*/ Senador de Bras?lia:Epidemia de crack no Distrito Federal
 
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Atualizado em :10/06/2010
Epidemia de crack no Distrito Federal
 

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, são cada vez mais estarrecedores os dados a respeito da epidemia de crack no Distrito Federal. De 2008 para 2009, a quantidade de pedras apreendidas saltou de 4.342 para 11.967, ou seja, nada menos que um aumento de 175%.

Devemos investir em melhor estrutura e capacitação dos órgãos de repressão, além da cooperação entre o Poder Público e a sociedade no combate à produção e à distribuição do crack.

No setor de saúde, ações convencionais indispensáveis de promoção, prevenção e tratamento devem ser acompanhadas do fortalecimento de uma estratégia de redução de danos, também com as condições necessárias de trabalho para os profissionais que prestam serviço de atenção aos usuários.

Precisamos mobilizar toda a sociedade, juntamente com o Governo, no combate a essa epidemia de crack. Não temos dúvida de que uma solução de longo prazo é o investimento maciço em educação.

Era o que tinha a dizer, Sr Presidente.

(PRONUNCIAMENTO ENCAMINHADO PELO GABINETE)

O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB-DF. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, são cada vez mais estarrecedores os dados a respeito da epidemia de crack no Distrito Federal. De 2008 para 2009, a quantidade de pedras da droga apreendidas saltou de 4.342 para 11.967, ou seja, nada menos que um aumento de 175%.

Isso revela que, embora as autoridades repressivas estejam cumprindo o seu papel, ao coibir a distribuição desta e de outras drogas, o universo dos usuários se expande em velocidade alarmante, atingindo pessoas de todas as classes sociais.

O uso e o abuso de drogas são um fenômeno mundial e suas causas são as mais variadas. No entanto, talvez na maior parte dos casos seja possível identificar um elemento em comum: a sensação de falta de perspectivas que o usuário experimenta e que o torna vulenerável às investidas do traficante.

Usuários mais pobres são tomados pela angústia diante de um horizonte socioeconômico limitado. Nos pouco mais de sete anos de governo do presidente Lula, a renda dos mais pobres cresceu em ritmo chinês; a esse respeito, estudos apontam a possibilidade de eliminarmos a pobreza em cerca de cinco anos. Por isso, é indispensável mantermos e aprofundarmos o caminho aberto pelo presidente, mesmo porque muitos brasileiros ainda vivem em condições socioeconômicas precárias.

Por sua vez, jovens usuários oriundos de famílias abastadas se veem diante de uma vida vazia, marcada pelo excesso de comodidade e pela falta de desafios; por último, alguns adultos em boa situação profissional e econômica, envolvidos em um eterno ciclo insípido de trabalho exaustivo e consumo, que resulta em mais trabalho exaustivo e mais consumo, esperam recuperar na droga o prazer e o sentido de existir.

O crack não é somente mais uma droga; é, na verdade, uma das drogas mais potentes e devastadoras em circulação. E é, lamentavelmente, muito barata, portanto, muito acessível.Esse é certamente um drama que, não obstante sua dimensão existencial, pode, sim, ser abordado pelas políticas públicas.

Devemos investir em melhor estrutura e capacitação dos órgãos de repressão, além da cooperação entre o poder público e a sociedade no combate à produção e à distribuição do crack. No setor saúde, as ações convencionais e indispensáveis de promoção, prevenção e tratamento devem ser acompanhadas do fortalecimento de uma estratégia de redução de danos, com as necessárias condições de trabalho para os profissionais que prestam esse tipo de atenção aos usuários e a disponibilização de insumos de redução de danos, tanto masculinos quanto femininos. Uma efetiva estratégia de redução de danos é crucial no processo de recuperação da autoestima e da dignidade.

Precisamos avançar também no setor educação. O Brasil conseguiu universalizar o acesso ao ensino fundamental, mas ainda não conseguiu universalizar sequer a conclusão do ensino fundamental, que dirá do ensino médio. Evidentemente, não basta escola para todos, é preciso que o ensino ministrado seja de melhor qualidade e seja adequado às demandas do mercado de trabalho. Entretanto, mesmo com o déficit de qualidade de nossa educação, as estatísticas são inequívocas: as pessoas mais instruídas obtêm emprego com mais facilidade e quase sempre ganham mais.

Precisamos, ainda, continuar a perseguir e a aprimorar o nosso modelo de desenvolvimento. Retomamos, sob o comando do presidente Lula, o crescimento do PIB e do PIB per capita, garantindo ao mesmo tempo a redução da desigualdade, por meio do aumento da oferta de moradia, da renda e do emprego formal. Tivemos êxitos também no setor ambiental, sobretudo no que diz respeito à redução do desmatamento da Amazônia.

Que relação mantêm com o problema do crack as ações setoriais aqui listadas, algumas específicas e diretas, outras bastantes gerais? Que sentido faz a remissão ao aprimoramento do nosso modelo de desenvolvimento num debate sobre abuso de drogas?
A resposta é uma só: não solucionaremos o problema do crack e de outras drogas sem uma combinação de ações específicas e de curto prazo com ações gerais e de longo prazo. Em termos simples: não obteremos vitórias sólidas nesse campo sem alcançarmos um padrão social mais equânime, solidário e calcado em valores éticos elevados.

As lideranças políticas têm uma importante missão a cumprir. Por um lado, devem se esmerar na formulação de políticas públicas voltadas à qualidade de vida da população; por outro, devem dar o exemplo de conduta proba e ética, de modo a contribuir para superar um certo ar de descrédito e desencanto que atinge parte da população. Apenas a realização de tarefas dessa magnitude são capazes de reenobrecer perante a maior parte da população a atividade política e a elas não podemos nos furtar.

Muito obrigado.

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