*/
 
http://twitter.com/rollembergpsb http://www.facebook.com/pages/Rodrigo-Rollemberg/211341845581927 http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=3314995351568856873 http://www.youtube.com/rollembergpsb http://www.flickr.com/photos/rodrigorollemberg
 
Artigos
         
Tamanho do texto
Atualizado em :09/11/2010

O recado das urnas

Em artigo publicado no jornal Correio Braziliense, Rollemberg afirma que o mais provável é que, nos próximos processos eleitorais, os eleitores irão exigir mais dos candidatos compromissos firmes com a transparência, a prestação de contas e a probidade

Foto: Sérgio FrancêsEstas eleições, mesmo antes da realização do segundo turno em plano nacional e em diversas unidades da Federação, já serviram para consolidar na agenda política do país o espaço de duas bandeiras fundamentais: a ética na política e a responsabilidade ambiental. Vistas em outros tempos como acessórias, uma e outra atuaram, desta vez, como importantes balizadores da decisão do eleitorado.

De norte a sul do país, candidatos identificados com a honestidade melhoraram o desempenho nas urnas. Com isso, a população prestou reconhecimento a quem, em sua trajetória política, primou pelo respeito à coisa pública e pela integridade moral.

O mais provável é que, nos próximos processos eleitorais, os eleitores exijam ainda mais dos candidatos compromissos firmes com a transparência, a prestação de contas e a probidade. Serão merecedores dos votos de parcelas crescentes do eleitorado os candidatos que conseguirem comprovar que entraram na política com o objetivo maior de trabalhar pelo país e por uma vida melhor para os cidadãos. Tudo indica que tenderá a ser cada vez menor o espaço dos que se valem da política para conquistar vantagens pessoais a contrapelo da lei.

Esse é, sem dúvida, um processo lento e contraditório de amadurecimento do eleitorado e fortalecimento dos valores associados à cidadania, o que se manifesta no fato de que, em todas as unidades da Federação, ainda conseguem se eleger pessoas comprometidas com a velha lógica do toma lá, dá cá; no entanto, temos todas as razões para crer que este é um processo irreversível.

Ao mesmo tempo, os eleitores deixaram claro que consideram a responsabilidade ambiental e o desenvolvimento sustentável como reivindicações de primeira grandeza. Nos últimos anos, ampliou-se significativamente o número de pessoas que compreendem que uma gestão adequada dos recursos naturais é garantia de boa qualidade de vida para todos.

Em virtude disso, ficou para trás o tempo em que a luta contra o aquecimento global, a defesa de medidas de adaptação às mudanças climáticas, a proteção da biodiversidade, a preservação das nossas matas e o manejo sustentável dos recursos hídricos eram bandeiras que mobilizavam o interesse apenas de uma minoria. A manifestação mais clara dessa nova maneira de encarar a questão ambiental foi a expressiva votação recebida pela candidata à Presidência Marina Silva. Seu desempenho em todo o país foi notável; mais notável ainda foi seu desempenho no Distrito Federal, onde recebeu nada menos que 42% dos votos válidos.

O fortalecimento da ética e da responsabilidade ambiental, entre os itens prioritários de nossa agenda política, revela que se tornou mais complexa e mais rica a forma como os brasileiros concebem o desenvolvimento.

É certo que não podemos menosprezar os sucessos obtidos nos últimos anos na área socioeconômica. Muito pelo contrário, o fim de mais de 20 anos de semiestagnação econômica e a melhora substancial na distribuição da riqueza são êxitos que devem ser comemorados com todo o entusiasmo. Mais que isso, os esforços pelo crescimento têm que continuar, assim como tem que continuar a luta pela justiça social, que tem ocorrido sobretudo por meio da ampliação da renda dos mais pobres. A manutenção dessa orientação deverá fazer com que, já na próxima década, o país erradique a miséria e constitua uma sociedade mais igualitária do ponto de vista socioeconômico.

Sabemos, porém, que não podemos crescer de qualquer forma, nem a qualquer custo. Já estava suficientemente claro que nossos esforços nas áreas de saúde, educação, segurança, moradia e transporte terão que ser intensificados e aperfeiçoados.

Além disso, adquirimos também a clareza de que é preciso assegurar um crescimento de nossa economia cada vez mais à base de tecnologias poupadoras de recursos naturais, sob pena de inviabilizarmos a qualidade de vida para as gerações futuras. É necessário também que nossa política seja cada vez mais marcada pelas condutas honestas e afinadas com a lei, em virtude do alto custo moral e econômico da corrupção.

Essa nova agenda do desenvolvimento, que mantém uma forte ênfase socioeconômica e, ao mesmo tempo, incorpora decisivamente as demandas ambientais e éticas, é o recado maior que os brasileiros enviaram por meio do voto no último 3 de outubro.

Fonte:


fazer comentario comentários
imprimir
Compartilhe

 

Mais Artigos

 
   Últimas Notícias
Cidadania
Rollemberg cobra nomeação de aprovados em concurso do Senado
Pesquisas
Rollemberg comenta pesquisa que aponta insatisfação dos brasileiros com questões básicas
Distrito Federal
Ministério Público e pesquisadores defendem manutenção da área da Embrapa Cerrados
Cidadania
Senado debate ameaça de retirada da Embrapa Cerrados
Política
PSB e Rede apresentam diretrizes de programa de governo para o DF
Ciência e Tecnologia
Embrapa inaugura Banco Genético e comemora os 41 anos da empresa
Política
Elogios a decisão do STF sobre CPI exclusiva para Petrobras
Distrito Federal
Rollemberg lembra aniversário de Brasília e prega o fim da desigualdade no DF
Política
Oposição indica servidor do Senado para vaga de ministro do TCU
Cidadania
Rollemberg: Datafolha revela declínio econômico resultante dos erros de Dilma

Vídeo

 

footer_down_01