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Atualizado em :08/07/2009

Os 15 anos do real e os novos desafios da economia

Os anos FHC foram responsáveis por uma mutilação de nossa agenda econômica, que transformaram o Brasil de FHC em um país esquizofrênico

No último dia 1.º de julho, o real completou quinze anos do início de sua circulação. Esse foi um momento marcante para o país, porque não se constituiu meramente no lançamento de uma nova moeda, mas na consolidação de um paradigma de política econômica, afinado com o chamado Consenso de Washington, de cunho neoliberal.

As principais virtudes do Plano Real foram, obviamente, a estabilização dos preços e, no seu prosseguimento, anos mais tarde, o fortalecimento da responsabilidade fiscal como um valor permanente na gestão pública. No entanto, desde o início, foi deslocado para as margens da agenda um objetivo de nobreza indiscutível: o crescimento econômico, em ritmo o mais acelerado possível, com vistas a permitir  que o Brasil atinja, no curso das próximas décadas, um nível de riqueza per capita semelhante ao dos países mais ricos do mundo.


Os oito anos de governo Fernando Henrique Cardoso resultaram em crescimento econômico pífio. Não fazia parte do repertório do Consenso de Washington a promoção do crescimento econômico acelerado dos países emergentes. No máximo, seus defensores sustentavam que a atividade econômica se expandiria como desdobramento natural da estabilidade monetária, da austeridade e da liberalização.


Isso, porém, não ocorreu. Na prática, o crescimento econômico nunca foi prioridade. Assim, os anos FHC foram responsáveis por uma mutilação de nossa agenda econômica, que transformaram o Brasil de FHC em um país esquizofrênico.


Alarmante foi o aumento, naquele período, da financeirização de nossa economia. Ou seja, se, por um lado, os investimentos produtivos, motor do crescimento econômico não foram estimulados, por outro, os investimentos improdutivos cresceram assustadoramente. O grande retorno passou a ser o investimento em títulos públicos, generosamente remunerados. Com isso, o pagamento de juros aos especuladores fez a dívida interna líquida saltar de 30% em 1994 para 59%, em relação ao tamanho do PIB, em 2003. Por isso, muitos dos que hoje denunciam os 42,5% da dívida interna líquida em relação ao PIB são lobos em pele de cordeiro, já que são os mesmos que, por meio da financeirização da economia nacional, a estagnação da riqueza e a gorda remuneração dos investimentos especulativos, fizeram a dívida interna líquida do país dobrar, em termos de sua participação proporcional do PIB.


Isso revela que estratégia centrada em conquistar a confiança dos investidores estrangeiros para investirem no Brasil está equivocada, se o nosso objetivo é promover o crescimento econômico do país, e não meramente oferecer oportunidades extraordinárias de retorno aos especuladores internacionais. Os capitais externos vieram, lucraram imensamente e deixaram o país estagnado.

Em vez de basear seus esforços para atrair o capital estrangeiro, o centro da estratégia de desenvolvimento econômico do país deve ser a busca da inserção competitiva das empresas brasileiras em mercados dinâmicos e de grandes proporções. O sucesso dessa inserção garante o retorno necessário para novos investimentos, numa espiral ascendente, baseada fundamentalmente em capital nativo.


Foi a inserção em mercados com essas características que impulsionou o crescimento de Índia e China. O mesmo se pode dizer dos índices promissores de incremento do PIB brasileiro, a partir de 2006, em grande parte explicados pelo excelente desempenho de nossas commodities no mercado externo.


O país precisa, é verdade, melhorar a composição de sua pauta de exportações, ampliando a participação de bens e serviços com alto valor adicionado, assim como necessita combinar seus esforços no mercado externo com o fortalecimento do mercado interno, bastante ampliado nos últimos anos pelas políticas sociais do governo Lula.


Diferentemente do apregoado pelos governos do PSDB, o Estado pode e deve desempenhar um papel proeminente nesse processo, apoiando as empresas nativas, por meio de crédito favorecido, subsídios, isenções fiscais, financiamentos a fundo perdido de pesquisa tecnológica, formação de mão de obra qualificada, investimento em infraestrutura. Obviamente, a proteção às empresas brasileiras deve se articular com o estímulo à manutenção de sua competitividade, para que não se incorra em erros do passado, quando a ausência total de concorrência levou à acomodação e à criação de autênticos "cartórios” de grupos empresariais privilegiados.

Oportunidade de ouro para o desenvolvimento do país se abre com a chamada 3.ª Revolução Industrial baseada em tecnologias de geração de energia em bases ambientalmente sustentáveis.


Nenhum país detém o controle pleno dessas tecnologias, mas a largada para essa nova corrida pela liderança econômica mundial já tenha sido dada por vários países, inclusive o Brasil. A conciliação do desenvolvimento econômico, com inclusão social e responsabilidade ambiental é sem dúvida a síntese do sonho da maioria dos brasileiros.


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