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Atualizado em :01/05/2011

A Rio+20 e o protagonismo do Brasil

Rollemberg diz, em artigo, que o país, com sua inegável vocação para se transformar numa potência ambiental, deve e pode ter um protagonismo decisivo na Rio+20. Para o senador, a economia verde representa a promessa de concretização do desenvolvimento sustentável e será o grande tema dos debates que se realizarão na conferência

Há quase 20 anos, o mundo se reuniu no Rio de Janeiro e debateu diretrizes globais para a preservação ambiental. Essa reunião, a histórica Eco 92, se constituiu na mais exitosa conferência ambiental já realizada pelas Nações Unidas. Com efeito, naquela ocasião foram aprovadas as grandes convenções internacionais que até hoje balizam as discussões sobre o tema no mundo.
 
Além disso, foi na Eco 92 que o conceito de "desenvolvimento sustentável”, que concilia crescimento econômico e preservação ambiental, foi plasmado nos textos das convenções ambientais. Essa foi uma conquista do Brasil e de outros países emergentes. Com a introdução desse conceito, procurava-se harmonizar os interesses dos países em desenvolvimento, que não podem renunciar ao célere desenvolvimento econômico e social, com os interesses dos países mais desenvolvidos, que já resolveram seus problemas sociais básicos e podem, assim, crescer a taxas mais baixas e ambientalmente menos impactantes.
 
Desse modo, à época parecia que os países haviam construído um consenso mínimo sobre a necessidade compartilhada de manter o meio ambiente equilibrado, o qual possibilitaria a realização do sonho do desenvolvimento com sustentabilidade ambiental e inclusão social. Mas não foi isso o que se verificou na prática.
 
Os EUA, principal emissor dos gases do efeito estufa, se recusaram a ratificar o Protocolo de Kyoto, tornando-o um instrumento de eficácia duvidosa. O célere crescimento de grandes países emergentes, como China e Índia, feito com base numa matriz energética suja, teve e tem um impacto ambiental gigantesco. A distância entre as boas diretrizes emanadas da Eco 92 e a realização efetiva dos compromissos assumidos revelou-se astronômica.
 
Vivemos agora uma evidente crise ambiental que ameaça o futuro do planeta. Espécies e biomas desaparecem rapidamente; as grandes cidades tornam-se ambientalmente insuportáveis; secas prolongadas, enchentes de proporções bíblicas; e a crescente instabilidade climática revelam, de forma dramática, que o aquecimento global antropogênico não é mera suposição de ambientalistas desinformados.
 
Assim, quase 20 anos após a Eco 92, o mundo, tão frágil e ameaçado, volta a olhar para o Rio de Janeiro, cidade na qual se realizará, em 2012, a nova Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, a Rio+20.
 
É um olhar ao mesmo tempo assustado e esperançoso. Assustado porque a crise ambiental é grave. A degradação dos biomas e o aquecimento global devem não apenas ter consequências desastrosas para a biodiversidade e o equilíbrio ambiental, mas também produzir sérios efeitos econômicos e sociais negativos de longo prazo. De acordo com o Relatório Stern, o custo econômico do aquecimento global deverá ser de, no mínimo, 5% do produto mundial bruto, podendo mesmo atingir até 20% desse total.
 
Contudo, há também esperança nesse olhar. Recente estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) revela que um investimento de somente 2% do PIB mundial em "economia verde” poderia equacionar os problemas ambientais do planeta e, ao mesmo tempo, assegurar o crescimento econômico com eliminação da pobreza.
 
A economia verde será justamente o grande tema dos debates que se realizarão na Rio+20. Ela representa a promessa de concretização do desenvolvimento sustentável. A economia verde e inovadora permitiria conciliar os interesses dos países em desenvolvimento com os dos países desenvolvidos e resolver os históricos conflitos entre desenvolvimentistas e ambientalistas.
 
O Brasil, em sua condição híbrida de país emergente, que tem realidades típicas de países em desenvolvimento e também de países desenvolvidos, e com sua inegável vocação para se transformar numa potência ambiental, pode e deve ter um protagonismo decisivo na Rio +20. Além de país anfitrião, temos de ser também um país líder nessa conferência, como fomos na COP-15, negociando a construção de consensos entre todas as partes envolvidas.
 
Vinte anos após a Eco 92, teremos a oportunidade de superar a inação que nos levou à presente crise. Podemos tomar as medidas que leguem às futuras gerações um mundo melhor ou continuar no caminho irracional da produção e consumo predatórios. E será uma oportunidade única. Afinal, quase 20 anos após a Eco 92, torna-se cada vez mais claro que não teremos outros 20 anos para fazer as escolhas que salvariam o planeta.
 
Artigo publicado no jornal Correio Braziliense

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