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Atualizado em :01/02/2008

A crise mundial

Deputado afirma que dinheiro utilizado para socorrer o sistema financeiro internacional poderia ser usado para ajudar a sanar problemas sociais que afetam parte considerável da humanidade

Desde que provocou, no segundo semestre deste ano, a quebra ou o abalo de grandes corporações, as enormes quedas nas bolsas mundo afora, a recessão nos países ricos e a retração do crédito nos países em desenvolvimento, a atual crise econômico-financeira vem gerando perdas, espalhando temores e suscitando uma maré de interpretações e contra-interpretações.

Um aspecto em especial tem chamado a atenção: o montante de recursos públicos mobilizados pelos governos de diferentes países, com vistas a socorrer as instituições ameaçadas e o próprio sistema financeiro internacional.  Computadas as diversas formas de intervenção, as cifras superam os 4 trilhões de dólares.

Muitas pessoas, talvez leigas em economia, porém atentas aos problemas do mundo, têm feito a mesma pergunta: por que esse dinheiro nunca foi utilizado para ajudar a sanar problemas sociais que afetam parte considerável da humanidade, como a fome, o analfabetismo, a falta de moradia; ou problemas ambientais que atingem a todos, embora de forma desigual, como o aquecimento global e a tendência ao esgotamento dos recursos naturais; ou de saúde, como a falta de vacina ou tratamentos mais eficazes para diversas doenças.

O debate conceitual e político tem dado prioridade à questão da regulamentação da atividade econômica. Essa é, certamente, uma questão fundamental, e hoje muitos percebem o quanto a verdadeira mania de desregulamentação que se instalou no mundo, em virtude da ideologia neoliberal, está associada aos estragos que estamos presenciando e sofrendo.

Mas, caso se confirme, o que uma nova onda pró-regulamentação irá definir como prioridade? Ou, por outra, se o crédito voltar a fluir, será em direção a investimentos que revertam a tendência à degradação das condições sociais e ambientais? Ou ainda: qual modelo de desenvolvimento prevalecerá: o atual, que concede atenção prioritária aos ganhos econômicos, ou um outro, que mude o foco para a qualidade de vida, compreendida como muito mais do que a resultante do acúmulo financeiro e patrimonial?

No atual modelo, somente alguns ganham, do ponto de vista econômico, mas todos perdem, do ponto de vista da qualidade de vida. Isso inclui também os mais ricos – embora eles sejam capazes de adquirir os bens e ter acessos a meios que melhoram a vida, estão expostos à destruição ambiental, ao estresse, à violência, à falta de mobilidade nas cidades.

Apesar de não estar ainda claro o alcance desta crise, cedo ou tarde ela terá fim. O PIB mundial voltará a crescer a taxas satisfatórias, as empresas voltarão a investir, o consumo retomará níveis razoáveis.

Haverá, sem dúvidas, razões para comemorar, especialmente se as saídas encontradas apontarem para a limitação das possibilidades de lucro dos grandes especuladores. No entanto, ficará ainda muito por fazer – provavelmente, o principal –, caso as mudanças não atinjam mais profundamente os valores que sustentam atualmente a atividade econômica.


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