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, foi a razão direta, visível da inserção social de milhões de brasileiros. Em relação a crescimento econômico, talvez V. Exª não tenha tido essa intenção, ao afirmar que no Governo Lula o País voltou a crescer deu a entender que antes não crescia. Ao contrário, o Brasil passou a crescer menos. Durante o Governo Lula, em que pese o marketing fantasioso de que estávamos vivendo o espetáculo do crescimento, o Brasil crescia apenas mais do que o Haiti. Ainda agora, estamos em penúltimo lugar, para não dizer em último, na América Latina em matéria de crescimento econômico. Portanto não podemos nos conformar com os índices de crescimento do nosso País, que são incompatíveis com a grandeza nacional. As riquezas extraordinárias deste País e a população trabalhadora e disciplinada certamente recomendam um crescimento maior da nossa economia. E, se não o alcançamos, é porque há um sistema vigente que tem de ser destruído. É um sistema corrupto, um sistema que é a matriz de governos corruptos e incompetentes. Por isso o País cresce muito pouco, muito aquém das suas possibilidades. Se nós não destruirmos esse sistema, o Brasil não alcançará os índices de desenvolvimento compatíveis com a sua grandeza. Mas quero destacar a contribuição que o seu Partido, o PSB, dará, certamente, a essa campanha eleitoral com a presença do Governador de Pernambuco, que é uma grande liderança, nesse embate, valorizando esse debate. Imaginamos que esse debate eleitoral da campanha presidencial será importante também para restabelecer a verdade histórica no Brasil.

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Muito obrigado, Senador Alvaro.
 
Ouço também com alegria o Senador Eduardo Suplicy.
 
O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco Apoio Governo/PT - SP) – Prezado Senador Rodrigo Rollemberg, compartilho com V. Exª que o fato de termos a Presidenta Dilma Rousseff, o Senador Aécio Neves, o Governador Eduardo Campos e a colaboração, de alguma maneira, da Senadora Marina Silva, que poderá eventualmente até ser considerada... Mas, certamente, a plêiade de candidatos vai fortalecer o processo democrático e eleitoral em 2014. É possível também que José Serra seja candidato, mas essa é uma decisão que caberá ao PSDB. É possível que o PSOL tenha também um candidato. Cogita-se até, lá no PSOL, Randolfe Rodrigues como uma possibilidade, o que vai enriquecer ainda mais a disputa eleitoral. Li com atenção a entrevista, no Valor Econômico, que a ex-Senadora e ex-Ministra Marina Silva deu hoje. E V. Exª menciona que ela pretende aperfeiçoar, dar um passo avante na tradição daquilo foi o avanço, sobretudo na área de programas sociais que se desenvolveram do governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso para o governo do Presidente Lula e estão avançando no Governo da Presidenta Dilma Rousseff. Gostaria de convidar V. Exª, todos os Senadores do PSB e de todos os partidos para juntarmos esforços, inclusive conosco, do PT, no sentido de propor à Presidenta Dilma Rousseff – mas também isso vale para o preparo dos demais candidatos à Presidência – a organização de um grupo de trabalho com os maiores especialistas e estudiosos que andaram estudando, nessas últimas décadas, os programas de transferência de renda...

(Soa a campainha.)
 
O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco Apoio Governo/PT - SP) – ...da renda mínima associada à educação, ao Bolsa Escola, ao Bolsa Alimentação, ao Bolsa Família e aos demais programas de transferência de renda, como o Peti e outros, para que aquilo que foi aprovado por todos os partidos por consenso, em 2002, no Senado e, em 2003, na Câmara e sancionado pelo Presidente Lula em 8 de janeiro de 2004 – serão comemorados dez anos da sanção dessa lei, a Lei nº 10.835, de 2004 –, dizendo que o Brasil instituirá uma Renda Básica de Cidadania igual para todos, incondicional, mas será feita por etapas, a critério do Poder Executivo, começando pelo mais necessitados. A sugestão que faço é consoante até com a manifestação de um colóquio internacional...

(Interrupção de som.)
 
(Soa a campainha.)
 
O Sr. Eduardo Suplicy (Bloco Apoio Governo/PT - SP) – ...organizado pelo Núcleo de Psicopatologia Social e Política da Universidade de São Paulo, com cerca de 300 participantes. Ali, todos resolveram assinar uma conclamação para que possa a Presidenta Dilma, por exemplo, instituir um grupo de trabalho, que poderia ser coordenado pelo Prof. Paul Singer, Secretário de Economia Solidária e estudioso das políticas de cooperativas, das políticas sociais de transferência de renda, com a colaboração dos Ministros que cuidam dessas áreas e de todos os intelectuais que mais estudaram esse assunto, mas que isso, inclusive, esteja na pauta de todos os candidatos à Presidência que queiram aperfeiçoar as formas segundo as quais nós vamos melhorar, tornar mais equilibrado o Brasil do ponto de vista socioeconômico, na direção de termos maior equidade, dignidade e liberdade real para todos, conforme as conclusões de todos aqueles que estudaram esse tema com profundidade.


É a sugestão que dou a V. Exª, aos colegas de seu partido, bem como aos 81 Senadores que aqui estamos. Meus cumprimentos a V. Exª.
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Muito obrigado, Senador Suplicy.

Agradeço a sugestão de V. Exª, que vamos analisar com o respeito, carinho e atenção que V. Exª merece, por ser um grande lutador dessa causa, reconhecido nacional e internacionalmente por isso.
 
Quero registrar, Sr. Presidente, mais uma vez, reiterando a possibilidade de termos um grande debate, que o Brasil não se contenta mais com o "já foi pior e agora é melhor.” Há um reconhecimento, sim, do conjunto da população brasileira de que tivemos avanços. A população não é boba e sabe reconhecer que alguns avanços do presente só foram possíveis em função de medidas que foram tomadas no passado. Mas a população quer, deseja – e tem legitimidade para isso –avançar muito mais.
 
