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Atualizado em :14/02/2011

A Sudeco e a região solução

Em artigo publicado no jornal Correio Braziliense, Rollemberg ressalta a importância da recriação da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) para ajudar a região a crescer de forma sustentável com inovação tecnológica

O Centro-Oeste já foi chamado de região solução. Numa época em que o país convivia com altas taxas de inflação e intensos desequilíbrios demográficos, as vastas fronteiras agrícolas da região, somadas ao imenso potencial de sua agroindústria, representavam perspectivas de solução dos problemas nacionais. Com efeito, propunha-se que o Centro-Oeste absorvesse o excedente de mão de obra, oriundo principalmente do Nordeste, e aumentasse o excedente exportável, de modo a gerar divisas em moeda forte. 
 
O Centro-Oeste cumpriu, em boa parte, tais funções. De fato, a região cresceu bem acima da média nacional. No início dos anos 1960, a economia da região contribuía com 2,4% do PIB nacional, sendo que, ao fim dos anos 1980, tal participação já havia chegado aos 8%. Ademais, a região absorveu grandes contingentes migratórios e a sua população se expandiu, entre 1970 e 2005, numa taxa média anual de 3%, bem acima da taxa de crescimento médio da população brasileira (1,9%). 
 
Nesse processo de crescimento e de integração cada vez maior ao espaço nacional, a antiga Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) teve participação relevante. Mesmo com suas limitações, a antiga Sudeco contribuiu para planejar o desenvolvimento do Centro-Oeste, aprimorar sua infraestrutura básica e estimular a agroindústria regional, agregando valor à produção primária. 
 
Entretanto, a vitória do modelo neoliberal mudou radicalmente o contexto histórico do Brasil e da nossa região. A ideia de que o Estado deveria planejar os destinos do país e intervir para amenizar as desigualdades sociais e regionais foi substituída pelo paradigma do Estado mínimo, segundo o qual caberia ao mercado dirigir o desenvolvimento. Em consequência, os mecanismos de planejamento estatal foram enfraquecidos. A Sudeco e as outras superintendências de desenvolvimento regionais foram extintas. 
 
A omissão estatal e a estagnação da economia brasileira levaram ao agravamento dos problemas nacionais e regionais. O Centro-Oeste diminuiu sua participação no PIB nacional de 8%, em 1989, para 6,5%, em 1995. Surgiu um cenário de deterioração, especialmente na região do Entorno do Distrito Federal, que passou a absorver as camadas mais pobres da capital, sem ter, em contrapartida, a infraestrutura necessária para cumprir tal função. A região solução transformou-se numa região problema.
 
Tal quadro de estagnação começou a mudar a partir de 2003. O governo Lula conseguiu combinar crescimento econômico com equilíbrio macroeconômico, geração de empregos, distribuição de renda e criação de um amplo mercado interno de consumo de massa. O social tornou-se o eixo do novo ciclo de desenvolvimento, o qual, combinado com o maior protagonismo internacional do país e a consolidação de sua democracia, mudou o patamar histórico do Brasil. Hoje, nossas perspectivas são amplas.
 
Nesse novo contexto, o combate às desigualdades regionais e o planejamento estratégico do espaço nacional têm de caminhar ao lado do esforço pela superação das desigualdades sociais. Por isso, decidiu-se recriar a Sudeco que, segundo o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, passará a funcionar brevemente. Trata-se de uma nova Sudeco, que, além de ter de persistir na solução dos históricos problemas de infraestrutura e sociais, tem dois novos desafios a enfrentar. O primeiro tange ao desenvolvimento sustentável. As mudanças climáticas impõem o abandono da atual economia carbonizada e a transição para a economia verde. 
 
O Centro-Oeste, que tem três dos mais ricos biomas do planeta, o cerrado, a Amazônia e o pantanal, possui potencial gigantesco para basear seu desenvolvimento em áreas de grande futuro, como o turismo, a biotecnologia e a produção de energias limpas e renováveis. O segundo é o da implantação da sociedade do conhecimento, que gere educação de qualidade para todos, inclusive mediante a inclusão digital, e inovação tecnológica massiva, de modo a agregar valor à produção regional e aumentar nossa competitividade internacional. 
 
Hoje, as fronteiras a serem desbravadas são as da sustentabilidade ambiental e da inovação tecnológica. A Região Centro-Oeste tem tudo para superar esses desafios históricos. Se assim o fizermos, com o apoio da nova Sudeco, temos tudo para ser, de fato, uma região solução, que se coloque na vanguarda do novo ciclo histórico de desenvolvimento nacional.

Artigo publicado no jornal Correio Braziliense

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