Estamos diante, efetivamente, de uma nova realidade política, Senador Paulo Paim, e a pesquisa do Datafolha mostra isso. Sempre digo para aqueles que ficam procurando instigar, como se houvesse alguma possibilidade de alguma divergência mais grave entre o Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a Senadora Marina Silva – e eu participei de todo o processo –, que tenho convicção absoluta de que os maiores e melhores interesses do País nortearam essa aliança e norteiam a conduta desses dois grandes brasileiros. Quem apostar em qualquer tipo de divergência entre essas duas lideranças certamente vai perder.
 
Digo também que não estamos diante de uma equação aritmética; estamos diante de um fato político com consequências bastante fortes. Impressionou-me, por exemplo, na pesquisa do Datafolha, dados que não foram divulgados com amplitude, mas que apareceram nos blogs, salvo engano, do jornalista Fernando Rodriques, que demonstram, claramente, que, quando se coloca a composição das chapas, com candidato a Presidente e Vice, no caso, um cenário com Eduardo Campos e Marina, e a atual Presidenta e Michel Temer, na Região Sudeste, por exemplo, já há empate técnico. Num possível segundo turno, a diferença...
 
(Soa a campainha.)
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – ... é muito pequena, e estamos a pouco menos de um ano da eleição.
 
Portanto, eu não tenho a menor dúvida de que essa coligação programática aqui se deu muito mais em torno de ideias, de projetos, de programas, do que de nomes, com estes três pilares de reconhecer, manter e avançar as conquistas que o Brasil teve nos últimos anos.
Aprofundar a democracia, o processo democrático e o desenvolvimento sustentável, como pilar do nosso desenvolvimento, dará uma contribuição muito significativa ao debate político. E é isso que está animando muita gente, Brasil afora.
São velhos militantes, pessoas que estavam, digamos, decepcionadas e desencorajadas a participar do processo político, que voltaram a se animar nesse processo, especialmente milhões de jovens, Brasil afora, que estão vendo uma nova perspectiva política e querem participar desse processo político para ajudar a construir um novo Brasil.
 
Ouço, com muita alegria, a Senadora Ana Amélia.
 
A Srª Ana Amélia (Bloco Maioria/PP - RS) – Caro Senador Rodrigo Rollemberg, a filiação partidária da ex-Ministra Marina Silva ao seu Partido foi o fato novo mais significativo no plano político do nosso País, nos últimos meses. Ele se revestiu, primeiramente, de uma grande surpresa, de uma agradável surpresa que mexeu, sem dúvida, nesse tabuleiro do xadrez sucessório. Eu tenho sempre dito que é prematura e não adequada à realidade brasileira a antecipação do debate sucessório presidencial. Não é bom isso para o Brasil. O preço que estamos pagando é muito alto. Mas esse fato novo, sim, traz um ar diferente para esse cenário, que estava igual ao que já tínhamos visto no processo político. E a entrada da Senadora Marina Silva, que lutou bravamente para ter reconhecido o seu Rede de Sustentabilidade, tendo as barreiras levantadas contra a criação do partido dela, acabou viabilizando uma alternativa que, ao meu juízo, tem mais consistência, até, por uma aliança de um governador muito bem avaliado, que é o Governador Eduardo Campos, em Pernambuco. Ele foi reeleito com percentual de votos extraordinário e tem uma capacidade de interlocução muito grande. Então, não lhe falta habilidade política, não lhe falta conhecimento da realidade nacional. E essa parceria, talvez, seja o sopro da novidade que estava o País precisando...
 
(Soa a campainha.)
 
A Srª Ana Amélia (Bloco Maioria/PP - RS) – ... para fazer a diferença no debate sucessório. Temos muitos problemas a serem discutidos hoje. Muitos! E não tenho dúvida de que Marina e Eduardo Campos dão as condições adequadas não só do ponto de vista político, mas do ponto de vista da sua capacidade para encontrar o melhor caminho para o nosso País. Parabéns pelo seu pronunciamento e por essa avaliação que está fazendo dessa leitura das pesquisas que são, digamos, o sentimento do momento avaliado pela pesquisa Datafolha. Então, parabéns pelo seu pronunciamento.

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Muito obrigado, Senadora Ana Amélia. Quero registrar aqui a solidariedade de V. Exª quando houve uma ação do Governo para impedir a criação do Rede Sustentabilidade e V. Exª foi solidária por uma questão, por um princípio democrático de que era fundamental garantir a legitimidade de um partido que tem representação na sociedade, que tem uma liderança expressiva como a Senadora Marina Silva. Naquele momento, o Governo e os grandes partidos buscavam tolher a liberdade de organização daquele partido. Portanto, fica esse registro, Sr. Presidente.

Quero, mais uma vez, para concluir o pronunciamento, desejar que efetivamente tenhamos um debate de altíssimo nível. Que nós não nos percamos como nos perdemos na eleição passada em debates sem conteúdo, em acusações pessoais, em algo que não contribui para a construção de alternativas sustentáveis para o desenvolvimento brasileiro.
 
Esse é o grande momento. A eleição presidencial é o momento privilegiado para o grande debate; o debate sobre que rumos queremos dar ao Brasil, como reduzir as diferenças sociais, como entrarmos no círculo virtuoso de crescimento, de desenvolvimento sustentável com melhorias para o conjunto da população brasileira.
 
(Soa a campainha.)
 
O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco Apoio Governo/PSB - DF) – Esse é o meu desejo e, se depender do PSB e do Rede, certamente, Sr. Presidente, teremos um debate de altíssimo nível.
Fonte:
 
 
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